O Banco Central apresentou ao país uma nova e moderna nota de 50 Dobras(a moeda nacional). A apresentação no dia 26 de agosto serviu para celebrar também os 34 anos da autonomização do Banco Central.
A nova nota de 50 dobras foi produzida segundo o Banco Central por uma das mais antigas e prestigiadas casas de impressão de segurança do mundo, a Royal Joh. Enschedé, em Haarlem, nos Países Baixos. Produzida para ficar na história da celebração dos 50 anos de São Tomé e Príncipe.
145 por 67 mm, é a dimensão da nota pintada de cores verdes e douradas. «O design reflete a natureza tropical, a história e a localização geográfica única do arquipélago», explica o Banco Central.


O Falcão e o Papagaio voltaram a pousar na parte frontal da moeda nacional. Duas espécies de aves que identificam as duas ilhas maiores, que formam o arquipélago de São Tomé e Príncipe. O papagaio é mais dominante na ilha do Príncipe, e o Falcão na ilha de São Tomé. Aves que expressam na nova nota de 50 dobras a rica biodiversidade que dá vida as duas ilhas.
Rei Amador, o herói nacional na luta contra a escravatura no final do século XVI foi o rosto da moeda nacional desde a primeira cunhagem nos finais dos anos 70 do século XX. Desapareceu com a emissão pela II República das novas notas de Dobras, principalmente a partir do ano 2010. Mas ressurgiu na nota celebrativa dos 50 anos da independência nacional.
«O design é complementado por vegetação tropical, uma cascata e o brasão nacional», refere o Banco Central.


Já no verso da nota o Banco Central destaca a posição geográfica estratégica do país, no meio do mundo. Arquipélago atravessado pela linha do Equador, que permite aos visitantes do ilhéu das Rolas no sul do país, estarem ao mesmo tempo nos hemisférios norte e sul.
«A nota foi impressa num moderno substrato de polímero fornecido pela Q&T Vietnam, proporcionando maior durabilidade, resistência à sujidade e um nível acrescido de proteção contra a falsificação», alerta o Banco Central.
O cacau, é também o nome do dinheiro em São Tomé e Príncipe. O principal produto de exportação que é a principal marca do país no mundo, está no verso da nota da dobra que eterniza a celebração dos 50 anos da independência nacional.
«Uma das características mais distintivas é a janela transparente (window) em forma de vagem de cacau, uma referência à produção de cacau, que continua a ser uma atividade económica fundamental para São Tomé e Príncipe. Nesta janela foi incorporado um elemento de segurança com tinta iridescente, que produz múltiplos efeitos de cor sob diferentes condições de iluminação, reforçando ainda mais a segurança da nota», detalha o Banco Central.

Uma nota de polímero considerada pelo Banco Central como sofisticada e que implicou 6 etapas distintas de impressão.
A nova nota de 50 dobras foi produzida para ser uma peça de memória, ou seja, para ficar no museu do Banco Central.
«A Nota Comemorativa de 50 Dobras que hoje apresentamos não se destina à circulação monetária corrente. Não constitui, portanto, uma nova denominação destinada a substituir ou a acrescentar-se às notas que os cidadãos utilizam quotidianamente nas suas transações», afirmou o Governador do Banco Central Agostinho Fernandes.
.O leitor tem acesso ao discurso do Governador do Banco Central na ocasião da apresentação da nota de 50 dobras que comemora os 50 anos de São Tomé e Príncipe como país independente.
Abel Veiga