Política

Pedreira que foi construída no meio do parque natural tem dias contados

Em Janeiro do ano 2018, o Téla Nón deu a notícia sobre a entrada em funcionamento de uma pedreira no coração da Lagoa Azul, uma zona protegida da ilha de São Tomé.

A Lagoa Azul e a área circundante, está integrado no Plano Nacional de Manejo do Parque Natural Obô para o horizonte 2015 – 2020, e segundo a Bird LIfe Internacional constitui uma das cinco áreas importantes de aves e biodiversidade de São Tomé e Príncipe, com várias espécies endémicas num total de 59 espécies.

O negócio de pedras no parque natural obô, foi instalado por uma empresa chinesa, e alegadamente com o envolvimento de membros do então Governo. Apesar da denúncia feita pelo Movimento Verde de Elsa Garrido, o silêncio das autoridades em janeiro de 2018, garantiu o avanço da pedreira, para devastar o que restou do habitat das aves endémicas da região.

O dinheiro que a Pedreira produz, e que serve também para alimentar “o bom viver”, de uns e outros, exerceu mais força sobre o desenvolvimento sustentado do país.

Mas, em Julho de 2019, apareceu uma luz de esperança para as plantas e animais endémicos da Lagoa Azul. A Agência de Promoção de Investimentos de São Tomé e Príncipe, que nasceu no ano 2012, promete tomar posição contra o alegado crime ambiental que em 2018 começou a ser praticado na Lagoa Azul.
Rafael Branco, novo Presidente da APCI. A Agência que em janeiro de 2018, fechou os olhos, e alegadamente aprovou a instalação da pedreira da Lagoa Azul, pretende agora com a nova direcção, rever todo o processo. «É um assunto que está na nossa agenda. Achamos muito estranho que se tenha concessionado a zona da Lagoa Azul, para a instalação de uma pedreira», declarou Rafael Branco.

O Presidente da APCI, explicou que os estatutos da instituição, dão direito exclusivo, para impedir a execução de projectos de investimentos «que não cumprem os procedimentos, sobretudo o estudo de impacto ambiental».

Sem garantias de capítulo ambiental, não há negócio que a APCI aprove. «A primeira exigência que fazemos a qualquer investidor, é o estudo de impacto ambiental. Pode ser um bom projecto que traz muito dinheiro, e emprego. Mas se não respeita o impacto ambiental recusamos a sua aprovação», frisou.

Rafael Branco, reforçou a posição da APCI, e a impossibilidade de qualquer investimento avançar em São Tomé e Príncipe sem a devida avaliação do impacto ambiental. Deu o exemplo de um outro projecto de instalação de uma pedreira numa outra região da ilha de São Tomé.

Até agora o projecto não avançou, segundo Rafael Branco, porque ainda «não tem a aprovação da APCI».

Abel Veiga

    7 comentários

7 comentários

  1. Tiberio

    25 de Julho de 2019 as 15:51

    Estas questões devem ser bem pensadas e analisadas. A existência desta pedreira nessa zona protegida não é aconselhável, mas também devemos concluir que a produção do pó de pedra tem ajudado e muito na diminuição da extração de areias. Por isso acho que deve-se encontrar uma outra localização para que os Chineses continuem as suas atividades quanto antes.
    Já agora, porquê que o Sr. Rafael Branco não insurge contra aqueles que andam a destruir a mesma zona protegida com a produção do carvão vegetal. Isto na minha opinião também é muito grave e ninguém diz nada ou faz alguma coisa.

  2. Joni de cá

    25 de Julho de 2019 as 16:44

    Viva a nova colonização

    Estavam á espera de quê dos chineses??

    Agora como conseguiram a concessão… acho que basta ver as assinaturas de quem deu a concessão, não é difícil, difícil são tirar consequências…. típico de Stp

    Também é difícil entender , dado que a concessão passou por algum ministério, não terem visto e questionado… então o chefe que assinou teve o acordo do ministro, acho eu!!!!

    Querem desenvolver turismo e ser um País ecológico, só pode ser brincadeira!!!!!

    Vergonha de País!!

    • Fernandes

      25 de Julho de 2019 as 23:30

      o patrão desta empresa não é chinês, ele está com nacionalidade brasilia.

      o impacto deste assunto é como seguinte: é necessário que governo santomense faz o estudo ambiental sobre aeroporto e outros projectos ligados à china antes do que china dá dinheiro

  3. Púmbú

    25 de Julho de 2019 as 16:59

    Esta notícia tem título sensacional. Acho que a pedreira continuará o seu funcionamento dando de “comer” á mais alguns que se ajuntaram ao “banquete”.

  4. Dogmar Ayres

    26 de Julho de 2019 as 8:16

    A noticia é excelente, mas entretanto, como diz o nosso S.TOMÉ, ver para crer, e se de facto conseguir que isto torne realidade pode-se começar a acreditar….Tenho dito.

  5. Adeliana Nascimento

    26 de Julho de 2019 as 9:17

    O grande problema é que os chinos é que querem dizer para onde devem ficar. E isto é muito perigoso

  6. PUMBU

    26 de Julho de 2019 as 9:45

    Nao concordo com a posicao do senhor Rafael Branco quando diz “«A primeira exigência que fazemos a qualquer investidor, é o estudo de impacto ambiental. Pode ser um bom projecto que traz muito dinheiro, e emprego. Mas se não respeita o impacto ambiental recusamos a sua aprovação».
    Agindo desta forma quase nenhum projecto fica por ele aprovado. Ao inves dele converter a APCI numa instituicao de REPROVACOES deveria dar-se ao trabalho de ajudar aos potenciais investidores a encontrar solucoes reais ou alternativas para diminuir impacto ambiental dos projectos apresentados. APCI devia sim ser um conselheiro muito activo para com os poucos potenciais investidores. Acho que desta forma a APCI estaria sim contribuindo para o desenvolvimento do nosso Pais.

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