A conservação do pescado tem vindo a assumir uma importância crescente em São Tomé e Príncipe.
“Se uma pessoa for ao mercado e encontrar palaiê com peixe estragado, ninguém vai comprar; mas se tiver peixe fresco numa mala térmica com gelo, isso vai incentivar as pessoas a adquirir o produto”, advertiu Yara Trigueiros, coordenadora do PRIASA III.
Para responder a esta necessidade, o PRIASA III — Projeto de Cogestão dos Riscos Climáticos para a Resiliência da Agricultura e Pesca — adquiriu 36 arcas frigoríficas e 56 malas térmicas, distribuídas por 16 associações de pescadores e palaiês em diferentes pontos do país.
“Essa arca vai apoiar o grupo da minha associação, composto por mais de 20 mulheres. Compramos o peixe, lavamos, colocamos na arca e, no dia seguinte, já podemos levá-lo ao mercado devidamente conservado”, afirmou Maria das Dores, da associação de palaiês de Praia Gamboa.
“É uma mais-valia para a palaiê, que terá o seu peixe vendido, e também para toda a sociedade, pois a população poderá consumir pescado saudável”, acrescentou Yara Trigueiros.
Os equipamentos vão permitir conservar o peixe em melhores condições, reduzir perdas e garantir que o produto chegue ao consumidor final com maior qualidade.
A entrega foi presidida pelo Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, que destacou o compromisso do Governo com o reforço das condições de trabalho dos profissionais do setor. “O Governo vê com grande satisfação este ato de entrega. Exortamos os utilizadores a fazerem um uso responsável e eficiente dos meios, em benefício do bom desempenho das suas atividades profissionais”, sublinhou Nilton Garrido.
Avaliados em mais de 31 mil euros, os equipamentos — adquiridos com o apoio da ONG MARAPA (Mar, Ambiente e Pesca Artesanal) — foram disponibilizados através do financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento, entidade que assegura o apoio ao projeto PRIASA III.
José Bouças