Política

STP fecha fronteira para 7 países vítimas do Covid-19

Para prevenir que as ilhas de São Tomé e do Príncipe, sejam contaminadas com o novo Coronavírus, o Governo decidiu interditar a entrada de cidadãos de 7 países no território nacional.

O Ministro da Saúde Edgar Neves(na foto), que anunciou a decisão do Governo, indicou a República Popular da China, A Coreia do Sul, Irão, Itália, Nigéria, Argélia, e Senegal. como países cujos os cidadãos não poderão mais entrar em São Tomé e Príncipe.

No entanto o ministro fez saber que a «lista pode alterar a qualquer momento». São Tomé e Príncipe sente a ameaça do Covid-19. O Governo reuniu-se com os parceiros internacionais, para anunciar as medidas restritivas.

A Nigéria é o único vizinho de São Tomé e Príncipe onde o novo Coronavírus, já está a provocar infecções e contágios. Os voos da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), de Lisboa para São Tomé e Príncipe, mas que escala a capital do Gana- Acra, permitem a circulação de passageiros entre a Nigéria e São Tomé e Príncipe.

O ministro da saúde garante que todos os cidadãos estrangeiros que entraram no país nos últimos dias, estão a ser seguidos pelo sistema nacional de saúde. Para além da Nigéria, o ministro Edgar Neves indicou os cidadãos oriundos da China e da Itália.

«As nossas equipas técnicas tem acesso a essas pessoas. Temos pessoas vindas da República Popular da China, da Itália. Temos o controlo e até este momento, se não houver situações que nos levem a suspeita, temos a listagem diária e a localização dessas pessoas», precisou o ministro Edgar Neves.

O sistema de saúde está a acompanhar o dia a dia dos passageiros que entram no país, mas carece de meios e equipamentos para lidar com esta epidemia.

«Diria que não temos em quantidade suficiente. Mas temos um grande carregamento de material a chegar no voo da STP-Airways, neste sábado», pontuou o ministro.

Arquipélago de 200 mil habitantes São Tomé e Príncipe se prepara para enfrentar o novo coronavírus. Já criou um centro de isolamento no Hospital Central Ayres de Menezes, e uma unidade para quarentena na periferia da cidade de São Tomé.

Os testes para despistagem da doença, são realizados em dois laboratórios de referência, sendo um na África do Sul e outro no Senegal.

Segundo o Ministro da Saúde, o resultado do teste solicitado por São Tomé e Príncipe, demora pelo menos 7 dias.

Abel Veiga

    10 comentários

10 comentários

  1. Karlles

    4 de Março de 2020 as 23:38

    O que fazer com os estudantes que se encontram na China!?

  2. Ralph

    5 de Março de 2020 as 3:25

    O governo está a agir de maneira certa. Não há muitos países no mundo em que não há casos confirmados do coronavírus, STP sendo um deles. É um estatuto que vale a pena manter tanto quanto possível. O vírus parece ser muito contagioso e é melhor fazer tudo possível para evitar a transmissão do que ter de controlá-la depois de haver um surto. O vírus parece ser muito difícil controlar, mesmo para os paíes com sistemas de saúde fortes. Será cada vez mais difícil em países com sistemas de saúde fracos, como estamos a testemunhar no Irão.

    • Triste

      5 de Março de 2020 as 16:01

      Sim, Ralph. ”Países com sistemas de saúde fortes” como a Itália. Exemplificou com o Irão e eu exemplifico com a Itália. Para completar.

      • Ralph

        5 de Março de 2020 as 22:13

        Sim, eu concordo com isso.

  3. JACA DOXI

    5 de Março de 2020 as 8:52

    Que governo mais palhaço.

    Fecham as fronteitas a países como Argelia que foi identificado um possivel caso.
    Portugal é a principal porta de entrada do mundo a São Tomé e Principe e além disso, já foram identificados cerca de 6 casos neste país.

    O governo deve estar bem ciente das fragilidades do nosso sistema de saúde e adotar medidas condizentes com nossa realidade e não medidas que países com um sistema de saúde muito mais evoluído que o nosso estão tomando.

    É importante assumir uma posição firme e um plano de contingência “realista”, começar a sensibilizar e informar a população dos cuidados a ter pois, o conhecimento é também um mecanismo de prevenção.

    Lembrem-se de que com o Covid-19, não dá pra pagar passagem para o exterior com o dinheiro do povo. Se esta doença entrar em São TOmé e Príncipe, estaremos *TODOS expostos de A a Z.

  4. Paulo coelho

    5 de Março de 2020 as 9:37

    Puxa! Demorou !

  5. Socorro

    5 de Março de 2020 as 12:37

    Esta decisão só pode ser atribuída a uma coisa chamada cinismo. Cinismo de Estado. O país que representa maior perigo para São Tomé e Príncipe é Portugal. Se o Estado tem razões, alheias à lógica sanitária, para não interditar Portugal, porquê interditar países como o Senegal, a Argélia, a Nigéria, o Irão?Um atestado de idiotice passado a todos os são-tomenses?

  6. Vanplega

    5 de Março de 2020 as 17:10

    Kkkķkkkkkkkk, socorro, socorroooòoooo

    Portugal, nao entra na lista PORQUE? Se ela ja tem uns casos confirmado e uns cento e tal supeitos.

    Pois e, esqueci-me. Portugal e aonde os senhores tenhem casas, bens guardados, aonde entra e saiem juntos com suas familias.

    O governo nao pode colocar PORTUGAL, na lista porque e tras do quintal das vossas casas, aonde roubam e guardam bens que roubam do povo.

  7. negrinho Galhardo

    5 de Março de 2020 as 21:20

    Bom se China que ta desenvolvido
    e que a sua doença houve uma baixa e população , economia e muito mais
    Bom n sei eee …
    So temos agora é que pedir a Deus que nos desvie
    Embora que já Sabemos que temos um hospital e trabalhadores que temen pela sua vida com muita razão –

  8. MÁRIO MARTINS

    6 de Março de 2020 as 6:37

    Eu li atenciosamente a notícia e os comentários. Não consigo conter-me no silêncio porque fiz parte da equipa Nacional no terreno aqui em Angola/ Uíge durante a epidemia de MARBURG de Principio ao fim. Quando se trata destas epidemias nunca devemos prevenir com sentimento, devemos agir com responsabilidade sem falhas. Pois uma pequena falha poderá ser fatal de acordo com a nossa realidade. Mais uma vez atitude do Governo mostra a tamanha dependência para com Portugal passados 45 anos da dita independência! Porquê que não declaramos uma das regiões autónomas de Portugal? Acredito que a maioria dos que entram em S.Tomé é através de Portugal inclusive os de África do norte. O vírus deu-nos bastante tempo para prevenir suficientemente. Porquê Hospital Ayres de Menezes? já não temos outro hospital mais isolado para criar condição? Onde estão essas grandes estruturas Hospitalares das antigas grandes Fazendas? A equipa deve ser multidisciplinar, a comunicação´/ mobilização social é fundamental nesta fase e durante a epidemia, pois conhecimento e treinamento da população é prioridade. Outra questão refiro-me às portas de entradas à S. Tomé e Príncipe, Pelo mar já não estão a entrar de forma clandestina ?

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