Política

Santo António reuniu as forças políticas do Príncipe em súplicas ao Homem da Lua

Pela primeira vez durante o mandato de Filipe Nascimento como Presidente do governo da Região Autónoma do Príncipe, e do partido União para Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP), a cidade de Santo António, capital da ilha do Príncipe, assistiu a promoção da convergência entre a UMPP e as forças políticas da oposição no sentido de salvaguardar os interesses legítimos da região Autónoma.

A decisão do dono da empresa HBD, Mark Shuttleworth de abandonar o investimento de turismo sustentável na ilha, obrigou o governo regional a reunir-se com as forças da oposição.

A UMPP de Filipe Nascimento recuperou assim o princípio básico que norteou a criação pelo ex-Presidente José Cassandra, do movimento da sociedade civil, designado UMPP, – a convergência de todas as forças políticas e da sociedade civil do Príncipe, em prol dos interesses legítimos da região autónoma.

A primeira reunião das forças vivas do Príncipe, no mandato de Filipe Nascimento, produziu um memorandum de entendimento que reforça o compromisso comum com o desenvolvimento da região autónoma.

A UMPP, o MVDP, e o MLSTP, unidos em torno de uma mesa do governo regional suplicaram ao Homem da Lua(o nome dado pelo povo do príncipe ao empresário sul africano Mark Shuttleworth), que fizesse marcha atrás na intenção de abandonar o Príncipe.

«O Mark tem provas dadas, por isso reunimos aqui para passar esta mensagem de forma a fazê-lo retroceder na intenção», afirmou o Presidente do partido MVDP, líder da oposição, Nestor Umbelina.

As forças políticas do Príncipe comprometeram-se no Memorandum de Entendimento, a trabalharem para criar as condições de estabilidade que permitam o regresso do investidor, que detém a metade do território da ilha do Príncipe, e garante emprego directo e indirecto para a maior parte dos cerca de 8 mil habitantes da ilha.

«Os interesses turísticos devem estar acima de todos os interesses políticos e pessoais. Estamos convictos que o investidor vai retomar o investimento», reforçou Nestor Umbelina.

O Presidente do Governo Regional, Filipe Nascimento considerou o primeiro entendimento político-partidário forjado no seu mandato, como uma demonstração de que a ilha do Príncipe está acima dos interesses político-partidários.

«Para mostrarmos que o interesse da Região Autónoma do Príncipe, está acima de qualquer interesse partidário. É um instrumento que vai contribuir de forma significativa para esta passagem de confiança ao investidor…», pontuou Filipe Nascimento.

Príncipe acima dos interesses partidários, foi o lema que fez nascer a UMPP. A liderança de José Cassandra provou ao país, que os interesses da Região Autónoma eram inegociáveis. Uniu todas as forças políticas e a sociedade civil do Príncipe, no combate político contra a intenção dos governos centrais tanto do MLSTP como da ADI, em transformar a floresta da roça Sundy numa zona de plantio de palmeiras de andim, um prolongamento do projecto que estava a ser implementado na Ribeira Peixe, ilha de São Tomé, para produção de óleo de palma.

A UMPP de José Cassandra uniu o povo do Príncipe, despiu o povo da farda político-partidária, e pôs o Príncipe no centro do objectivo dos habitantes para realizar o desenvolvimento de forma sustentável, através de boas práticas ambientais, e de mãos dadas com a empresa HBD de Mark Shuttleworth.

A UMPP de José Cassandra, governou a ilha do Príncipe durante 12 anos com uma estrutura executiva marcada por membros da sociedade civil de competência reconhecida. A escolha dos secretários do governo regional baseava-se em competências, e não com base na origem político-partidária.

Actualmente na ilha do Príncipe, o Téla Nón registou que muitos habitantes e idóneos, questionam o facto de pela primeira vez, o governo regional, ou melhor, as secretarias do governo regional serem compostas apenas por militantes de um partido político, a ADI, que também controla o poder central em São Tomé.

Talvez por isso, a crispação político-partidária tornou-se mais evidente na ilha do Príncipe, sob a liderança da UMPP de Filipe Nascimento.

Abel Veiga

5 Comments

5 Comments

  1. Gégé

    22 de Outubro de 2025 at 12:57

    Vou-me candidatar à Presidência da República Democrática de São Tomé e Príncipe e resolver o problema da empresa HBD.

    Augerio Amado Vaz, homem da lua

  2. Tuatua

    22 de Outubro de 2025 at 13:23

    Deus protege filipe deste nível de jornalismo tendencioso…

  3. Abc

    22 de Outubro de 2025 at 13:30

    Telanon igual a si mesmo… alimentar notícias com fontes motivadas por complexos pessoais…

    • Rodrigo Cassandra

      22 de Outubro de 2025 at 19:18

      HBD nem sequer detém um terço do território da Região é falicioso dizer que detém HBD a dimensão anunciada por autor desse texto,Por outro lado a UMPP sempre foi um movimento de diálogo desde a sua fundação e as suas decisões não são exclusivamente dos líderes mas sim de todos membros do movimento e sempre por unanimidade e com sensibilidade de toda a população da Região,basta de jornalismo adulterado

  4. Lobata

    22 de Outubro de 2025 at 14:05

    Tanta mentira numa notícia só… hj k Tozé saiu ja sabem falar bem dele… se vosso problema é com presidente Felipe então Deus vai julgar ele se ele fez algum mal. Já é demas

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