Política

BASTA insta o governo a adoptar medidas urgentes para reparar os danos nas relações com Angola provocados pelo caso Rosema

O Movimento BASTA, parece ser o único partido político com assento na Assembleia Nacional que está livre para se pronunciar sobre o caso Rosema, a luz da denúncia feita pelo embaixador de Angola em São Tomé e Príncipe Fidelino Peliganga. Uma denúncia que reflectiu perturbações nas relações bilaterais com São Tomé e Príncipe, e que mereceu a resposta da ministra dos negócios estrangeiros e cooperação Ilza Amado Vaz.

O Movimento BASTA não tem dúvidas, e dá razão ao embaixador de Angola. «Esse episódio que se arrasta a vários anos, constitui um dos mais graves escândalos jurídico-políticos da nossa história recente com implicações directas para a confiança diplomática entre São Tomé e Príncipe e a República Angola».

O BASTA vê a mesma mancha que torna turva a relação bilateral entre São Tomé e Príncipe e Angola, por causa do caso Rosema. «Constitui um grave precedente jurídico, político e diplomático que mancha a imagem de São Tomé e Príncipe como Estado de Direito e Parceiro confiável no plano internacional».

Numa nota de imprensa o movimento BASTA lamenta que «o governo santomense tem mantido uma postura de inércia, evasão e conivência com decisões que lesam a verdade, a justiça e o interesse nacional».

O posicionamento do governo santomense manifestado pela ministra dos negócios estrangeiros e cooperação Ilza Amado Vaz, é entendido pelo  BASTA como sendo contrário a resolução do problema.

«Em vez de solucionar o litígio com transparência, legalidade e respeito pelos compromissos internacionais tem preferido alimentar as tensões ocultas, prejudicando os laços históricos com um país irmão como Angola».

Antes de concluir, o movimento BASTA alerta «que a deterioração das relações com Angola, parceiro estratégico em muitas áreas, acarreta custos reais para a economia, a cooperação técnica, a confiança diplomática e a própria imagem externa de São Tomé e Príncipe».

O governo de Américo Ramos é instado, a «adoptar medidas imediatas para reparar os danos causados pelo caso Rosema nomeadamente através da reposição da legalidade».

As autoridades judiciais são exortadas a «reafirmarem a sua independência, evitando a tentação de utilizarem os Tribunais para fins político-partidários».

O leitor tem acesso a nota de imprensa do Movimento BASTA.

Abel Veiga

1 Comment

1 Comment

  1. Jorge Semeado

    31 de Julho de 2025 at 13:25

    Desde a independencia de STP que Angola tem interferido grosseiramente na destruição da união dos santonenses no seu todo, com objectivo de dividir para melhor reinar. Angola tem tratado STP como uma das suas provincias, onde os nossos presidentes são considerados como
    Governadores indicados pelos presidentes de Angola nesta suposta provincia STP. O actual PR, depois de ter ido
    choramingar aos mangoloides, ele deixou de ser o PR eleito nas urnas de STP e passou a ser o Governador indicado pelo PR dos mangoloides. Por isso, este embaixador sente-se tão a vontade em achincalhar a alma dos santanenses. Foi assim quando um ministro mongolóide entrou em STP com a sua avioneta, raptou um português no nosso solo pátrio e o levou para as terras mongolóides. Isto é que este embaixador chama de relações amistosas, de irmandade, históricas e de consanguinidade. O alguns dirigentes do BASTA vivenciaram o Melo Xavier a estacionar a sua avioneta na P placa do nosso aeroporto, exibindo o seu passaporte diplomático, foi até Neves criar arruaça no terreiro da Rosema. O BASTA não devia tolerar o Melo Xavier por aquela arruaça. Melo Xavier é um arruaceiro. Em Angola ele seria imediatamente detido naquela arruaça, julgado sumariamente e decretado persona non grata em Angola. E o BASTA tem no seio dos seus dirigentes, gentes que foram embaixadores em vários paises e sabem muito bem quais são os limites de todos detentores de passaportes diplomáticos fora das fronteiras do seu pais. E o comportamento do Melo Xavier naquela arruaça era de decreta-lo de delinquente, arruaceiro, perturbador da ordem pública, consequentemente detido julgado sumariamente e expulso do país como persona non grata. Se Angola quiser retaliar este é o seu problema. Mas em STP devemos ser nós a mandar e não os mangolioides. Passaremos fome? Sim. Mas, tenhamos capacidade de arranjarmos outros parceiros estratégicos. Não
    somos capazes? Façamos como os Trovoadas (quer pai, quer filho) ou mesmo Fradique. Estes são verdadeiras pedras no sapato dos mongolóides. Diversificaram com TAIWAN, TURQUIA, CHINA, RUSSIA, ESTADOS UNIDOS, Instituições Financeiras Internacionais
    (EXINBANK, BAD, BM), voltamos a cultivar o arroz, AGRIPALMA, AIRLUXOR, STP Airways, HOTEL PESTANA, entramos no mundo imaginário do petroleo, criamos a nossa ZEE, etc, etc. Esses mongolóides só estão presos a ROSEMA e a ENCO e a Pousada Boavista há décadas. Chama-se a isto parceria estratégica? Encorajo o Governo do ADI, liderado pelo Dr. Américo a avançar com o projeto de autosuficiencia do pais em energias limpas para nos libertar desta humilhação da ENCO e sufocar todos nossos vendidos que continuam a alimentar das mixas da ENCO. Parabenizo a Ministra dos Negocios Estrangeiros pela resposta tão clarividente: STP é um estado democratico e de direito ( de juri e de facto) que prima pela separação de poderes, cujas eleições são transparentes e escurtinadas internacionalmente sem restrições (apesar dos banhos na boca das urnas) mas as contagens dos votos nas mesas dos votos e a divulgação dos resultados são transparentes. Nas nossas eleições os blindados não saem às ruas. Portanto, sr. embaixador, não obrigue o nosso estado a capturar as instituições, nomeadamente os Tribunais. Se o BASTA quiser capturar os Tribunais e os restantes poderes, que aguarde pela sua vez quando vencer as eleições. Por enquanto não vão mais longe do que vender a nossa alma e os seus concidadãos Monteiros aos mongolóides. Mas não se esqueçam de perguntar aos irmãos Monteiros, a quem e quanto pagaram na compra da ROSEMA. Em seguida, pedir a quem vendeu e recebeu os milhões de EUROS dos Monteiros, a devolver o quádruplo dos tais montantes pelo tempo que andaram a multiplicar os tais valores até agora. Muito cuidado com esses mongolóides. São autênticos ratos. Sopram enquanto mordem e só dás conta muito mais tarde. Burlões.

Leave a Reply

Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top