A mentira começou a vir à luz do dia quando o segundo governo da ADI liderado por Américo Ramos, deu conta que a energia produzida pela empresa TESLA-STP, era enganosa, ou melhor, não era sustentável pelo país.
O relatório do Tribunal de Contas após a fiscalização sucessiva do contrato de concessão da central térmica de São Tomé à empresa TESLA STP por 10 milhões de euros, veio provar que os santomenses não iriam aguentar com a TESLA.
Para os 5 geradores instalados na central térmica de São Tomé funcionarem, os santomenses eram obrigados a comprar o gasóleo, a fonte de produção de energia. Assim que a TESLA ligava os seus geradores, os santomenses tinham de comprar a energia produzida.
O contrato obriga a TESLA a produzir 10 megawatts, mas os geradores só conseguiam produzir 4 megawatts. No entanto, o próprio contrato impôs que os santomenses ao consumirem 4 megawatts tivessem de pagar por 10 megawatts.
O governo da ADI de Américo Ramos percebeu após a auditoria do Tribunal de Contas que o contrato era insustentável para São Tomé e Príncipe. A dívida acumulada com a TESLA STP ultrapassou os 8 milhões de euros. No mesmo período de dezembro de 2024 a abril de 2025 os santomenses já tinham gastado mais de 17 milhões de euros na compra de combustíveis para alimentar os geradores da TESLA. Uma situação insustentável para a EMAE e para os cofres do Estado.
«Com esse acordo, acumulámos uma dívida superior a 12 milhões de euros. Quando iniciámos as negociações, o montante rondava os 8 milhões. Tentámos reduzi-lo, mas é insustentável, é um fardo», confirmou o primeiro-ministro Américo Ramos.
Foi a primeira mentira de luz em 2025. A TESLA STP desligou os seus geradores, e a empresa de electricidade(EMAE) perdeu os 4 megawatts de energia. Raul Cravid, diretor da EMAE e militante da ADI, prometeu em agosto de 2025 que em 3 meses a crise no fornecimento estaria resolvida. O tempo passou e provou que era mentira.
No mês de setembro de 2025, o governo da ADI de Américo Ramos instalou 3 grupos de geradores importados da Nigéria.
«Chegaram ao país três grupos geradores com capacidade aproximada de 4 megawatts, destinados a suprir o défice de fornecimento de energia elétrica à população», garantiu o primeiro-ministro.
Américo Ramos, fez as contas e disse ao povo que foi a melhor solução do que a TESLA-STP do seu antecessor Patrice Trovoada.
«O défice será colmatado sem encargos adicionais para o Estado santomense, nem para a EMAE. Significa que vamos fornecer 4 megawatts sem ter que pagar os 510 mil euros mensais que pagamos à TESLA», afirmou Américo Ramos no mês de setembro.
Num debate na Assembleia Nacional no mês de novembro, o ministro das infraestruturas Nelson Cardoso indicou a nova data para a estabilidade no fornecimento de energia à população. «Logo na primeira semana de dezembro teremos a situação resolvida» , vincou o ministro das infraestruturas.
Exactamente na primeira semana de dezembro, o Ministro da Economia e Finanças Gareth Guadalupe entregou ao parlamento o Orçamento Geral do Estado para o ano 2026, e anunciou que o governo decidiu comprar 3 novos grupos de geradores, para resolver a crise de energia.
Garantiu que os novos geradores chegariam ao país na segunda semana de dezembro. O Ministro da Economia e Finanças prometeu aos jornalistas que a situação energética estaria resolvida na quadra festiva de Natal e do Ano Novo.
Promessas que foram engolidas pela mentira. Os cortes de energia marcaram o Natal em São Tomé e Príncipe, e ameaçam a vida, o bem estar e o progresso dos santomenses no novo ano 2026.
Abel Veiga
Justeza
30 de Dezembro de 2025 at 15:27
País que vive na idade da pedra. Nem país é esta vergonha. Fechem as portas e entreguem as chaves a quem sabe ou saberia gerir bem este quintal. Estes gordos de camisa apertada que desapareçam. Pouca vergonha
BOI
31 de Dezembro de 2025 at 10:59
Parem de brincar e frustar a esperança deste povo,…
Para se estrutura um país( território/população/administração), nem tudo precisa de dinheiro,…
Necessidade de liderança, transparência, rigor, organização, trabalho/trabalhar, de responsabilidade/responsabilização, justiça,….
Líderes e instituições fortes
Nem tudo depende de dinheiro para estruturar e organizar o território, a população, a administração.
É preciso saber, conhecimento(também em números, dados estatísticos, observandobcomparando a realidade, sincrónica e cronologicamente, no espaço e tempo, mediante outras realidades semelhantes ou dispares)sobre território, sobre a população, sobretudo a administração,…
Como obter este conhecimento, muito já existem, outros por observação, outros por investigação
Mas sem um plano de ordenamento de território, jamais o mudificaremos
Questões de desenvolvimento são também questões de escalas
Façam estes exercícios, se tivessem uma câmara fotográfica com uma lente bem maior, imaginem elevarem-se na vertical, num pondo no céu e conseguissem tirar uma fotografia de todo território ( terra, mar, espaço aerodinâmico) de São Tomé e também do Príncipe de noite e de dia…
O que veríamos?
Façam o mesmos exercícios se fossem fazer uma filmagem de noite e de dia,…
O que veríamos?
Que organização/desorganização/luz no território, população, administração veríamos?
Agora pensem o mesmos sobre o que está debaixo do solo, do subsolo, debaixo do nosso mar, nós rios, nos ecossistemas, nas actividades da população,…etc…
Quando jamais tens, quando és pobre, miserável, quando dependes de outros para levar a cabo tua sobrevivência, não prometas,…
Procura te organizar, trabalhar, ser honesto e sério, verás a tua vida, teu país organizar e desenvolver
A latitude, a longitude te condiciona, condiciona, onde vives, onde situas apreende mais sobre ela,…
A partir daí modificá-te, sabendo que somos de dupla insularidade…
Haja paciência
Zemé Só
31 de Dezembro de 2025 at 16:11
Neste caso, notícias, relatos, e noutros casos (como roubo nas parcelas agrícolas, furtos, violência doméstica, violações, crimes, impunidades, o caso de aumento de números de casos paludismos, a falta de energia eléctrica, de agua, ausência de saneamento do meios, pobreza, miséria, fome, as autoridades nomeadamente a Assembleia da República, o Presidente da República, os Presidentes das Câmaras Municipais, da Região Autonoma do Príncipe, os partidos políticos, o ministério da justiça(ministra da justiça), ministério da economia e finanças,+ os ministros da economia e das finanças, do estado)segurança social, proteção social, (ministro de trabalho),ministério da educação, gabinete do primeiro ministro,(primeiro ministro) a sociedade civil organizada, os cidadãos,…jamais tiramos ilações, nem tomamos medidas de modo a inverter a realidade, é um empurrar com a barriga para frente, é desleixo, é incompetência, é deixar andar, ausência do estado,…das instituições do estado,…
Vemos na notícias, até pela imagem, caso de abandono escolar, possível gravidez na adolescência, desemprego jovem, fragilidade social, economia frágil, … violação de lei do trabalho, iliteracia,…como este vários caos existem,…
As autoridades, as instituições, a sociedade civil organizada, os cidadãos nada agem, a exigir responsabilidade/responsabilização,…rigor, organização,…
Depois vêem pedir votos a população, aos cidadãos, foram eleitos para governar, estruturar, organizar mediante rigor e justiça a sociedade, o país
É tempo de modificar esta realidade, é tempo de responsabilidade
Neste caso lamento, mas não tendo contrato, nenhuma obrigação legal tem o senhor que a explorou
Assim vai o país que se quer sustentável e desenvolvido.
As câmaras de vigilância chegou ao país, até hoje nada se fala da sua instalação,…
Dentre outras fragilidades e embora com a barriga…