Ao reagir as críticas da ADI sobre a violação da constituição política, por causa da presença em São Tomé entre os dias 3 e 5 de janeiro do navio de assalto anfíbio da marinha de guerra da Rússia, o primeiro-ministro Américo Ramos pediu a opinião pública nacional para estar atenta.
«Nessa matéria acho que é preciso estarmos atentos. Porque o acordo foi assinado pelo XVIII governo, o actual governo deu continuidade, e no tempo certo comunicou a Assembleia Nacional da vinda do navio. Se não houve decisão a nível da primeira comissão especializada da Assembleia Nacional, isso não é o problema do governo», afirmou o Chefe do governo.
O Téla Nón apurou que a comunicação do governo ao parlamento sobre a visita de trabalho do navio russo foi feita no dia 30 de dezembro de 2025. No entanto a mesa da Assembleia Nacional não conseguiu agendar qualquer reunião da primeira comissão especializada, para autorizar a entrada do navio de guerra no dia 3 de janeiro de 2026.
Mas, no comunicado assinado pelo secretário-geral Elísio Teixeira, que por sinal é presidente da primeira comissão especializada da Assembleia Nacional, a ADI afirma não compreender como foi possível a atracagem do navio e a realização de transbordo de mercadorias, sem qualquer comunicação prévia à Assembleia Nacional.
Foi o XVIII governo da ADI liderado por Patrice Trovoada que assinou no ano 2024, um conjunto de 3 acordos com a Rússia no domínio da defesa e segurança.
Américo Ramos, que é candidato à liderança da ADI, considera que o comunicado do partido assinado pelo secretário-geral Elísio Teixeira reflecte a atitude de alguns militantes que não querem que o XIX governo da ADI tenha sucesso.
«É uma atitude daqueles que não querem que o governo tenha sucesso, por isso temos que líder com isso, com calma», sublinhou.
O comunicado da ADI que acusa o governo e o presidente da república Carlos Vila Nova de agirem à margem das leis e ao arrepio da constituição num claro posicionamento ditatorial, pode ser o presságio para uma retirada de apoio parlamentar ao governo no ano 2026.
«O nosso mandato termina em 2026, estamos a governar, e faremos tudo para que isso aconteça», pontuou, Américo Ramos.
A crispação interna na ADI intensificou-se após a demissão do ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, em janeiro de 2025, e continua a refletir-se negativamente na estabilidade política e governativa do país.
Abel Veiga
GANDU@STP
9 de Janeiro de 2026 at 9:03
Bom dia STP
OS incompetentes “Golpistas” planeavam manter-se no poder.
Talvez, seja essa a solucção dos nossos problemas, uma ditadura institucional.
Que tal, um governo presidencial de 10 Anos??? Vilas será o piloto deste projecto.
Sempre podiamos fazer uma experiencia social, 10 Anos de estabilidade política. Pobreza é coisa nossa, it can’t get worse than that!!!
GANDU@STP
9 de Janeiro de 2026 at 11:35
ANCA distorcendo as minhas palavras!!!???
Tiago Moremo Afonso
9 de Janeiro de 2026 at 10:35
Elísio Teixeira não cresceu fisicamente e piorou mentalmente. O ADI está infestado de BENCÚS e querem transformar o país numa espécie de BENCULANDIA. Santo Tomé Poderoso e Santo António que nos livre desta maldição.
AD
11 de Janeiro de 2026 at 19:39
E que tal o navio Russo fazer um favorito à malta ao ir a Angola para trazer os geradores rapidamente? Seria mais util