Preso há mais de três meses na cadeia central de São Tomé, por uma alegada violação de uma menor, o advogado Miques João Bonfim, que se destacou no país na busca de um julgamento justo para o caso de 25 de novembro de 2022, foi posto em liberdade após um habeas corpus introduzido pelo advogado.
A família alertou, a sociedade civil reclamou e os partidos políticos da oposição contestaram a continuidade do advogado em prisão apesar do prazo legal de 3 meses ter-se esgotado. A satisfação do povo e dos amigos é notória.

Miques João Bonfim é considerado como uma figura que contesta o sistema corrupto e até despótico instalado em São Tomé e Príncipe. A detenção do advogado no auge da sua contestação jurídica sobre os acontecimentos que vitimaram 4 civis no quartel do exército no ano 2022, provocou na população uma sensação de injustiça e de silenciamento.



O advogado saiu da cadeia central, no mesmo dia em que a sociedade civil organizou uma manifestação exigindo a sua libertação.
Odjay Ceita
Sem assunto
29 de Agosto de 2025 at 20:35
Prova de que esta prisão é arbitraria.
Uma vez mais teremos o Estado a ser processado e a ter que pagar balúrdio de dinheiro por erro judicial.
Com que cara ficará os da ordem dos advogados, o seu bastonário, e os seus pares?
Vai uma demissão sumária para todos
envolvidos nesta cabala?
Ou começámos a tomar estas atitudes ou este país nunca terra norte.
É assim que começa guerra e ódio que atravessa gerações. Basta lembrar o Agosto de 1979.
Miques
31 de Agosto de 2025 at 7:44
Eu vou interpor um processo civil de um milhão de euros contra este Estado corrupto e utilizar esse dinheiro para fazer uma campanha presidencial eficaz contra Carlos Vila Nova, derrotá-lo e ganhar.
Audecio Nogueira
29 de Agosto de 2025 at 21:15
Deus muito obrigado por libertação do advogado miques
Célio Afonso
30 de Agosto de 2025 at 9:00
Homem de coragem, capaz de enfrentar o poder judicial mais corrupto da África.
Num país tão pequeno, com pouco mais de 250.000 habitantes, onde devia reinar a paz, harmonia, bom senso, diálogo, irmandade reina ódio, rancor, espírito de vingança, violência, corrupção desenfreada, amadorismo político.
Onde por vingança e estratégia para se instalar um regime ditatorial, assassinaram 4 civis e pretendem a todo o custo esconder os verdadeiros mandantes deste hediondo caso e pretendem aniquilar um dos advogados que assumiu publicamente desvendar os contornos do mesmo.
O pior é que a justiça em vez de desempenhar o seu verdadeiro papel neste caso, está ao lado dos assassinos e seus comparsas!
Muito triste para o nosso sistema judicial!