Política

São Tomé e Príncipe abriu mais um exercício naval Obangame Express 2025  

 O Governo de São Tomé e Príncipe deu início, esta sexta-feira, à fase nacional do exercício naval multinacional Obangame Express 2025, um dos maiores treinos de segurança marítima da África Ocidental, financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América.

A cerimónia decorreu nas instalações da Guarda Costeira e foi presidida pelo primeiro-ministro Américo Ramos, contando com a presença de representantes militares, autoridades civis e parceiros internacionais.

O Obangame Express, atualmente na sua 14.ª edição, tem como sede oficial Cabo Verde, onde foi realizada a abertura regional no passado dia 5 de maio. O exercício envolve forças navais e de segurança de países do Golfo da Guiné e nações aliadas, como os Estados Unidos, Portugal, Brasil, Tunísia, Namíbia, Gana e Nigéria, com o objetivo central de reforçar a cooperação internacional no combate ao crime organizado no mar.

O primeiro-ministro Américo Ramos realçou a importância estratégica do exercício para o arquipélago, sublinhando que São Tomé e Príncipe possui uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas da região, mas enfrenta desafios persistentes no patrulhamento e fiscalização das suas águas.

Este exercício reforça as nossas capacidades de resposta operacional frente às ameaças marítimas. Precisamos de consolidar o controlo sobre os nossos recursos e proteger a soberania no mar”, afirmou.

O exercício contempla formações práticas em técnicas de abordagem, inspeção, busca e apreensão (VBSS), conduzidas por especialistas norte-americanos e de outras nações envolvidas. As ações visam aprimorar a prontidão das forças navais locais e promover a interoperabilidade entre países da região, face a desafios como a pirataria, o tráfico de drogas e de pessoas, a pesca ilegal e o contrabando de combustível.

O comandante da Guarda Costeira, Armindo Rodrigues, destacou o impacto da cooperação internacional na melhoria dos meios técnicos e logísticos das forças nacionais. Reconheceu, em especial, o apoio dos EUA na disponibilização de equipamentos e formação especializada.

A nossa capacidade operacional depende da continuidade destes apoios. Os parceiros têm desempenhado um papel decisivo na profissionalização da nossa Guarda Costeira”, observou Rodrigues.

Jason Hotalen, chefe da cooperação militar da Embaixada dos Estados Unidos da América em São Tomé, sublinhou o compromisso norte-americano com a estabilidade do Golfo da Guiné. Segundo Jason Hotalen, a segurança marítima é uma prioridade comum que exige respostas coordenadas e sustentadas no tempo.

O evento contou ainda com a presença de representantes das Forças Armadas, Polícia Nacional, Polícia Judiciária, Ministério Público, Instituto Marítimo e Portuário, Direção das Pescas e outros órgãos ligados ao setor marítimo. O primeiro-ministro apelou a uma abordagem coordenada entre todas estas entidades, considerando que a proteção das águas nacionais é um dever coletivo e essencial para o desenvolvimento económico.

Ninguém investe num país inseguro. A segurança marítima é, acima de tudo, um pilar da nossa soberania e da confiança dos investidores”, frisou Américo Ramos, antes de declarar oficialmente aberto o exercício Obangame Express 2025 em São Tomé e Príncipe.

O exercício prossegue nos próximos dias com atividades no mar e em terra, incluindo simulações de patrulhamento, operações conjuntas e avaliação das capacidades de resposta regional.

Waley Quaresma

2 Comments

2 Comments

  1. FLOLÍ CANIDO

    11 de Maio de 2025 at 6:20

    Mas é necessário investimento, sendo nós um pais, de dupla insularidade, a nossa soberania começa no mar, facto que deve nos fazer olhar para o sector marítimo, da economia do mar e dos rios, do espaço aerodinâmico de outra forma.

    Necessitamos de equipamentos, maquinarias de defesa, traineiras, lanchas, helicópteros, drones marítimos, aereos, sistemas de comunicação e localização avançados, equipamentos militares sufisticados, boa preparação competência formação das chefias e centros de comandos militares, as infraestruturas militares de apoio, portos cais, quer em São Tomé quer no Príncipe.

    É altura de olhar para este sector essencial para salvaguarda da nossa superania de outra maneira, mais diplomacia militar, para segurança e defesa aereas essenciais, para desenvolvimento sustentável de outros sectores e garantia de paz.

  2. FLOLÍ CHALÁ

    11 de Maio de 2025 at 6:30

    Porque também quando falamos de segurança, devemos lembrar a segurança alimentar, é urgente a modernização do sector da economia do mar, da agricultura, do sector agrícola, agropecuária, o sector da transformação, o sector do comércio, a sustentabilidade é essencial nestes sectores.

    Assim a falta a definição de políticas claras para estes sectores, que exige aporte de investimentos em formação qualificação profissional, maquinarias, tecnologias, energia, eficiência, organização, rigor, trabalho, pois que em termos de terra, mercado interno temos uma dimensão pequena, há que estudar a forma de maximar, a produção e produtividade(a vários modelos hoje), agricultura vertical, pavilhões com culturas agrícolas, eficiência energética, controlo de calor e humidade, agua solo, sector na cerdade que exige inovação, assim como na agropecuária, nas pescas, na economia do mar e doa rios, etc….

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