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Encontro de ministros de meio ambiente do G7 destaca impacto das mudanças climáticas sobre a África

A reunião dos Ministros do Meio Ambiente do G7 que aconteceu ontem e hoje em Bolonha, na Itália, resultou em uma declaração sobre as mudanças climáticas (publicada hoje) que não incluiu os Estados Unidos.   A declaração reconhece o impacto das mudanças climáticas sobre a disponibilidade de água, produção de alimentos, segurança alimentar, estabilidade e crescimento econômico da África. O texto final da declaração dos Ministros de Meio Ambiente das seis nações do G7 incluiu 18 parágrafos dedicados ao acordo climático global e declara que  “O Acordo de Paris é irreversível e sua total integridade é a chave para a segurança e a prosperidade deste planeta”.  Ele destaca ainda que este é o único instrumento para a cooperação internacional em escala global em mitigação e adaptação ao clima e em cooperação com atores subnacionais e não estatais. Além de deixar clara a integridade do Acordo de Paris sobre o clima, o comunicado do G6 reforça o isolamento dos Estados Unidos em questões ambientais e a nova liderança do bloco europeu.  Os Estados Unidos foram excluídos dessa declaração por meio de uma nota de rodapé apresentada pelo representante norteamericano – Scott Pruitt, diretor da EPA, a Agência de Proteção ao Ambiente. Pruitt deixou a reunião cedo, antes que as outras seis nações do G7 apresentassem suas posições em favor do acordo climático global. “Esta divisão sem precedentes sobre as mudanças climáticas na reunião dos ministros do meio ambiente do G7 é outro sinal claro de que o resto do mundo está avançando com as ações necessárias para enfrentar a crise climática, apesar da decisão do presidente Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris”, analisa Alden Meyer, diretor de Estratégia e Politicas da Union of Concerned Scientists, dos Estados Unidos. “Vale lembrar que recentemente uma ampla coalizão de prefeitos, governadores e líderes empresariais dos EUA assumiu o compromisso de cumprir as metas climáticos do Acordo mesmo sem ele.  Estes são sinais inequívocos do crescente isolamento do presidente Trump sobre o clima e questões de energia limpa, tanto no país como no exterior”, completa. “Esta declaração G6 define a liderança responsável do clima. O Canadá, a União Europeia, a França, a Alemanha, a Itália, o Japão e o Reino Unido deixaram claro que a integridade do Acordo de Paris é um fator chave para a segurança e a prosperidade globais”,  destaca Laurence Tubiana, ex-embaixadora da França na UNFCCC e CEO da European Climate Foundation.  “Eles ressaltaram a necessidade de acelerar a transição, agora irreversível, para economias com baixas emissões de carbono, resilientes ao clima e eficientes em recursos. Esse espírito de resolução, compromisso e liderança agora precisa unir os líderes antes da reunião do G20 em julho. Ao optar por não ficar de acordo com o resto dos países do G7, a Administração Trump reforça ainda mais seu isolamento e prejudicará as empresas e os trabalhadores americanos “, acrescenta. “Paris é não negociável e a liderança demonstrada pelos países do G6 para fazer o acordo avançar rapidamente, junto com cidades, Estados e empresas nos EUA, é fundamental”, declarou Jennifer Morgan, Diretora Executiva do Greenpeace International.  “Os líderes reais podem e devem cumprir as promessas de energia limpa de uma maneira que seja equitativa e que fortaleça as comunidades. Agora é hora de os países do G6 combinarem suas palavras com ações e anunciarem como aumentarão sua ambição climática na reunião do G20 “. A declaração do G6 exorta seus membros a: • Acelerar a transição para economias de baixa emissão de carbono, resilientes ao clima e eficientes em termos de recursos, irreversíveis • Elevar as ambições anteriores a 2020 e novas mudanças transformacionais • Decarbonizar a economia global ao longo deste século • Alcançar a transformação do setor de energia até 2050 • Reafirmar seu compromisso com o financiamento climático de US$ 100 bilhões + incentivar todos os potenciais fornecedores de finanças a participar • Incentivar firmemente todos os países a ratificarem o Acordo (em um claro recado para a Rússia de Putin) ) • Apoiar o diálogo baseado em evidências com base na melhor ciência disponível Ela destaca ainda que:•  O Acordo de Paris e a Agenda 2030 estão inextricavelmente ligados •  Os atores subnacionais e não estatais têm papel essencial Nessa declaração, o grupo também: ·      Reafirma o compromisso de eliminar os subsídios ineficazes de combustíveis fósseis até 2025. ·      Reconhece que expandir o financiamento sustentável é fundamental para atingir os objetivos de sustentabilidade e clima. ·      Adota o roteiro de eficiência de recursos ·      Reconhece que políticas ambientais bem concebidas e implementadas podem criar crescimento econômico e emprego ·      Ressalta que as políticas ambientais em um período de transição para um desenvolvimento sustentável podem estimular o crescimento econômico e ter um impacto positivo líquido na criação de empregos. Fonte : UNFCCC

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