Política

Primeiro-ministro promoveu “Conversa aberta sobre a Saúde” para conhecer a dimensão da crise

Técnicos de análises clínicas, enfermeiros, médicos, ex-ministros da saúde, e demais quadros ligados ao sector da saúde foram convidados para a “Conversa Aberta”, organizada no último fim de semana pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Segundo o Chefe do Governo, os quadros da saúde, principalmente enfermeiros e médicos relataram as diversas situações que ocorrem no dia a dia no hospital central Ayres de Menezes. Situações que põem em causa a vida humana, por causa da falta de medicamentos e de outros consumíveis hospitalares. «Ficamos sensibilizados com os relatos…», confirmou Patrice Trovoada.

A Conversa Aberta com os quadros do sector da saúde permitiu ao governo que já tem mais de 2 anos de mandato conhecer a fundo a situação precária do sistema de saúde.

«Saímos todos convencidos de que há um problema importante, que se tem de melhorar, que é a gestão de todo o sistema de saúde. E temos de melhorar quando sabemos que os recursos também são poucos», declarou Patrice Trovoada.

O primeiro-ministro disse que prometeu ao pessoal de saúde que vai avançar com acções de muito curto prazo, para melhorar e com urgência, a questão do abastecimento em medicamentos e consumíveis.

O Governo reconheceu também que é preciso melhorar a programação da aquisição dos medicamentos e consumíveis. A crise que se agudizou no sistema nacional de saúde nos últimos 2 anos provocou a desmotivação dos profissionais do sector.

O próprio primeiro-ministro disse à imprensa que a reanimação dos profissionais da saúde é outra grande tarefa do seu governo. «É preciso re-motivar os profissionais de saúde porque muitos já não acreditam», frisou Patrice Trovoada.

A próxima Conversa Aberta sobre a saúde ficou agendada para o final deste mês de outubro. Altura em que Patrice Trovoada e os profissionais da saúde vão analisar, a que nível foram implementadas as acções urgentes de reabastecimento em medicamentos e consumíveis.

A greve geral dos médicos está marcada para 24 de outubro. «Não falamos da greve», respondeu Patrice Trovoada.

Benvinda Vera Cruz, Presidente do Sindicato dos Médicos também garantiu que a greve não fez parte da Conversa Aberta.  «Falou-se da falta de medicamentos, dos consumíveis e da saúde em geral. Não se falou da greve», pontuou a líder sindical da classe médica.

Tudo em aberto, quanto a resolução real e definitiva da falta de medicamentos e de consumíveis nos centros de saúde.

Tudo em aberto quanto à greve que os médicos marcaram para 24 de Outubro, por tempo indeterminado, e segundo o pré – aviso de greve, até que os medicamentos e consumíveis sejam realidade factual nos centros de saúde.

Abel Veiga 

3 Comments

3 Comments

  1. ANCA

    20 de Outubro de 2024 at 22:15

    Antes de levarmos a cabo reformas há que ter em conta conceitos, de organização, de trabalho, de rigor, de transparência, de justiça, de responsabilidade e responsabilização, de segurança, de proteção e de sustentabilidade.

    Sr. Primeiro-ministro a situação é conhecida a largos anos, e o Sr, ja assumiu cargo de responsabilidade neste país,( simplesmenteo vosso cuidado de saúde é feito fora do país no ocidente) o problema é o desmazelo, o deixar andar, a falta de interesse, vontade de resolver a varias situações e dificuldades que o país enfrenta ao longo dos anos.

    Mas estamos no bom caminho, ouvir as pessoas, os profissionais, aceitar sugestões, opiniões contrárias.

    A situação de fome, de pobreza, de miséria.

    A dupla insularidade nos impõe desafios e vantagens, há que identifica-los, ultrapassa-los e aproveita-los, tendo, terra, mar, rios, sol, ar, solo, subsolo, natureza, flora e fauna, as pessoas, os jovens, a localização como um conjunto de sustentabilidade e oportunidades

    A situação da habitação, do saneamento do meio, da economia, agricultura, da agropecuária, da administração publica, da formação profissional e superior no país, do desemprego, da saúde, da justiça, da segurança e proteção, da sustentabilidade, dos transportes, portos e aeroportos,da corrupção, das instituições fracas, dos crimes, roubo, violações, violência, doméstica e infantil, etc, etc…são conhecidas a anos, exige planos e medidas

    Planos de desenvolvimento

    Planos sectoriais

    Investimento

    Infraestruturas

    Formação

    Emprego

  2. Tiago Moremo Afonso

    21 de Outubro de 2024 at 11:13

    Mas este Chico-Esperto não disse que tinha a solução?

  3. Felicidade

    23 de Outubro de 2024 at 14:01

    Patrice anda a gozar com os santomense.

    Então ele fez campanha e disse que ia melhorar isto e aquilo e agora não conhece a dimensão do problema?

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