Sociedade

Caso 25 de novembro marcou a abertura da 7ª Quinzena da Cidadania

Na abertura da sétima edição da Quinzena da Cidadania, em São Tomé e Príncipe, a sociedade civil ergueu a sua voz em torno de um dos episódios mais graves da história recente do país: a tortura e morte de quatro civis no interior do quartel militar, na sequência de uma alegada tentativa de golpe de Estado, ocorrida a 25 de novembro de 2022.

Cristiano Costa, Presidente da Federação das Organizações Não Governamentais (FONG), sublinhou que “a confiança da população na justiça, especialmente após os acontecimentos de 25 de novembro, tem-se tornado motivo de profunda preocupação”.

Fernando Baessa, da Associação Ké-Morabeza, foi incisivo ao afirmar: “A União Europeia deve estar muito atenta ao caso de 25 de novembro, porque sabemos que nos tribunais os juízes venderam-se. Estão ao serviço de uma classe política que não quer ver o Estado de Direito democrático a funcionar.”

Para a FONG, os últimos anos têm sido marcados por episódios que ultrapassam os limites do aceitável num Estado de Direito. “Em diversos momentos, observamos a atuação de forças militares e paramilitares como se estivessem acima da lei, imunes à responsabilização”, acrescentou Cristiano Costa.

Num contexto de aproximação ao próximo ciclo eleitoral, a corrupção eleitoral figura entre as principais inquietações da sociedade civil santomense. Eugénio Tiny questionou: “Onde é que vão buscar 4 ou 5 milhões de dólares ou euros para promoverem a corrupção eleitoral? A União Europeia também sabe disso e não diz nada. Na Europa isso seria possível? Não. Então por que aceitam isso aqui em São Tomé e Príncipe e depois dizem que as eleições foram livres e justas?

A Quinzena da Cidadania é uma iniciativa da FONG, em parceria com a ACEP – Associação para a Cooperação Entre os Povos –, com o apoio da União Europeia. Decorre até ao dia 21 deste mês, sob o lema “Sociedade Civil nos 50 Anos da Independência”, evocando o papel ativo das organizações cívicas na consolidação democrática e na defesa dos direitos fundamentais.

José Bouças

3 Comments

3 Comments

  1. GANDU@STP

    11 de Novembro de 2025 at 9:05

    Bom dia STP

    Mas uma vez, os Imperialistas e os seus Malabarismos!

    Nesse fatídico dia (25/11/2022): Houve um assalto ao Quartel Militar, indivíduos não pertencentes as Forças Militares invadiram as Instalacções.

    Deveriamos estar a celebrar o facto, de apesar das nossas dificuldades financeiras, AS FORCAS MILITARES FORAM CAPAZES DE NEUTRALIZAR OS INVASORES!!!

  2. Velásio Amado

    11 de Novembro de 2025 at 9:13

    Bom dia.
    Corroboro com o objecto deste evento e de que maneira.
    Também fui militar. Mas hoje em dia, isto descaracterizou-se.
    Tenho um exemplo concreto: Um militar, que não é soldado, tomando conhecimento de uma republicação por parte de um jovem, de um vídeo de uma sua amante que ela própria filmou, fechou o menino que republicou as cenas na Facebook e ameaçou-lhe com arma de fogo (uma pistola). Eu logo que tomei conhecimento, intervim, mas não deu em nada por ser militar.
    Isto já passa dos limites. Os factos remontam já há uns dois ou três anos. Era o início do que está acontecendo.

    Isto está-se tornando uma selva.
    A lei do mais forte.

  3. Angú

    11 de Novembro de 2025 at 17:25

    A sociedade civil, os cidadãos SãoTomenses devemos estar deve estar cada vez mais organizados, sermos rigorosos, responsaveis e pedir sempre á responsabilidade, e responmsabilização, social, cultural, desportiva, politica, economica, e financeira á Justiça, para a sustentabilidade, presente, futura do nosso território, (mar, rios, ecossistemas, ambiente, a natureza, o espaço aerodinamico)/população/administraçao.

    Jamais se devia escrever “alegada tentativa de golpe de estado”, …pois que houve trocas de tiros, cevícias aplicada, ao chefe de casa de armas, consequências “aplicação de porrada militar”(tortura), após captura, militares envolvidos, conhecimento de chefias militares, conhecimento politico do que estava para acontecer, alguns orgãos e dirigentes politicos, com este conhecimento e nada comunicaram as forças segurança e defesa, para savalguarda do estado de direito democratico, bem como ás instituições, o que revela interesses, envolvencia politica,…

    O que revela fragilidade institucional das forças de defesa e segurança nacionais, necessidade de formação contextualizada no tempo presente, para o seu papel no estado de deveres, deveres, garantais de direito democratico, o que implica/apela tambem a justiça, a fortalecimento/modernização institucional,…

    Escola superior militar

    Escola superior de Policias

    É urgente por de facto o sector da justiça a funcionar

    Quanto ao que se tem observado sobre “a atuação de forças militares e paramilitares como se estivessem acima da lei, imunes à responsabilização”,….

    Necessidade urgente de por cobro a estas situações, afastamento da instituição ao qual pertecem , responsabilização, …o estado jamais pode continuar a pagar onorarios, para aqueles que vestem a farda, que têm responsabilidade de savalguarda de defesa e segurança, serem percusor de disturbios social, institucional num estado de deveres direitos, garantias dos cidadãos, em suma no estado de direito.

    Foi aprovado na Assembleia da republica a lei sobre proteção dos animais domesticos, …de louvar

    Necessidade de legislar sobre proteção, preservação, conservação do ecossistema, fauna e flora nacional, do ambiente, da natureza, temos ausencia de leis, normas, fiscalização, denuncia, punição, coima, prisão, para quem pratica, actos contra a natureza e animais, jamis somnete de foro domestico, pois que se somos hoje reserva da biosfera, há que salvaguadar esta realidade,…para a sustentabilidade(vimos videos de maus tratos a animal, macaco, infrator deve ser punido).

    Ama a tua terra, ajuda as tuas gentes,

    ajuda a desnvolver o teu país, as tuas gentes, o teu território, protege o teu ambiente e natureza, bem como a tua familia, marido, mulher, filhos, filhas.

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