Política

JBJ  – « Estou condenado a vencer…. nunca seria o primeiro a abandonar o barco»

Declaração convicta do Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus no distrito de Caué, para dissipar dúvidas deixadas no ar pelas suas declarações da última semana no distrito de Lobata.

Tanto em Lobata como em Caué o Chefe do Governo trabalhava com as populações dos respectivos distritos na recolha de subsídios para a elaboração do Orçamento Geral do Estado de 2019.

Em Lobata no dia 17 de Fevereiro, o Primeiro Ministro disse aos populares que «não estou preocupado com o número de dias que eu vou permanecer no Governo, ou a testa do Governo. Cada dia vai ser um dia de realização, seja quanto tempo for, quererei é sair disto com o sentimento do dever cumprido».

O Téla Nón encontrou nesta declaração do Primeiro Ministro, a manifestação de alguma dúvida sobre o tempo do seu mandato.. A Constituição Política indica 4 anos como tempo de mandato de um Governo.

Alguns dias depois em Caué, Jorge Bom Jesus, já não disse «seja quanto tempo for, quererei é sair disto com o sentimento do dever cumprido».

O Primeiro Ministro, foi concreto e peremptório. «Este governo tem 4 anos. O nosso programa de governo, aprovado na Assembleia Nacional é para 4 anos. E como se sabe este país é neste momento um oásis de paz. Deixamos ADI  governar 4 anos, pela estabilidade, e sobretudo para começar a criar espaços para o desenvolvimento. Portanto este governo também vai ter 4 anos», declarou o Chefe do Governo.

Questionado pelos jornalistas que acompanhavam os trabalhos de preparação do Orçamento Participativo,, Jorge Bom Jesus, recusou ter qualquer dúvida sobre o seu destino a frente do governo. «Não tenho a menor dúvida. Eu acho que há muita esperança depositada em mim. Eu não posso defraudar. Estou condenado a vencer e trazer soluções para este país. Eu nunca seria o primeiro a abandonar o barco», pontuou.

O Primeiro Ministro disse estar comprometido com o povo. As sessões de diálogo com as populações no quadro do orçamento participativo, trouxe mais desafios que devem ser realizados urgentemente. «Tenho dito aos ministros e ministras, temos um tempo,mas não vejam o tempo, não deixar para amanha coisas que deveriam ter sido feitas ontem. Este é meu estado de espírito. Como digo, eu já não espero, eu sou aquele de quem se espera», concluiu.

A sessão de auscultação das populações com vista a elaboração do orçamento de Estado para 2019, terminou no último fim de semana na capital do país, São Tomé. O povo saiu as ruas da cidade capital para saudar Jorge Bom jesus, numa manifestação de grande popularidade que o actual chefe do Governo desfruta no seio do povo são-tomense.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Renato Cardodo

    26 de Fevereiro de 2019 as 7:28

    É positivo este sinal de confiança no lidar com as esperanças e sobretudo para estabilidade política.
    Mais que os discursos recorrentes é preciso mais ações concretas de apaziguamento da sociedade depois de agremiação política anterior ter desperdiçado o maior capital que foi a maioria absoluta.
    No contexto atual da coligação fica mais complicado.

  2. Grupo Me-Zedo

    26 de Fevereiro de 2019 as 8:51

    Muito bem senhor Jorge Bom Jesus, estas sim, sao declarações de um líder convicto que esta disposto a ultrapassar barreiras e cumprir com o seu juramento perante a Naçao.
    Mas por outro lado senhor primeiro ministro, por favor, peça aos seus ministros da justiça, do turismo e da agricultura para aparecerem e darem sinais de alguma competencia. Ate agora eles nao se revelaram. Se nao estao a altura, substitua-os que o povo agradece.

  3. Amar o o que é nosso

    26 de Fevereiro de 2019 as 13:13

    Deus lhe dê saúde e vida longa, queremos ele por 4+4+4+4+4+4+4….

  4. Vanplega

    26 de Fevereiro de 2019 as 14:40

    Todos sabemos que governar em coligação é a mesma coisa usar sapato direito no pé esquerdo. Haja paciência para chegar a bom porto está coligação.

    Lembro-vos também que o povo foi aeroporto buscar Pai e filho, com danças, música e grito de mudanças e o que aconteceu depois? Outro até quis implantar ditadura juntos com uns cães raivosos.
    São Tome é poderoso, ele não baixo a calças, saiu com elas nas mãos com medo.

    Portanto J.B.J,faça a diferença, apesar de ainda não ter cumprido a entrega de certidões dos seus bens no tribunal.

    E a justiça, ainda não funcionou para esclarecimentos dos 30 milhões e os demais.

    Vai em frente e prática o bem que é de todos Santomenses

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