Política

Estudantes formados na China regressam motivados e com valores éticos para serem partilhados

São Tomé e Príncipe recebeu na última semana 8 jovens que terminaram a formação superior nas universidades da China. Num colóquio organizado pela embaixada da China, os finalistas falaram da experiência de vida acumulada durante os 5 anos de formação superior,

Ana Pinheiro formada em Literatura e Arte chinesa e Adilza Cabral formada em Ciências Políticas e Administração Pública, são duas finalistas que falaram para o Téla Nón.

Ana Pinheiro – Licenciada em Literatura e Arte chinesa

Para Ana Pinheiro, o seu curso é uma novidade para o mercado de São Tomé e Príncipe. Será talvez a primeira cidadã são-tomense formada em Literatura e Arte Chinesa.

«Creio que o meu curso ainda é novo para São Tomé e Príncipe. É um curso onde se aprende muito bem a língua chinesa. Neste curso o aluno fica mais apto do que os outros em matéria do mandarim», declarou.

Estudo da literatura e da arte chinesa, implica a descoberta e o conhecimento profundo da cultura e da história do país asiático. «Foram 5 anos de formação. Sou uma falante fluente do mandarim», referiu Ana Pinheiro.

A evolução da escrita e das artes de uma civilização antiga com mais de 2000 anos, molda uma cultura que Ana Pinheiro diz ser rica, e que alimenta o conhecimento mais abrangente sobre o mundo. «Espero encontrar um emprego onde eu possa trabalhar usando o meu conhecimento, o mais importante é não perder a minha língua, que é a chinesa», pontuou.

Adilza Cabral – Licenciada em Ciências Políticas e Administração Pública

Ciências políticas e administração pública, foi a área de formação de Adilza Cabral, e de outros estudantes são-tomenses. Uma área de formação que para além de apurar conhecimentos sobre a diplomacia internacional, abrange várias outras áreas sociais.

«Tenho muitas ideias e pretendo junto com os meus colegas, influenciarmos o desenvolvimento do nosso país», declarou Adilza Cabral.

Para além da formação académica, os 5 anos vividos em diversas regiões da China, foram também de formação para a vida.

Colóquio na embaixada da China em São Tomé e Príncipe

Os 8 jovens formados na China sentem que acumularam experiências e valores da sociedade chinesa, que devem ser transmitidos na sociedade são-tomense. «Valores como a pontualidade, o dinamismo, a honestidade, e o amor a pátria», frisou Adilza Cabral.

Segundo a são-tomense licenciada em ciências políticas e administração pública, «na China o amor a pátria é um valor social».

Após a retoma das relações bilaterais  no ano 2016 cerca de 150 estudantes são-tomenses prosseguem os seus estudos em diversas universidades da República Popular da China.

Abel Veiga

6 Comments

6 Comments

  1. Maria Custódia

    22 de Agosto de 2022 at 15:09

    Vieram de lá com a cassete do partido comunista prontinha a ser debitada… estes estão vendidos, venham os próximos!

  2. Frederico

    22 de Agosto de 2022 at 20:50

    Cursos que não têm a ver com a realidade do país! Deviam investir mais na agronomia, oceanografia e antropologia visto que o pequeno país encontra-se a deriva e no subdesenvolvimento apostar na agricultura e nos recursos marinhos! Os chineses deviam ensinar aos santomenses a cultivarem o arroz e organizarem a pesca industrial em São S.tome einduzir aos santomenses a descubrir as suas origens antropológicas para encontrarem o caminho do desenvolvimento!

    • Inconformado

      9 de Setembro de 2022 at 9:27

      Ciências Políticas na China?! É o fim da picada.

  3. Célio Afonso

    22 de Agosto de 2022 at 21:25

    Meus parabens e sucessos.
    Não se deixem cair na teia da corrupção.
    Trabalhem para o desenvolvimento do país

  4. Sem assunto

    23 de Agosto de 2022 at 6:41

    Em contramão! Fico curioso em saber como, um estrangeiro com curto espaço de aprendizagem da nova língua, estuda Literatura, Ciências Politicas, Relações Internacionais, Medicina, Direito etc em madarin. Estes jovens muito pouco ou nada sabem daquilo que dizem ter estudado, e isto é preocupante,e notório em muitos que cá estão oriundos daquelas latitudes, bem como extensivo aos aventureiros da Rússia, Sérvia, Taiwan, Brazil, Marrocos, e por aí fora.
    É hora de apostar mos no ensino superior mesmo aqui, culpados não são os que ali vão dar continuidade aos estudos, muitos até são esforçados e tentam, porém as condicionantes socio- culturias não permitem o real e verdadeiro aprendizado.
    Aos récem- formados, sejam bem vindos de volta, como devem ter visto nada mudou por aqui, aposto no susto e desiluzão que tiveram ao descer de avião e verem o chamado aeroporto, shame sao tome and princip, as pessoas fazendo as mesmas coisas para sobriviverem, o empobecimento em massa da população,entre outras. Um conselho não emocionem e evitem opinar trazendo soluções prontas, este povo é traiçoeiro, vão vos ver com olhos baixos desejando a vossa queda, vos denominando de madô e valente, por isso sejam cautelosos, e sigilosos, afinal este país tem dono e é dominado por máfias disfarçados em partidos politicos, com aplausos e veneração do povo ignorante.
    Por aqui não há emprego, logo o vosso olhar deve estar virado para o empreendedorismo, muita força e coragem nesta empreitada, caso contrário almadeiçoarão o dia que voltaram a pisar este solo. Bem falei demais…fui!

  5. Lucas

    23 de Agosto de 2022 at 8:05

    Foram-se os sovietes de 40 anos de má memoria chegaram os maoistas
    Não há futuro

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