Política

Bomba do ministro Edgar Neves põe saúde em convulsão

O sector da saúde estava em ebulição em São Tomé e Príncipe, mas nas últimas horas entrou em convulsão.

Houve sucessivas ameaças de greve protagonizadas pelos sindicatos da saúde. Negociações com o governo para melhoria das condições de trabalho sobretudo no Hospital Central Ayres de Menezes produziram um memorandum de entendimento.

No entanto, as mais recentes declarações do ministro da saúde Edgar Neves(na foto em cima) em resposta ao mais recente pronunciamento da líder sindical dos médicos Bem-vinda Vera Cruz, pôs tudo em convulsão. A líder sindical dos médicos terá posto em causa a seriedade do governo no comprimento do memorandum que foi acordado para evitar o desencadeamento de uma greve geral no sector da saúde.

O ministro da saúde ripostou de forma bombástica. Edgar Neves disse que o problema no sector da saúde não se resume a falta de medicamentos, que é uma das reivindicações do sindicato dos médicos.

«E não é só uma questão de falta de medicamentos, que as vezes existem. Há uma questão que temos que colocar o dedo na ferida. Há incompetência e as vezes, há negligência, e pior ainda é o casamento das duas coisas», afirmou o ministro da saúde.

Com médicos incompetentes e negligentes dentro do sistema nacional de saúde, o ministro Edgar Neves, recordou o desafio lançado a Ordem dos Médicos no sentido de se avançar com a avaliação do acto médico.

«Nós dissemos à Ordem dos Médicos que temos que avaliar o acto médico. Quem está a fazer o quê…. tem que ser avaliado», precisou o ministro da saúde.

Na declaração que foi gravada pelos jornalistas, Edgar Neves, explica que tem-se reunido frequentemente com a Ordem dos Médicos no sentido de coordenar as acções. A Ordem dos Médicos confirmou que tem colaborado com o governo no sentido de se avaliar os profissionais de saúde, mas lamentou que o ministro tenha feito o copo transbordar.

«Lamentamos que as declarações tenham chegado a um ponto que comprometa a busca de soluções num período em que o país e o mundo enfrentam uma tremenda crise provocada pela pandemia da Covid-19» referiu o bastonário dos médicos Celso Matos, quando leu o comunicado da Ordem.

Celso Matos, deixou claro que o processo de avaliação dos profissionais de saúde ainda não está consumado.

«Para que tal venha um dia acontecer, era preciso a partida que a indigitação para cargos directivos fosse por concurso público onde o eleito seja por mérito e competência. Porque o avaliador deverá ser o primeiro a ser avaliado…», esclareceu.

Em clara posição de contra ataque, a Ordem dos Médicos avançou sobre o ministro da saúde. Edgar Neves foi colocado contra a parede. .

«Dizer que as vezes faltam medicamentos como se tudo estivesse bem na saúde é de uma atitude negativista  e irritante. Insinuar que a reivindicação por melhores condições de trabalho, se esconde por trás da incompetência e da negligência, é um insulto absurdo a vários profissionais que se desgastam em momentos de angústia e incompetência nos carentes e desactualizados centros de saúde do país», declarou o bastonário da Ordem dos Médicos.

Porque o ministro Edgar Neves decidiu na sua declaração colocar o dedo na ferida, a Ordem dos Médicos descalçou as luvas e meteu a mão na ferida da saúde.

«Quando um cirurgião em pleno acto cirúrgico fica com o salão as escuras durante 30 minutos, de quem é a incompetência? Quando em cada 20 à 30 dias os médicos ficam sem imagens de Raio X, de quem é a incompetência? Quando os médicos solicitam análises de laboratório e o resultado é “não há reagentes”, de quem é a incompetência? Quando urgências ficam uma semana ou até 30 dias sem diuréticos intravenosos e pacientes falecem de quem é a incompetência? Quando faltam fios de sutura no maior hospital do país, por 3 meses, de quem é a incompetência? Quando faltam materiais cirúrgicos nas salas de operação, de quem é a incompetência? Quando 3 parturientes se deitam na mesma cama do hospital, de quem é a incompetência?», interrogou a Ordem dos Médicos.

No comunicado lido pelo bastonário, o ortopedista Celso Matos, a Ordem dos Médicos denuncia muitas outras situações anómalas, e levanta mais de uma centena de interrogações ao ministro da saúde Edgar Neves.

O comunicado da Ordem dos Médicos, lido pelo bastonário foi cortado e recortado nos órgãos de comunicação social ditos públicos, ou melhor, controlados pelo Governo.

Por isso, o Téla Nón decidiu colocar a disposição do público o conteúdo integral do comunicado da Ordem dos Médicos de São Tomé e Príncipe, que põe a nu a situação real e actual do sector da saúde, denuncia as autoridades políticas e governativas do Estado são-tomense, e desarma por completo o ministro da saúde Edgar Neves.  – Comunicado ORMED-STP

Abel Veiga

21 Comments

21 Comments

  1. Manuela Pedroso

    21 de Janeiro de 2022 at 8:54

    A maior incompetência está no Governo que está na função. Prometeram mundos e fundos ao povo, e estes mundos e fundos só estão a brotar nas casas dos governantes. Todos entraram no Governo com as caras cheios de ossos e hoje parecem leitões na engorda.
    Não é possível termos um único hospital com tanta carência.
    O Governo anterior apesar de tudo estava a fazer alguma coisa.
    Tinha requalificado a sala de urgência
    Tinha concertado e elevador
    Tinha construído fabricas de oxigénio
    Tinha conseguido dinheiro para reconstruir o Hospital
    O que é que fez o novo Governo.
    Nada e nadinha. Acusou o Governo anterior de ter roubado os 17 milhões de de Kuait, apesar do governo koweitiano ter dito que o dinheiro estava disponível, mas ficaram 3 anos a acusar o governo anterior, porque não sabiam dar o passo para materializar o Projeto.
    Tudo isto é uma grande incompetência. Pessoas a morrerem por falta de medicamentos básicos e o Governo nada faz.
    Roubaram os votos do ADI no Lembá para darem a este povo tanto desgosto que estão a dar.
    Vocês irão pagar proximamente.

    • Paula

      21 de Janeiro de 2022 at 13:01

      Vai dormir pinta cabra do raio. Vocês pinta cabra é k deixaram o país em caos. Se o ministério público estivesse a funcionar, todo esse dinheiro que vocês de pinta cabra evaporam você não estaria aqui a falar pk o país estaria MT bem.

  2. arroz+podre

    21 de Janeiro de 2022 at 8:55

    O quê que o Primeiro Ministro está a espera?
    Demitir o Ministro da Saúde para o bem da saúde.

    Já não há clima para o mesmo estar na função.
    Um bom fim de semana.

  3. Forro Sofrido

    21 de Janeiro de 2022 at 9:35

    Bom dia a todos
    Como cidadão nacional e convivendo com o actual estado de saúde e não só, quero aproveitar para manifestar a minha opinião.
    Compreendo a reivindicação dos profissionais da saúde e compreendo também o desconforto e a reacção do Ministro. Vou começar pelos profissionais de saúde para dizer o seguinte:
    É revoltante e frustrante enquanto profissional numa área tão nobre como a da saúde não ter meios para salvar vida às pessoas. S.Tomé e Príncipe sempre viveu de donativos. Vê-se quase sempre na comunicação social, o Ministro a receber equipamentos, medicamentos, materiais clínicos etc, etc,. Pergunta-se, como é que isso é gerido? Vou deixar esta preocupação para o fim. Voltando à frustração dos profissionais de saúde, quero dizer aqui que eu enquanto cidadão, sou funcionário público. Vivo profissionalmente com falta de quase tudo e dos poucos graças ao apoio das instituições internacionais. Embora com falta de quase tudo, não posso jamais “tratar” mal aos utentes. Sim, quero dizer que os profissionais do nosso “sistema” de saúde, nem todos, mas muitos tratam mal aos utentes e pacientes, porquê?
    Entendo que um médico jura salvar vida às pessoas. Para além de salvar vidas, ele deve ser humano com às pessoas. Quando não há medicamentos ou qualquer meio clínico, o médico deve orientar o paciente ou aos seus familiares sobre a real situação, orientando-lhe com uma solução e não simplesmente o negligenciar deixando-lhe a sua sorte até mesmo a morte.
    Daí a revolta de Sr. Ministro. O Sr. Ministro tratou os profissionais de saúde, particularmente aos médicos de negligentes e incompetentes. É verdade, mas foi um discurso politicamente incorrecto. Em primeiro lugar, o Sr. Ministro de Saúde no cargo há três anos já sabe dos esquemas de má gestão dos bens clínicos oferecidos à STP.
    De quem é a culpa por falta de condições? De quem é a culpa por falta de medicamentos?
    Todos são culpados incluindo o próprio Ministro. Em parte nenhuma no mundo um Ministro estaria impotente perante um fenómeno desta natureza, onde as pessoas morrem sem cuidados adequados, onde ninguém se responsabiliza e nem assume pelas mortes alheias, onde as pessoas morrem por falta de um comprimido. O direito a vida neste País vai-se perdendo. A má gestão dos bens clínicos do País é o mal da ineficiência do “sistema”. O Ministro e os profissionais são todos coniventes. O Ministro não quer tomar medidas para não ficar mal, enquanto os que vivem no esquema, vão acumulando fortunas, abrindo farmácias, clínicas privadas etc, etc. Quero dizer aos distraídos que existe no País polícia judiciária, existe Ministério Público, existe Inspecção de finanças e existe Tribunal de Contas, só não existe HOMENS de boa fé.
    Quando digo “sistema”, quero dizer serviços de saúde de STP porque o verdadeiro sistema de saúde não existe.

  4. JACA+DOXI

    21 de Janeiro de 2022 at 10:47

    As vezes, é preciso guerra para acabar com guerra.

    Uma coisa é certa!

    Temos no hospital profissionais de saúde e médicos que não têm o menor respeito pela vida humana, verdadeiros assassinos em série. Na verdade, acho até que deveriam estar trabalhando como coveiros e não como pessoas com responsabilidades de salvar vidas. Vale relembrar de que não são todos e que temos quadros neste sector que merecem toda honra.

    Por outro lado, temos um governo que deveria ganhar um prémio nóbel da incompetência na gestão de bens públicos, entrar no GuinessBook como um dos mais corruptos e inclusive, deveria responder no tribunal Internacional da Haya por violação dos direitos humanos.

    • Guiducha

      23 de Janeiro de 2022 at 18:38

      Concordo a 10000000%.

  5. Mingo sousa

    21 de Janeiro de 2022 at 11:54

    Este governo devia ser demitido já. Onde é que já se viu um governo que não consegue resolver nenhum problema e depois passa tempo a atacar os outros.
    Passaram 4 anos a roubar e a perseguir os outros.
    Por mim os incompetentes são os membros do governo.
    Também falta pouco.

  6. Gentino Plama

    21 de Janeiro de 2022 at 12:20

    Há competência em quais deles?
    Se o paciente pagou com a própria vida a intervenção para tratar uma hérnia.
    Se a paciente com a infeção urinária, e que, tantas vezes recorrera ao Hospital Central para ser assistida, e que de forma recorrente encontrara com “ o dito médico de nome Helder Costa, que a solicitava se lhe podia dar um pouco de Pipi, vindo acabar por falecer no Hospital Santa Maria em Lisboa devido ao agravamento da doença .
    Se certos profissionais da área em questão não têm formação progressiva que lhes torne mais capacitados, de modo a exercer com maior acutilância a profissão.
    O clientelismo, o protecionismo e tráfico de influência, mina qualquer sector; tem que ser combatido.
    Para que haja boa Classe profissional, torna-se necessário expurgar o que não serve para o bom nome da Coletivo.

  7. Revolução

    21 de Janeiro de 2022 at 12:22

    Está situação é gravíssima, aliás este Ministro deveria ser chamado ao Ministério Público pelas suas declarações, aliás este Ministro é a cabeça do Ministério de Saúde e trazer essas afirmações ao público está mais que claro que o senhor Ministro da Saúde Edgar Neves é o mais incompetente negligente de todos.
    Neste empasse, nessa crisis factual criado pelo próprio Ministro, querendo criar conflitos entre o sindicato, a ordem dos médicos e os utentes, na qual não conseguiu, só resta caso tenha alguma humildade e sensatez e vergonha na cara, porque já não existe clima entre O Ministro e o sindicato e a ordem pedir imediatamente a sua demissão. Caso não o faça, o sindicato e a ordem deveria pedir a sua demissão de imediato, caso não, entrariam em greve

  8. Guiducha

    21 de Janeiro de 2022 at 12:35

    Fôrro Sofrido, concordo consigo em tudo que diz, salvo sobre a PJ que também é um sistema “disfuncional”. Cito -o aqui com conhecimento de causa por nada fazerem de professional e de eficaz no domínio deles…sobre o crime assassinato do economista Jorge Pereira dos Santos, todo o dossiê é a acumulação de êrros sucessivos, desde o inquérito …até o fim! Todos os assassinos criminosos do Barboy continuam livres. O país ,STP, está um CAOS nos sectores centrais : SAÚDE, EDUCAÇÃO, JUSTIÇA.

  9. Lucas

    21 de Janeiro de 2022 at 12:42

    A mim uma médica no hospital mandou-me rezar para curar um familiar
    Eu rezar?
    Mas sou ateu disse à medica ( suposta)
    Os ratos fazem corridas pelos corredores
    Baratas sobem pelas calças de quem lá vai
    Agua na torneira é uma miragem
    Proibiram,-me a entrada no hospital (no portão)quando acompanhava uma criança com febre mas no mesmo momento entravam 2 cabras e essas sim entraram
    Naquele Aires Menezes pratica-se a mais absoluta desumanidade a roçar a selvajaria.
    Para nosso bem deveriam desmantelar esse dito hospital e todo o pessoal desde o administrativo ao medico na floresta a roçar mato
    Fui

  10. Anelicia Ceita

    21 de Janeiro de 2022 at 13:04

    Gostei das declarações do Dr celso bem ditas.

  11. duduneto

    21 de Janeiro de 2022 at 14:27

    o ministro Edgar não mentiu, muitos aproveitam de falta de recursos e colocam negligencias a frente, estão a mandar boca porque este país é m país de faz de conta, de certeza se fossem sentar no banco dos réus, ou ser mesmo preso, não estaria aqui a falar.
    relativamente a falta de medicamentos a verdade é que muitos que lá trabalham fazem tratamento em casa, se importam medicamentos devem apresentar documentos da dita importação, por isso toda sociedade santomenses fala disso, mas assumir em público ninguém, só o ministro teve a coragem.
    a solução para o problema está mesmo naqueles profissionais, apresentam contas de como é administrados os medicamentos que entram, pode até não ser roubo, mas mal administrado, mal armazenado e depois jogar fora, não é forma de ajudar um país tão pobre como nosso.
    sejam verdadeiros patriotas e deixam de hipocrisia.

  12. Nelson Correia

    21 de Janeiro de 2022 at 16:22

    Eu só gostaria de saber quanto o hospital Ayres de Menezes arrecada pelos serviços prestados aos utentes, diariamente, mensalmente e trimestralmente e anualmente. o que é feito do valor arrecadado, quanto vai ao tesouro publico e quanto fica na gestão do referido hospital.
    Há coisas básicas que deviam ser feitas e não são feitas.

  13. Andorinha

    21 de Janeiro de 2022 at 16:40

    A única nossa salvação é Patrice Trovoada para nos salvar.
    Patrice faz vem rápido.

  14. Pedro santos

    21 de Janeiro de 2022 at 17:11

    Mas esse não era o ministro que passava todo tempo bêbado e alcoolizado nas festas até ao ponto de não conseguir mais andar que tinham de chamar seus familiares para o levar a casa como se fosse um bebé de colo!
    Realmente só mesmo neste fim do mundo é que qualquer maluco pode ser ministro.

  15. Brincadeira

    21 de Janeiro de 2022 at 23:49

    Ministro da saúde tem razão, essa gente da saúde são grandes ladrões preguiçosos bandidos. Não trata dos doentes passa vida a reclamar dinheiro e a roubar bandidos. Minha tia morreu por causa desses incompetentes do hospital.

  16. MÁRIO+MARTINS

    22 de Janeiro de 2022 at 12:05

    De forma resumida diria o seguinte:

    – Parem de acusações e pensem um pouco de forma cientifica a saída desse marasmo que a cada dia cresce desde 1975 que nasceu. Quando numa família os pais só passam a vida a briga em vez de trabalho para trazer bens necessários ao lar, começa a briga e desordem, incluindo desrespeito aos próprios pais.
    – Devemos ter vergonha, hoje temos cidadãos que estudaram em grandes Universidades espalhadas pelo Mundo(grande sorte!), um Universo grande de quadros dispersos sem proximidade com a terra que poderão contribuir para criação de um modelo estratégico reflectindo a realidade da nossa terra. Por isso pergunto:
    1- Quem somos e o que queremos?
    2- Qual foi o objectivo da nossa independência?
    3- Podemos ainda resgatar o bom nome e a personalidade do cidadão São-Tomense ?
    4-Que tipologia ou modelo de estado devemos ter?
    Enfim !!!!!!! Muito triste!

  17. SEMPRE AMIGO

    22 de Janeiro de 2022 at 14:51

    Vamos devagar:”pontos nos .is e traços nos tês!Os médicos não são os maus da fita.Contrariamente ao que a maioria da população pensa,os médicos não são uma classe privilegiada.Os salários dos médico hoje são absolutamente indignos.Se há entre os médicos aqueles que têm comportamento reprovável, não são a maioria.A situação com que o país há décadas se confronta na área da SAÚDE é, essencialmente,da responsabilidade dos sucessivos Governos.Ao meu versa principal falha do actual Governo,como um todo, é a incapacidade de decisão.O Governo representa o interesse de toda a sociedade, sem vínculo específico com esta ou aquela entidade.

  18. SEMPRE AMIGO

    22 de Janeiro de 2022 at 17:16

    Mais uma chamada de atenção : Infelizmente os comentários dos “raros” leitores dos artigos no TÉLA NÓN não vêm sendo, no geral, devidamente analisados(não é só ler!) pelos agentes do poder executivo do Estado, com vista a estarem minimamente informados sobre a opinião dos “governados”. Não estão nem aí! Ao que parece a suas principais preocupações prendem-se com tempo que têm e que lhe restam no exercício do poder quadrienal. Ninguém quer sair com uma mão á frente e a outra á traz. É esta a mentalidade de quem serve para se servir e não preocupado com o bem-estar da colectividade.

  19. VAI+TU

    23 de Janeiro de 2022 at 22:09

    Que raio de Informação Vocês prestam.
    Ele já pediu a demissão e Vocês mantém está notícia como Primeira Página?
    Três dias?

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