Economia

Total Energies é a nova operadora do bloco 2 de petróleo da ZEE

Os acordos assinados esta semana entre a Agência Nacional de Petróleo, a Total Energies e a Sonangol consolidam a intervenção da petrolífera francesa no bloco 1, e por outro lado permitem a participação como operadora do bloco 2.

«A Total Energies está a celebrar em 2024, 100 anos. E com esses 100 anos estamos também a reforçar a nossa presença em África. Com este acto reforçamos a nossa presença em São Tomé, com a entrada num segundo activo(bloco 2) em parceria com a Sonangol», declarou Rui Rodrigues, representante da Total Energies.

FOTO : Rui Rodrigues – representante da Total Energies

Há 4 anos que a petrolífera francesa participa na prospecção de petróleo no bloco 1 da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe. «Pudemos marcar um grande avanço no conhecimento do sistema petrolífero de São Tomé e Príncipe. Agora estamos mais reforçados e sobretudo na confiança que temos de que o país pode fazer parte da matriz energética mundial», acrescentou.

A Total Energies disse que trabalha em parceria com a Sonangol na exploração do ouro negro em Angola. Uma parceria que se estendeu a São Tomé e Príncipe, e que permitiu ao Estado santomense através da Agência Nacional de Petróleo resolver o litígio em torno do bloco 2.

Pois a empresa francesa entra no bloco 2 após o Estado santomense ter rompido o contrato com a empresa Sinoangola, a que tinha sido atribuído em 2013 o direito de gerir a prospecção de petróleo no bloco 2. 

A Sinoangola tinha adquirido os direitos sobre o bloco 2 numa parceria com a Sonangol. Tendo saído do bloco a petrolífera angolana foi buscar a sua parceira tradicional Total Energies, para juntas procurarem petróleo no bloco 2.

Assim, a Total Energies ficou com 60% de direito de participação no bloco 2, a petrolífera angolana Sonangol com 30% e a Agência Nacional de Petróleo com 10%.

«Hoje temos a esperança renovada para a diversificação da matriz energética de São Tomé e Príncipe. Angola tem muita experiência neste sector e acreditamos que passamos de meros actos de assinaturas para acções», afirmou Belmiro Chitangueleca representante da Sonangol.

Total Energies, a Sonangol e o Estado são-tomense representado pela Agência Nacional de Petróleo criam assim um consórcio para explorar hidrocarbonetos no bloco 2.

Álvaro Silva, Director Executivo da Agência Nacional de Petróleo acredita que o sucesso está à porta. «Sendo sabido que o sucesso do consórcio será naturalmente o sucesso do Estado santomense. Portanto boa sorte a nós todos», concluiu.

A assinatura do contrato de partilha de produção do bloco 2 aconteceu na semana em que a Agência Nacional de Petróleo celebrou 20 anos sobre a sua institucionalização.

Abel Veiga  

4 Comments

4 Comments

  1. ANCA

    28 de Junho de 2024 at 9:05

    ANCA

    27 de Junho de 2024 at 21:53

    Lembrem se quando aqui relatei que nao há paises, independentes, o tal sonho da independência total, existe sim países e povos inter dependentes

    Hoje sabemos que ha possibilidade de exploração de hidrocarbonetos e gaz, na nossa zona económica esclusiva, que sejamos capazes de nos entendermos nesta matéria, muitos que dizem nossos amigos, vão nos querer pôr uns contra os outros, nossos irmãos, mossos conterrâneos, filhos desta terra, depois de tudo que já passamos, escravatura, exploração, saqueamento de recursos,….mortes dos nossos antepassados

    Que tenhamos juízo e nos entendamos nesta matéria, ja vimos este filme varias vezes nos territórios e irmãos africanos, Angola, Nigeria, Moçambique, Congo, dentre outros, genocidio de Ruanda, que tenhamos juízo.

    Ama o teu país, ama a tua terra, a tua gente, a tua cultura, protege o teu ambiente.

    Precisamos de preparar melhor os nossos jovens, fortalecer as nossas instituições, para que a exploração de hidrocarbonetos e gaz no nosso solo jamais seja uma maldição, mas uma bênção, sabendo da difildades que o nosso povo passou até, então.

    Já pouco tempo existe, a terra está a aquecer, a degelos, aumento do nivel do mar, alteração climáticas, aquecimento global das temperaturas, desaparecimento de espécies, insustentabilidade alimentar, escasseamento de lençóis freáticos(lembrem se de vos ter relatados sobre as guerras dos proximos tempos, a guerra pela água, fonte de vida), que estejamos atentos a estas mudanças e conjunturas globais, que nos preparemos melhor que sobermos para o futuro, pois que nos encontramos no centro do mundo.

    Povos vieram e nos escravizaram, exploraram durante, 500 anos, o tempo é de entendimento para aquilo que é essencial, primordial para nossa terra, para nossa gente, para o nosso bem estar, dos nosso filhos e netos

    Ama o teu país, território, população, administração, mar e rios

    Ajuda a desenvolver o teu país

    Abraca o teu conterrâneos, ajuda a desenvolver

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

    • ANCA

      29 de Junho de 2024 at 12:17

      E quanto a violação e abuso sexual das mulheres, jovens e crianças,….

      Necessitamos de mais centros de deteção, cadeias, que devem ser transformados em centros de recuperação, de formação profissional, reenquadramento social, de saídas profissionais, para agricultura, pescas, agropecuária, carpintarias, mecânica, eletricidade, assistência social, hotelaria, gastronomia, construção civil, pintura limpeza, jardinagem, serventes, a tanto para fazer na nossa terra, estamos a falar de pessoas, o ócio leva a prática de crimes, a nossa população é jovem se não houver boa gestão de expetativas, formação, qualificação, empregos, saídas profissionais,…

      Deve haver penas acessórias, trabalho comunitário, limpeza dos esgotos, requalificação da cidade, embelezamento, jardinagem, pintura e construção, trabalho agrícola nas cooperativas, seja do mar ou do campo, precisamos de educar, organizar mediante rigor e responsabilidade a nossa população, trabalho e formação para cidadania, autoridade do estado.

      Tu és daqui, estudaste para juiz, ajuda a desenvolver e modernizar o teu país

      Pertences ao sector da justiça, sabes que é o motor do ornamento e organização treino e melhoria duma sociedade comunidade, homens e mulheres, aplica a lei, responsabilize,..

      Pratiquemos o bem

      Pois o bem

      Fica nos bem

      Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  2. Sem assunto

    28 de Junho de 2024 at 12:26

    Estou cansado de ler sobre petróleo em São Tomé e Príncipe, desde a tenra idade até este momento que já sou adulto e quase avô. Alguém que nos explique sem complicar.
    Petróleo em São Tomé é mito ou realidade?
    Há ou não há?
    Recentemente uma nação na América do Sul de nome Guiana descobriu petróleo e prontamente tornará um gigante na exploração, gente adulta fala de um Guiné Equatorial antes do petróleo num passado recente o que implica que foi um processo célere, o porquê que no nosso país existe tantos sobes e desces para este dossiê?
    Já chega a ser aborrecido e angustiante cada vez que se ouve falar desta agência e os seus acordos. Chiça!

  3. Jorge Semeado

    28 de Junho de 2024 at 15:20

    Esses mongolóides só nos enfiam o dedo em tudo quanto eles metem o focinho. São autênticos “plôcô mandjóca. Já fintaram o Pinto da Costa e levaram os dois blocos da ZEE por apenas 5 milhões de dólares cada. Disseram que era a Sonangol a compradora/dona. Mas quando exibiram o cheque do pagamento de um dos blocos, neste Portal/Telanon, fui ao Google pesquisar o país do Banco emissor do referido cheque, vi que o Banco emissor era das Ilhas Maurícias. Continuei com a investigação no Google para saber detalhes sobre a empresa titular do referido cheque. Conclusão: a empresa era tudo menos Sonangol, uma empresa fantasma, com sede numas das ruas do Bairro Alvalade em Luanda. Contudo a Sonangol tinha a Sede no Bairro Mutamba, no coração de Luanda. Portanto, eu já sabia (desde sempre), que de Sonangol, o negócio destes blocos só tinham nome. Era tudo uma trafulha do trafulheiro e vigarista, Pinto da Costa. Agora, está a grande prova (nua e crua) da vigarice desses “mangoloides” para
    com STP. Nos blocos 10, 11 e 13 onde estão a Petrobras, a Shell e a Galp (todas elas empresas de brancos) STP tem 15 porcento de partilha de produção (menos mal). Mas nos blocos 1 e 2 onde estão a Tottal (franceses) e Sonangol/”mangoloides” (pretos que se gabam de sermos irmãos), STP só tem 10 porcento da partilha de produção nestes blocos. Perguntem a Sonangol quanto ela tem no mínimo de percentagem em partilha de produção nos blocos onde ela é concessionária? 15 porcento? Perguntem a Sonangol ou vão a Google pesquisar. Que tipo de negociadores são os nossos dirigentes? Será que vão buscar outros 5 ou mais porcento lá na terra dos mangoloides? Que negociata?!!!!!

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