Para o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, prevaleceu o bom senso com a retirada da moção de censura contra o seu governo pela bancada do ADI, decisão tomada através da direção política do partido.
“Essa moção de censura poderia trazer sérias consequências ao país a escassos meses das eleições. Iria minar a confiança dos parceiros e dos investidores, interromper projetos já em curso e, em última análise, teria apenas um impacto negativo sobre a população santomense, que já enfrenta uma situação que precisa ser transformada.”
Américo Ramos sublinha que o executivo está consciente dos problemas que o país enfrenta e trabalha na implementação de reformas para inverter a situação. Por isso, afirma não compreender a atitude de um grupo de militantes do seu próprio partido que procura derrubar o governo a poucos meses das eleições gerais.
“O grupo parlamentar do ADI que apresentou a moção de censura tem a sua responsabilidade, e cada um de nós deve assumir as suas responsabilidades”, enfatizou o primeiro-ministro.
Num contexto de agravamento da crise interna no seio do ADI, Américo Ramos reforça a intenção de apresentar a sua candidatura à liderança do partido.
“Sou militante do ADI há vários anos, já exerci funções de dirigente, e por isso sou elegível para concorrer a qualquer cargo dentro do partido.”
A cerca de seis meses das eleições, o país volta a dar sinais de instabilidade política.
José Bouças