Política

Golfo da Guiné : Pirataria marítima cresce, a cada ano e ameaça o futuro

132 ataques de pirataria marítima foram registados nos últimos 9 meses, nos arredores do espaço marítimo de São Tomé e Príncipe.

No passado dia 17 de Outubro a região do golfo da Guiné, onde está localizado o arquipélago de São Tomé e Príncipe registou dois ataques de pirataria marítima.

O primeiro ataque aconteceu ao largo da ilha que alberga a cidade de Malabo, capital da vizinha Guiné Equatorial.

O navio com bandeira das Ilhas Marshall, foi atacada ao largo da cidade de Malabo, instantes depois de ter concluído as operações do seu carregamento.

Segundo a empresa de consultoria marítima Dryad Global, um marinheiro de nacionalidade filipina, foi feito refém pelos piratas.

No mesmo dia 17 de Outubro, outro ataque de pirataria marítima ocorreu no golfo da Guiné desta vez nas águas próximas da República do Togo. Um navio petroleiro com a designação “M/T PTI Nile” foi atacado 115 milhas náuticas ao sul da cidade de Lomé, capital do Togo. Felizmente, segundo os dados divulgados pelas autoridades marítimas, nenhum marinheiro foi feito refém pelos piratas.

Segundo o relatório do Bureau Marítimo Internacional, a região do golfo da Guiné registou nos últimos 9 meses do ano 2020, um aumento do número de ataques piratas à embarcações que circulam na região na ordem de 40%.

«Aconteceram 132 ataques de pirataria marítima desde o início do ano 2020. No mesmo período de 2019, foram registados apenas 119 incidentes. Dos 85 marinheiros sequestrados pelos piratas em todo o mundo, e mantidos em cativeiro para o pagamento do resgate, 80 foram capturados no Golfo da Guiné», refere o relatório do Bureau Marítimo Internacional.

Até agora a maioria dos ataques piratas ocorreu nas águas territoriais da Nigéria, Benin, Gabão, Guiné Equatorial e do Gana.

São Tomé e Príncipe que pretende explorar a sua posição estratégica, exactamente no coração do golfo da Guiné, para se transformar em placa de prestação de serviços, para o mundo, não pode ignorar o crescimento a cada ano que passa, da pirataria marítima na região.

Uma ameaça latente a segurança do país, e que pode minar as tentativas de instalação da placa de prestação de serviços, num golfo da Guiné ameaçado pela pirataria marítima.

Abel Veiga

    1 comentário

1 comentário

  1. Ralph

    27 de Outubro de 2020 as 4:59

    Segundo os números divulgados, a pirataria parece mesmo ser uma atividade em acréscimo. Se São Tomé e Príncipe realmente quer tornar-se em placa de prestação de serviços para a região, será cada vez mais importante apelar às embarcações que terão de visitar a região como parecendo ser o país mais seguro e livre da pirataria na região.

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