Política

76 anos da fundação da RPC celebrados no dia dos 50 anos da nacionalização das Roças de STP

A República Popular da China nasceu no dia 1 de outubro de 1949, e como resultado da revolução protagonizada pelo partido comunista chinês.

Segundo Xu Yingzhen embaixadora da China em São Tomé e Príncipe, foi o fim da sociedade semicolonial e semifeudal que vigorava na China.

«Abrindo uma nova era, em que o povo conquistou a independência nacional, e tornou-se o dono do país», referiu a diplomata chinesa.

A embaixada da China escolheu o dia 30 de setembro último para celebrar os 76 anos da fundação da República Popular da China. Por sinal, o mesmo dia em que São Tomé e Príncipe celebrou os 50 anos da nacionalização das roças. Uma política de cariz socialista que consagrou a independência do arquipélago. Passados 600 anos as roças foram e continuam uma das principais fontes de riqueza e de sustento de São Tomé e Príncipe.

No entanto, os dois países que seguiram a orientação socialista marcada pela nacionalização das terras, e dos meios de produção, tiveram resultados diametralmente opostos. A orientação comunista permitiu à China promover competências e o mérito. O país asiático cresceu economicamente e consolidou a estabilidade social.

Segundo a embaixadora Xu Yingzhen, o PIB da China cresceu 223 vezes em comparação com o início da revolução comunista em 1949. O gigante asiático é actualmente a segunda maior economia do mundo. A esperança média de vida dos chineses saltou de de 35 anos de idade em 1949, para mais de 78 anos.

O sistema comunista venceu a pobreza absoluta, e em 2010 cumpriu as metas dos objectivos de desenvolvimento sustentável que a ONU fixou para 2030. Mais de 800 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta.

O país comunista tem a maior base portuária do mundo, lidera o comércio mundial, e também é líder em inovação tecnológica mundial. «É um marco histórico para a história da humanidade», desabafou Xu Yingzhen.

Sob orientação comunista, 76 anos depois da revolução, o país asiático insiste na modernização, para construir um futuro compartilhado para a humanidade.

«Nos últimos 76 anos a China tem adoptado uma política externa de desenvolvimento pacífico.  Defendemos um mundo multipolar igualitário, e a globalização económica inclusiva», pontuou a embaixadora.

Agarrada aos 5 princípios de coexistência pacífica, a República Popular da China diz que defende os valores da ordem mundial constituída depois da segunda guerra mundial. Uma ordem assente na carta das Nações Unidas.

No ano em que se celebra também os 80 anos da vitória do mundo sobre o fascismo, Xu Yingzhen recordou o papel determinante da China para o fim da segunda guerra mundial, e a constituição das Nações Unidas.

A luta contra a invasão japonesa resultou em mais de 35 milhões de mortes e feridos, segundo Xu Yingzhen. A rendição do Japão resultou na devolução da ilha de Taiwan à soberania chinesa.

«Com o anúncio da rendição incondicional do Japão, e de acordo com a Declaração do Cairo e o Comunicado de Potsdam, a Província de Taiwan regressou à sua Pátria», frisou.

Conquistas do socialismo chinês, anunciadas num momento em que São Tomé e Príncipe também conquistou o estatuto de Reserva Mundial da Biosfera. Coincidentemente foi na China, mais concretamente na cidade de Hangzhou que a UNESCO anunciou que São Tomé e Príncipe é o primeiro país do mundo cujo território é designado como Reserva Mundial da Biosfera.

No discurso a embaixadora da China aproveitou para facilitar o povo santomense, que foi presenteado 50 anos depois da nacionalização das roças com tal distinção mundial. As roças são o berço da reserva da biosfera de São Tomé e Príncipe. A própria cultura do cacau introduzida no século XVIII alimentou e conservou a paisagem florestal do arquipélago.

Tanto a diplomata chinesa como a Ministra da Justiça, dos Assuntos Parlamentares e dos Direitos da Mulher Vera Cravid destacaram a excelência das relações bilaterais que a partir de 2024 foram elevadas a parceria estratégica.

Para além da oferta de 1200 toneladas de arroz que foram distribuídas em 2025 às famílias mais carenciadas, a China decidiu promover a produção local de arroz.

«A primeira safra de arroz de sequeiro foi feita no distrito de Lobata, com o apoio dos especialistas chineses, dando uma alternativa para garantir a segurança alimentar do país», afirmou.

Mais de 3000 unidades de energia fotovoltaica também foram distribuídas às populações mais pobres.

Com zero taxas aduaneiras para os produtos de África, a diplomata chinesa avisou que «o amplo mercado da China espera pelos produtos de alta qualidade e biológicos de São Tomé e Príncipe».

A Ministra Vera Cravid, garantiu a determinação dos dois países em «avançar em áreas centrais, como a economia azul e verde, a transformação digital, a modernização das infraestruturas e institucional».  

Agricultura e saúde são outros sectores indicados pela ministra da justiça, dos assuntos parlamentares e dos direitos da mulher, como sendo de excelência na cooperação bilateral.

Abel Veiga 

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