O setor das pescas é reconhecido como estratégico para o desenvolvimento económico e sustentável de São Tomé e Príncipe. Entre as prioridades do Executivo destaca-se a substituição gradual das tradicionais pirogas artesanais por embarcações em fibra de vidro, mais seguras e com maior autonomia no mar.
“São botes com maior capacidade que vão permitir a captura de maior quantidade de pescado e em zonas mais distantes”, sublinhou Nilton Garrido, Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural.
Com parte dos recursos provenientes do acordo de pescas firmado com a União Europeia, foram adquiridas 200 embarcações modernas, algumas das quais já se encontram a caminho do arquipélago.
“Está prevista para este mês de janeiro a chegada de pelo menos 60 embarcações do primeiro lote”, assegurou Nilton Garrido.
Paralelamente, o Governo aposta no reforço da pesca semi-industrial, através da cooperação com o Japão, que prevê a entrega de duas embarcações ainda no primeiro trimestre deste ano.
“Com o governo japonês temos em carteira, ainda no primeiro trimestre, receber duas embarcações de pesca semi-industrial”, acrescentou o ministro.
O objetivo é duplo: assegurar o abastecimento regular do mercado nacional e, simultaneamente, reduzir a pressão sobre os recursos pesqueiros locais, promovendo uma exploração mais equilibrada e sustentável.
José Bouças
Jorge Semeado
11 de Janeiro de 2026 at 15:34
STP já produzia canoas de fibras de vidro? Sim ou não? Eram seguras? Sim ou nao? Poderão ser melhoradas em termos de tamanho, autonomia e segurança? Sim ou não? Se sim, porque não apoiar e acarinhar o já conceituado e experiente produtor (ou fabrica) com recursos já existentes da referida contrapartida do Acordo de Pesca STP/UE? E quiçá criar starups no ramo de fabrico de embarcações de fibras de vidro mais autónomos e mais seguras, nas Universidades locais com recursos provenientes das referidas contrapartidas? STP não pode deixar que outros pensem por si permanentemente. STP tem que virar esta pagina, começando a pensar por si e ara si, criando conteúdos e marcas locais: Made in STP/,Feito em STP/Produzido em STP. Isto cria postos de trabalho, dinamiza a economia, aumenta o PIB, reduz a divida externa e acima de tudo, mantém o tecido social activo.
Importar 200 embarcações de fibras de vidro da Europa como parte da contrapartida do acordo de pesca, é no mínimo uma burrice. O mais acertado, seria montar uma mini fabrica destas embarcações nem que seja para produzir 8 embarcações por mês, inicialmente. Mandar produtores e técnicos para formação “on-job” para tomarem conhecimento do processo de produção. Criar canais seguros para importação segura e contínua de materias primas. Produção de embarcações para pesca e específicas para o turismo maritimo e aquático. Cria-se um efeito dominó na economia. As pescas, o turismo e não só agradecem. A economia dinamiza-se e o
PIB cresce. Mas atenção: nada disto será sustentável sem uma energia eficaz, ininterrupta e autosuficiente, ou seja, alimentada com os recursos locais: os rios e riachos, o sol, o vento e o proprio mar. Com energia a combustivel fóssil, a depender da disponibilidade dos navios, cambiais e dos geradores, esqueçam. Vamos dando 2 passos para frente e 3 para trás, como tem sido desde 12/julho/1975 até aos dias de hoje. E urgente mudar esta pagina negra e desoladora. É possível. Mas é preciso muita coragem.
Sabino Gumão
13 de Janeiro de 2026 at 10:41
Dar ao Nacional esta oportunidade de ganhar dinheiro. Não fazem, porque não conseguem ganhar comissões (LUVA).