
Numa altura em que a inspecção das finanças sob olhar atento do ministério público, está a investigar as contas da ENAPORT, Manuel Diogo, exige que o ministério público entre em acção para que seja feita uma inspecção profunda das contas da ENAPORT. Uma auditoria que não deve restringir-se apenas aos 12 meses em que está a frente da empresa mais sim, vasculhando todos os cantos da casa desde a anterior administração.
Segundo Manuel Diogo, ao fazer este exercício o ministério público vai encontrar muito lixo da corrupção. «A ENAPORT pagava 8 mil litros de combustível, que não entrava no depósito de material», afirmou o administrador interino apontando o dedo acusador a anterior administração.
Revelações graves do administrador, numa sessão de “Bilí Fundá”,(revelar segredos), que faz recordar o ditado são-tomense, que diz ” quando a galinha escava muito o lixo, ela pode encontrar os ossos da sua mãe”. Talvez terá sido o caso do grupo de funcionários administrativos e técnicos da ENAPORT que divulgaram o dossier bem apetrechado que compromete seriamente Manuel Diogo enquanto administrador da ENAPORT.
Em posição de defesa administrador interino decidiu revelar toda a teia de corrupção que a longos anos, domina a ENAPORT. «No grupo dos subscritores, temos indivíduos que tinham cargo de director que subtraíam combustível nas máquinas. Temos indivíduos subscritores que enquanto chefes roubavam contentores no recinto portuário. Desviavam verguinhas. Quem está a falar dos mais de 100 mil euros, gastos em 6 meses é quem esteve directamente ligado a uma importação de 76 mil dólares sem concurso, e com uma diferença entre o somatório real e o valor pago em cerca de 20 mil dólares. Até hoje este dinheiro não entrou na empresa», denunciou Manuel Diogo.
O governo que é o principal administrador da ENAPORT terá estado ao concorrente de todas essas anomalias financeiras e nunca reagiu. Agora a justiça tem a oportunidade de ajudar o país a sanear a ENAPORT.
Abel Veiga