A unidade dos fuzileiros navais de São Tomé e Príncipe foi construída no ano 2014, pela cooperação técnico-militar brasileira.
O número de efectivos não para de aumentar, e na quarta – feira foi a vez de novos fuzileiros navais ingressarem na unidade de forças especiais do país, depois de vários meses de formação.
Marcelo Magalhães Melo, capitão de corveta da Marinha do Brasil, é o chefe do grupo de assessores dos fuzileiros navais do Brasil destacados em São Tomé.
«Não esperem tempos fáceis, pois o fuzileiro naval é um militar forjado, para enfrentar as maiores adversidades de um combate», afirmou o chefe de assessoria militar brasileira.

Por sua vez, o primeiro tenente Wilker Viegas, comandante da unidade dos fuzileiros navais chamou a atenção do público presente no Centro de Instrução Militar, para o facto de os fuzileiros navais serem a força de elite projectada para a primeira linha de defesa de São Tomé e Príncipe, o mar territorial do país.
«A elite combatente anfíbia da nossa nação. Ser fuzileiro naval é estar sempre pronto em qualquer tempo e lugar para defender a soberania nacional, proteger a população e garantir a segurança do nosso espaço marítimo», frisou o comandante Wilker Viegas.

Num conjunto de mais de 70 candidatos seleccionados para o curso, apenas 30 conseguiram terminar a formação de grande exigência física e de prontidão para o combate tanto no mar como na terra.
Na sua intervenção, o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, o brigadeiro Virgílio Pontes, deixou bem claro que também foi formado como fuzileiro.
«A pessoa que se dirige a vós conhece a matéria, não é fácil. Fazer um curso de fuzileiro é duro», declarou, o chefe de Estado Maior das Forças armadas. Uma espécie também de recado para um cidadão civil, que recentemente o considerou, como incompetente para comandar as forças armadas de São Tomé e Príncipe.

O brigadeiro Virgílio Pontes recorreu às palavras do comandante da Unidade dos Fuzileiros Navais, para alertar a tropa especial sobre os desafios actuais.
«Como disse o vosso chefe, o curso terminou. Mas, a missão agora é que vai começar. Como o brigadeiro que vos lidera, exijo a todos muita disciplina e muito trabalho», concluiu o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas.
Para o governo a prontidão combativa dos fuzileiros navais não é uma despesa, mas sim um investimento. «A formação dos fuzileiros navais é um investimento importante para o futuro de São Tomé e Príncipe enquanto país-ilha situada na região do golfo da Guiné», destacou o brigadeiro e ministro da defesa e ordem interna Horácio Sousa.
Com o apoio técnico-militar do Brasil de ano em ano aumenta o número de efectivos da unidade das forças especiais de São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga