Em conferência de imprensa, o Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, destacou as melhorias já registadas no fornecimento de energia à população e garantiu que prosseguem os trabalhos para alcançar a estabilidade energética no arquipélago.
“Estamos por volta de 16 a 17 megawatts e podemos ir até 18 ou mais, mas é preciso consentir esforços para garantir essa estabilidade”, afirmou.
O Chefe do Governo sublinhou igualmente as condições que estão a ser criadas para assegurar a realização das eleições gerais em ambiente de segurança.
“Claro que haverá ímpetos por parte de algumas pessoas, querendo desestabilizar a situação, mas a autoridade do Estado está cá precisamente para fazer valer a sua posição e evitar qualquer tipo de tensão, crispação ou violência durante esse período”, acrescentou.
Ramos não poupou críticas à destruição das plantas de sombra na marginal, onde decorrem obras de requalificação.
“É uma atitude totalmente reprovável e acho que devíamos criar condições de presença de forças de defesa e segurança para evitar ou dissuadir esse tipo de comportamento”, disse, assegurando que estão em curso trabalhos para a instalação de câmaras de vigilância em diversos pontos do país.
Relativamente à crise interna no ADI, afirmou não concordar com as decisões tomadas no último Conselho Nacional, que agendou para 26 de julho o congresso eletivo do partido.
“Não estou de acordo com as decisões desse Conselho Nacional”, declarou.
Enquanto candidato à liderança, garantiu que continuará a insistir no cumprimento da decisão do Tribunal Constitucional.
José Bouças