Especialistas e decisores políticos da África Central juntaram-se aos parceiros internacionais na capital São Tomé, na busca de soluções para garantir o programa alargado de vacinação.
Até 2019 São Tomé e Príncipe liderou o continente africano em matéria de cobertura vacinal. 94% das crianças foram vacinadas. Um valor elevado em comparação com a média da cobertura vacinal na África Central, de cerca de 74%.
Mas a partir do ano 2020 e em consequência da pandemia da Covid – 19 a situação mudou. A cobertura vacinal no país baixou drasticamente, menos 87%.

Na última segunda feira, na abertura em São Tomé da reunião da África Central sobre o programa alargado de vacinação, Abdoulaye Diarra representante da OMS em São Tomé e Príncipe que divulgou tais dados, garantiu que apesar da diminuição da vacinação, «o programa mantém uma base sólida garantindo a protecção contra as doenças prioritárias como a poliomielite, o tétano, a tosse convulsa, a difteria e a hepatite B».

O Ministro da Saúde, Celso Matos, esclareceu que o país encontra-se na fase de transição da assistência para o auto financiamento. Ou seja, São Tomé e Príncipe passa a financiar a aquisição das vacinas, no quadro da reforma introduzida pela Aliança Global para a Vacinação(GAVI).
Antoniete Awanga, representante da GAVI disse que a reforma do sistema de financiamento das vacinas é uma das prioridades da reunião de São Tomé. Uma reforma que implica a racionalização dos recursos para atender sobretudo as crianças dos 0 aos 12 anos de idade, «e preparar a introdução de novas vacinas, nomeadamente contra o paludismo».

O Ministro da Saúde, Celso Matos, aproveitou a abertura da reunião da África Central em São Tomé, para incentivar a união de todos os países da região africana. «O que nos une aqui, é a convicção de que a vacinação é um direito fundamental, e um investimento estratégico no desenvolvimento humano. A força da nossa região está na união, na partilha de experiências, e no trabalho conjunto para soluções duradouras», concluiu Celso Matos.

Esta sexta-feira os 10 países membros da África Central reunidos em São Tomé vão produzir conclusões e recomendações para garantir a vacinação dos mais de 300 milhões de pessoas, a maioria jovens que habitam a África Central.
Abel Veiga