Política

Contestação à privatização da EMAE: trabalhadores e oposição travam medidas do Governo em fim de mandato

Os trabalhadores da Empresa de Água e Eletricidade de São Tomé e Príncipe manifestaram-se contra a decisão do Governo de avançar com o processo de concessão da empresa.

Reunidos em assembleia geral, os funcionários da EMAE rejeitaram a privatização da central hidroelétrica de Contador, medida defendida pelo Executivo.

Para nós até seria uma questão de burrice. Como é que temos uma nossa central que não dá despesa, porque a central é limpa, e em vez de comprarmos esses geradores devíamos comprar turbinas para aumentar a sua capacidade? E passa pela nossa cabeça privatizá-la para um estrangeiro que vai voltar a vender energia usando o nosso próprio património. Aliás, é um dos melhores patrimónios que a EMAE possui”, afirmou Adélcio Costa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores.

O MLSTP, maior partido da oposição, também se posicionou contra, considerando que em fim de mandato o Governo não deve avançar com decisões desta natureza, que incluem igualmente a substituição da entidade responsável pela gestão do espaço aéreo nacional.

Um governo em gestão tem o dever de pautar a sua atuação pelos princípios da prudência, da contenção e do respeito pela vontade popular. Não deve assumir compromissos que limitem a liberdade de decisão do governo que vier a resultar das urnas”, declarou José Maria Barros, porta-voz do partido.

Para o MLSTP, a proximidade das eleições torna estas medidas precipitadas e prejudiciais à imagem externa do país.

José Bouças

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