«Daqui a 5 meses a festa acabou. Acabou para Vila Nova, acabou para os senhores Gareth, os senhores Américos e toda essa gente. E desta vez quando acabar nós veremos».
A declaração é do Presidente da ADI Patrice Trovoada quando deu ordens aos seus militantes e deputados no mês de janeiro, para avançarem com a fracassada moção de censura contra o governo da ADI liderado por Américo Ramos.
Uma declaração que prova o momento de crise interna na ADI. O Vila Nova nunca militou em nenhum partido político em São Tomé e Príncipe. Só em 2010 é que Vila Nova se apresentou como membro de um partido político santomense e foi a ADI. Ex-ministro e deputado, Vila Nova foi membro da direcção do partido, e só anunciou a suspensão da militância nas vésperas das eleições presidenciais de 2021, porque o Presidente do partido Patrice Trovoada, o indicou como candidato da ADI às eleições presidenciais.
Já os senhores Gareths como foi baptizado pelo presidente da ADI, são jovens militantes e membros da direcção do partido. “Os Américos” enquanto secretário-geral da ADI, comandou no terreno a luta política do partido nas eleições presidenciais de 2021 e nas legislativas de 2022. Como sempre o Presidente do partido esteve ausente, a residir no estrangeiro.

Os arquivos do Téla Nón confirmam estes factos, que junto às declarações do Presidente da ADI Patrice Trovoada em janeiro de 2026, demonstram que a família ADI está hoje completamente fraccionada.
Foi preciso Patrice Trovoada avançar com a moção de censura, para o país e o mundo perceberem que a maioria parlamentar da ADI já não é sólida, e que o Presidente perdeu o controlo da sua maioria.
A dificuldade da mesa da Assembleia Nacional, na última sexta-feira , de aceitar a reintegração da deputada da ADI Vasth Santos, é mais um sintoma do colapso da maioria parlamentar controlada pelo Presidente Patrice Trovoada. A integração da deputada em causa, pode reforçar uma nova maioria parlamentar, que ficou desenhada no dia do debate da Moção de Censura.
A frustração é grande na facção I da ADI. Os distúrbios sucedem-se na Assembleia Nacional. A fúria não para de aumentar, quando a verdade dos factos chega ao grande público, e a culpa é do jornalista.
Bilaine Ceita Nascimento, deputada da ADI e membro da mesa da Assembleia Nacional abordou o jornalista que cobria a sessão plenária da última sexta-feira. «Senhor Jornalista bom dia, venho dizer que está a fazer um trabalho parcial…», afirmou a deputada.
A mesma mensagem em forma de nota de repúdio já tinha sido publicada pelo secretário-geral da ADI Elísio Teixeira, numa carta disponibilizada na página do FACEBOOK da ADI.
O jornalista disse à deputada Bilaine que estava a fazer o seu trabalho muito bem feito, e assim iria continuar a fazer.
De repente no corredor do parlamento, um deputado da ADI que ficou muito conhecido no país por ter defendido a continuidade da energia da TESLA, para manter a cerveja sempre gelada, declarou em voz alta que «nesta coisa jornalista vai apanhar pancada ainda…».
Um jornalista que ouviu tal ameaça respondeu «depende do Jornalista». O outro jornalista, que ao que tudo indica é o alvo da ameaça, aproximou-se do grupo dos deputados da facção I, e os advertiu que ele seria o único jornalista que não aceitaria ser açoitado ou espancado pelo deputado das cervejas geladas. Aliás, a única pessoa que o açoitou foi o seu pai, falecido em 1999.
No sábado, 31 de janeiro, por volta das 13 horas o Téla Nón publicou um artigo que reflectiu a continuação na sexta-feira, dos distúrbios na bancada parlamentar da ADI, e o consequente desnorte da Presidente da Assembleia Nacional na condução da sessão plenária.
Algumas horas depois da publicação do artigo, a GANG da difamação entrou em acção. Na rede social Facebook a GANG, que se esconde num perfil falso, anunciou que o jornalista foi intimado pelo ministério público para ser ouvido na segunda-feira 2 de fevereiro por alegado abuso de uma menor.
A GANG certamente habituada na prática deste, e de outros crimes maiores contra o Estado de São Tomé e Príncipe acredita que conseguirá difamar e amedrontar o jornalista, com os seus métodos tradicionais de mentiras e armação de ciladas.
Mas, o jornalista jamais abandonará o seu compromisso com a verdade dos factos, e coloca-se à disposição, como o alvo a abater.
Abel Tavares da Veiga
zmaria cardoso
2 de Fevereiro de 2026 at 6:47
Contraditório democrático, debate livre de ideias e jornalismo independente,desde sempre fundamentaram a cruz proibida na ADI.
Solidariedade pessoal ao jornalista Abel Veiga.
maria ines
2 de Fevereiro de 2026 at 11:00
força ai senhores jonalistas..