A situação é preocupante e levou a ministra da educação, Isabel de Abreu, a lançar um veemente apelo aos pais e encarregados de educação para matricularem as crianças, antes de 22 de Setembro, o dia que começam as aulas em todas as escolas do país.
Foi na cerimónia de abertura do novo ano lectivo que a ministra da educação, cultura, ciência e ensino superior divulgou os números da matrícula. 35 mil e 399 alunos matriculados para o novo ano lectivo quando na última década o número de crianças que frequentavam as escolas básicas e secundárias em São Tomé e Príncipe atingia os 50 mil.
«Temos apenas um total de 35 399, sendo 2981 alunos nos jardins e creches, no ensino secundário temos apenas 4403 alunos», afirmou a ministra Isabel de Abreu.
A própria ministra reconheceu que «muitos não matricularam», por isso lançou o apelo. «Gostaria de apelar aos pais e encarregados de educação para matricularem os seus educandos».
Educação inclusiva e promotora da cidadania é o lema do novo ano lectivo definido pelo governo.
«Educar de forma inclusiva é garantir que ninguém fica para trás é adaptar métodos materiais, formar professores, ter escolas acessíveis, comunidades conscientes», afirmou o professor Gerson Barros.
Através da inclusão, o governo pretende lançar as bases para reconstruir a cidadania santomense.
«Pela consequente perda de valores sociais e de identidade a que assistimos a cada dia devemos consolidar a educação como sendo promotor da cidadania», assegurou a ministra da educação. .
Novo ano lectivo aberto nas instalações da nova escola construída pelo Estado santomense para acolher todas as crianças do bairro populoso de São Marçal, nos arredores da cidade de São Tomé.
Abel Veiga