Economia

Reservas internacionais líquidas diluíram

«A conjuntura internacional nunca esteve tão desfavorável e tão adversa aos propósitos da economia nacional, como se tem mostrado nos últimos 3 anos», declaração do Governador do Banco Central Américo Barros.

Foi na cerimónia de celebração dos 30 anos da fundação do Banco Central de São Tomé e Príncipe, na última sexta-feira, que Américo Barros revelou a dimensão real da crise económica e financeira que o país vive.

As reservas internacionais líquidas, que são um dos principais indicadores macroeconómicos diluíram. Segundo as orientações do FMI, o país deve manter reservas externas capazes de assegurar no mínimo 3 meses de importação.

«Relativamente as reservas externas voltaram a situar as dificuldades de entrada de recursos financeiros em moeda estrangeira, após a posição favorável registada em 2020, o que tem provocada pressão sobre as reservas internacionais líquidas, cujo número mantém-se muito preocupante», revelou o Governador do Banco central.

O Téla Nón apurou que o número muito preocupante das reservas externas revelado por Américo Barros, é incapaz de garantir 1 mês de importação. O governador do Banco Central explicou as causas da diluição das reservas externas, e do aprofundamento da crise económica e financeira.

Américo Barros – Governador do Banco Central

«O impacto negativo da pandemia da Covid-19 e da guerra na Ucrânia na economia nacional incide com maior acuidade na instabilidade dos preços, na fraca entrada dos recursos financeiros externos, na redução dos níveis das reservas internacionais líquidas, e no aumento da inflação», sublinhou Américo Barros.

Com a economia e as finanças a baterem no fundo, São Tomé e Príncipe, vive um período eleitoral, onde tradicionalmente o trabalho e a produção reduzem drasticamente.

«Estima-se que o crescimento económico volte a abrandar, e a situar-se em 1,4% em 2022. O risco de uma inflação alta de 2 dígitos é uma realidade inevitável no presente exercício económico», pontuou o Governador do Banco Central.

Apesar do momento difícil, o Banco Central destacou a estabilidade da moeda nacional, a dobra. Uma estabilidade que tem sido real, graças ao acordo de cooperação económica e paridade fixa da dobra ao euro, assinado no ano 2009 com Portugal.

O Presidente da República Carlos Vila Nova, marcou presença nas celebrações do trigésimo aniversário de criação do Banco Central de São Tomé e Príncipe.

O Chefe de Estado manifestou-se contente com o novo edifício do Banco Central. Inicialmente com um orçamento de 6 milhões de euros, o edifício acabou por custar aos cofres do Estado um total de 17 milhões de euros.

«O edifício onde hoje(26 de Agosto) nos encontramos e que tive a oportunidade de visitar, é exemplo de que é possível construir-se pontes entre governos…e transmitir legados», afirmou Carlos Vila Nova.

Crise económica e financeira agudiza-se em São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga  

2 Comments

2 Comments

  1. Andorinha

    29 de Agosto de 2022 at 12:52

    Pois é onde a Nova maioria encabeçada pelo Jorge Bom Jesus nos trouxe,”reservas internacionais diluiram” é mesmo que dizer reservas internacionais foram delapidadas não ha nenhum país do mundo onde a economia resiste com tanta roubalheira os camaradas estão a roubar a levar para Europa comprar casa.
    Dia 25 de Setembro vem cedo para correr com este governo de Jorge Bom Jesus para fora para nunca mais voltar.

  2. Fuba cu bixo

    29 de Agosto de 2022 at 13:00

    É isso ai ESTA FALAR ESTA ROUBAR, A Elsa Pinto militante destacada do MLSTP disse “os camaradas comem tudo” e aqui esta o resultado bancarrota.
    O Jorge Bom Jesus pode lançar quantidades de pedras que bem entender mas povo vai lhes dar cartão vermelho com força rua com nova maioria já.

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