Centenas de profissionais não docentes, entre cantineiras, serventes, guardas e jardineiros, exercem funções há mais de três anos em diversas escolas do país sem qualquer remuneração.
O Governo afirma que grande parte destes trabalhadores ingressou de forma irregular, fruto do clientelismo político, e que a lista de nomes continua a sofrer alterações diariamente.
“Encontrámos cento e tal inicialmente e resolvemos. Depois vieram 200, 400… em algum momento isso tem de terminar”, declarou Gareth Guadalupe, ministro da Economia e Finanças.

Para conter a situação, o Executivo decidiu reunir-se com o grupo. “Para nós fazermos o verdadeiro filtro”, acrescentou o governante.
O ministro da Economia e Finanças assegurou ainda que todos os responsáveis pela contratação irregular destes profissionais serão responsabilizados. “Tem de haver responsabilização de quem coloca estas pessoas em situações de precariedade. Põem-nas a trabalhar, a pagar transporte todos os dias, para estarem um, dois, três, quatro anos sem salário. E já se passaram dois governos”, sublinhou.
Apesar das críticas, Gareth Guadalupe comprometeu-se a resolver o problema, o que levou o grupo de profissionais não docentes a manifestar satisfação. “Acredito que vai ser. O ministro mostrou-se sensível e triste ao ver mães e pais de família anos e anos sem salário”, desabafou Hilária Nunes, presidente do Sindicato das Serventes, Guardas e Jardineiros.
“Se herdámos um problema, temos de resolvê-lo”, reforçou Gareth Guadalupe.
O encontro contou também com a participação da ministra da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior, reforçando o peso institucional da reunião.
José Bouças