A decisão do ADI de retirar a moção de censura, após o caos registado no parlamento na véspera da sua discussão e votação, já mereceu a análise do analista político santomense Luisélio Pinto.
“É evidente que o ADI parlamentar saiu derrotado nesta batalha, que dificilmente ficará por aqui, dado o extremar das posições. É curioso notar que o ADI, tanto no parlamento como no governo, recorreu frequentemente a expedientes semelhantes contra os seus adversários e agora acaba por provar do próprio veneno.”
Segundo o analista político, a luta fratricida no seio do partido no poder em São Tomé e Príncipe extravasou para o espaço público de forma vergonhosa.
“Não se trata apenas das repercussões internacionais que este comportamento tem para a nossa vida pública e, sobretudo, para a atividade política. Internamente, é igualmente inaceitável que tais práticas se tornem recorrentes.”
Luisélio Pinto sublinha que, sendo o ADI o maior partido político do arquipélago, não lhe é permitido ignorar as suas responsabilidades.
“Nos últimos 35 anos de independência, é o partido com mais tempo de governação e, nesse sentido, carrega uma responsabilidade acrescida sobre o momento que vivemos hoje, marcado por desafios como a água e a energia.”
Para o analista político, os interesses individuais e de grupo têm constituído, nos últimos tempos, a maior afronta a São Tomé e Príncipe.
José Bouças
maria ines
29 de Janeiro de 2026 at 10:50
oposiçao tem k tomar cuidado, mesmo dentro da oposição a bufu, alguns na foto ja perteciam outros partidos e tem pai dentro da casa da oposição.