A Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação apresentou, no dia 30 de Janeiro, na Assembleia Nacional, o resultado do exercício de monitoria aos OGE 2015 e 2016, na componente obras públicas.
O evento que contou com a presença dos deputados de três comissões especializadas da Assembleia Nacional serviu para a sociedade civil fazer advocacia, junto daqueles que têm a competência de fiscalizar a gestão de fundos públicos, com o objectivo de o país melhorar a aplicação de dinheiro público no sector das infra-estruturas.
De acordo com as grandes conclusões apresentadas pela Rede através do exercício de monitoria, constata-se ainda uma grande incapacidade do Governo em termos cumprir aquilo que ele mesmo se propõe realizar. Das 96 obras monitoradas nos OGE 2015 e 2016, apenas foram concluídas 41.
Continua a registar-se grandes desfasamentos entre as dotações orçamentais iniciais e os montantes das empreitadas, isto é, o custo final das obras, em muitos casos, acaba por ser duas ou três vezes superior ao montante orçamentado, o que revela uma planificação orçamental pouco rigorosa.

As despesas de funcionamento do Estado são quase iguais às despesas de investimento. Torna-se necessário diminuir nas despesas de funcionamento e investir mais. Em relação a isso, o líder da bancada parlamentar do ADI, o deputado Idalécio Quaresma, entende que esta realidade não é benéfica para o desenvolvimento do país e exemplifica que “há directores na Administração Pública com gipes 4×4 que nem saem para fora da cidade em serviço. Estando num país com fracos recursos e dependente do exterior, isso é errado”.
Idalécio Quaresma conclui dizendo que a fraca capacidade do Estado em mobilizar recursos externos, às vezes, é provocada pelos dirigentes. “Muitas vezes, para o país receber uma determinada tranche, é preciso enviar um relatório. O país não apresenta o relatório a tempo e tudo atrasa e muitas vezes perde o dinheiro. Isso também compromete a execução orçamental”, concluiu.
Para o Presidente da 4ª Comissão Especializada da Assembleia Nacional, Abnildo Oliveira, o exercício de monitoria que a FONG e a Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação apresentam aos deputados é de parabenizar e encoraja a sociedade civil a continuar com esse trabalho, pois entende que “as recomendações são essenciais para que os dirigentes melhorem a gestão de fundos públicos”.
O objectivo deste trabalho é o de contribuir para a melhoria da aplicação e gestão dos recursos públicos, sobretudo no sector das Infra-estruturas que absorve cerca de 20% dos Orçamentos de Estado.
A Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação é uma estrutura da sociedade civil dinamizada pela Federação das ONG para realizar actividades de monitoria de políticas públicas, advocacia e influência política com vista a melhorar a governação, a transparência e a prestação de contas em São Tomé e Príncipe.
Fonte – FONG – STP
Antonio Nilson
2 de Fevereiro de 2018 at 11:58
O povo está a sofrer em S.T.P.
Povo! Vocês se lembra de vários anos atrás, quando eu disse que o Patrice Emery Trovoada não pode ser confiável? Recebi muitas críticas por isso. Aconteceu que estava certo. E agora?
Talvez eu tenho que entrar no terreno para educar as pessoas em São Tomé e Príncipe sobre política, as implicações de seus votos e como isso afecta a vida do povo.
Se as pessoas que no poder em São Tomé e Príncipe não querem melhorar as coisas para as pessoas e melhorar as situações terríveis e tristes em todo o país, o último recurso talvez sera uma revolução? Assim como a Revolução Francesa, para que recuperemos esse país?
Esse cara, Patrice, é tão delirante em pensar que ele pode se tornar o homem mais rico da África – não é possível. STP é pobre e dependente da ajuda externa. Eu discordei com as ambições dele derrubando Taiwan por razões gananciosas, e agora a China nem o está levando a sério. Patrice Trovoada é tão doente quanto o pai dele; Ladrões?
STP está vivendo periodos dificies; um grande problema. As pessoas precisam de acordar e fazer mudanças sérias.
Fugii Fala
3 de Fevereiro de 2018 at 0:00
bem haja
Fé/Razão
3 de Fevereiro de 2018 at 19:10
Porquê,nós, quase sempre,esquecemos que o poder está connosco?
O povo tem que fazer pressão e sobretudo exigências saudáveis, tal como,exigir o máximo rigor,em relação às técnicas utilizadas nos processos de elaboração de documentos,que tem a ver principalmente com as finanças do país.
As análises devem ser bem detalhadas, de forma a localizar os furos,e consequentemente evitar desperdícios.