No meio do debate na manhã de quarta – feira, os deputados aperceberam-se que o deputado Nilton Abreu, líder da bancada parlamentar da ADI e o seu companheiro Elísio Teixeira, receberam um telefonema. Logo depois o líder da bancada parlamentar entrou na sala do plenário, e foi confidenciar-se com a Presidente da Assembleia Nacional Celmira Sacramento.
Um momento em que os deputados gritavam ruidosamente, “Ordem está a chegar”… “Orientação já chegou” …Em conversa com o deputado Abnilde Oliveira, a Presidente da Assembleia Nacional disse “da-me dois minutos apenas…O “Nito” (Nilton Abreu) vai passar uma mensagem. Não é a apresentação da moção…»

A mensagem do líder da bancada parlamentar foi clara. A retirada da Moção de Censura.
«O grupo parlamentar da ADI na sua máxima representação aqui decide retirar a moção de censura», afirmou o líder parlamentar da ADI no meio de aplausos.
O partido presidido pelo ex-Primeiro Ministro Patrice Trovoada acabou assim por capitular-se diante do movimento dos seus próprios deputados da ADI que apoiam o actual governo de Américo Ramos.
O MLSTP, maior partido da oposição, viu cobardia na acção da ADI.
«Dissemos que nos preocupa a estabilidade, a paz e o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. Naturalmente que iremos votar contra a Moção e ficaram com medo. A moção ia chumbar», declarou Danilo Santos do grupo parlamentar do MLSTP.
A coligação MCI/PS/PUN que tem acordo de incidência parlamentar com a ADI também saudou a retirada da moção de censura. Beatriz Azevedo, líder parlamentar da coligação, disse que São Tomé e Príncipe foi colocado no primeiro lugar «e só depois o partido ADI. E eles saberão resolver os seus problemas internos, de forma que ponham São Tomé e Príncipe sempre no primeiro lugar», frisou.

O Movimento BASTA, segunda força da oposição, considerou o acto da ADI como uma brincadeira.
«Insistirem com esta moção de censura é porque tinham razões suficientes para isso. Não faz sentido retirar, o que parece ser uma brincadeira de mau gosto», pontuou o deputado Levy Nazaré.
O Movimento BASTA acrescentou que «na iminência de saberem que a moção iria chumbar, medrosamente retiraram», concluiu.
Os acontecimentos políticos dos últimos dias revelaram a ADI como um partido dividido e em crise interna.
Abel Veiga
GANDU@STP
30 de Janeiro de 2026 at 9:25
Bom dia STP
Esta crise partidária vem expor o Calibre dos nossos Politicos.
A oposicção, em vesperas de eleicções tudo faz para defender este Governo. Como poderão ataca-lo dentro de meses???
Faltou visão estratégica!!!