Política

ADI distancia-se do seu próprio governo e abre portas para a iminência de crise política

Desde janeiro de 2025, com a queda do XVIII governo constitucional liderado por Patrice Trovoada, que o maior partido político do país, a ADI entrou em crise. A luta interna na ADI está a ter consequências graves para a estabilidade e progresso do país. Tudo porque a ADI domina todos os poderes em São Tomé e Príncipe.

Com uma maioria absoluta no parlamento de 30 deputados, e com o apoio da coligação MCI/PS/PUN com 5 deputados, num parlamento de 55 lugares a ADI e o MCI/PS/PUN dominaram a administração pública e a governação do país, até a queda do governo de Patrice Trovoada.

Politicamente fragilizada, a oposição liderada pelo MLSTP, não faz frio nem calor, ao poder da ADI.

O XIX governo constitucional da ADI liderado por Américo Ramos, foi legitimado pelos deputados, que aprovaram o programa de governação, e o orçamento geral do Estado para 2025. Pela primeira vez nos últimos anos, o orçamento geral do Estado foi aprovado praticamente por unanimidade.

No entanto, a luta entre as facções rivais na ADI, que já provocou a demissão do líder da bancada parlamentar José António, e a consequente retirada de tachos a outros deputados da ADI, nomeadamente o secretário-geral Elísio Teixeira, que perdeu a mama na CST, está a mudar o cenário político em São Tomé e Príncipe para uma iminência de crise política.

A nota de imprensa da ADI publicada no dia 7 de outubro, abre portas para um cenário de crise político-governativa, antes das eleições gerais de 2026.

Protagonista do polémico acordo de concessão da central térmica de São Tomé à empresa TESLA-STP, cuja auditoria do Tribunal de Contas detectou várias irregularidades lesivas ao Estado santomense, a ADI não se conforma com a decisão do seu governo liderado por Américo Ramos, de contestar o acordo, e o consequentemente rompimento com a TESLA.

Na nota de imprensa a ADI responsabiliza o governo e o Presidente da República Carlos Vila Nova pela agudização da crise energética no país, que teve o ponto alto no último fim de semana, em que o hospital central Ayres de Menezes ficou às escuras.

«Face a um tal cenário e as suas previsíveis consequências, tanto para o povo santomense como para o erário público, a ADI e os seus militantes e simpatizantes demarcam – se de todos os actos e compromissos deste governo tanto no plano interno como internacional», lê-se na nota de imprensa.

O posicionamento da ADI, pode pôr em causa a sustentabilidade parlamentar do seu governo, liderado por Américo Ramos.

Abel Veiga

O leitor tem acesso na íntegra a nota de imprensa da ADI.

1 Comment

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  1. Chateado

    8 de Outubro de 2025 at 15:08

    Deixai mas é o governo trabalhar, chega de tachos para estes palhaços

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