Sociedade

Sociedade Civil acredita que o Tribunal vai suspender o processo de desflorestação do sul

Em face da decisão do Ministério Público em remeter ao Tribunal uma providência cautelar da sociedade civil, pedindo a suspensão pela Agripalma do abate de árvores no sul de São Tomé, a sociedade civil chamou a imprensa, para manifestar o seu regozijo.

António Aguiar, engenheiro de profissão, integra o movimento da sociedade civil, que exige a suspensão da desflorestação da região sul de São Tomé. «Queremos congratularmo-nos com este facto, porque demonstra que as procupações do movimento cívico eram e são legítimas. Após a audição de outros actores que certamente a procuradoria fez, constatou que havia motivosde preocupação, suficientes para que a nossa petição fosse enviada ao Juiz», declarou Tony Aguiar.

Outro jovem membro do mivimento cívico, que usou da palavra na conferência de imprensa dada na última sexta feira, pelo movimento cívico, é agricultor e residente na roça Porto Alegre.

Fez saber que o movimento cívico a que pertence, não está contra a empresa Agripalma. «Não estamos contra a Agripalma. Estamos satisfeitos com as actividades da empresa, porque está a dar emprego as pessoas da nossa comunidade. Queremos que o projecto continue, mas que o Estado são-tomense possa fazer o seu trabalho de casa, de forma organizada, de forma a que ninguém, saia prejudicado nem o Estado, nem a comunidade», frisou o agricultor de Porto Alegre.

Aguarda-se pela decisão do Tribunal da Primeira Instância, em relação a providência Cautelar, que poderá evitar o avanço dos caterpilares da Agripalma, por floresta dentro daa regão sul de São Tomé. Depois de ter desbravado terras da antiga roça Alto Douro e Vanhá, ambas localizadas mais no interior da zona de Porto Alegre, os caterpilares tendem avança em direcção da zona de Santo António Mussacavú, connhecida por ser berço de espécies animais endémicas da região sul e do país.

O movimento cívico pretende evitar que tal aconteça.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. homem honesto

    8 de Julho de 2013 as 10:43

    Porquê o movimento cívico não entrou em contacto à primeira mão com o Governo?
    Se dizem pensar no País.
    Me parece que os trabalhadores dos elementos do movimento cívico tenham deixado dos patrões e indo trabalhar na Agripalma. Isso é dor de cotovelo.
    Os Juízes do Tribunal que não caem nesta armadilha.

    • Zona Sul

      8 de Julho de 2013 as 12:55

      Alias homem honesto, estes nem eram trabalhadores enquanto trabalhavam para estes elementos. Agora sim são trabalhadores através de Agripalma.
      Pessoas com áreas de 100 ou mais hectares emprega um ou dois trabalhadores e quer parar uma empresa que emprega 800 trabalhadores.
      Pouca vergonha.

  2. Lévé-Léngue

    8 de Julho de 2013 as 11:59

    O Governo da ADI teve uma atitude inédita que feriu sensibilidades, publicando na altura a lista de beneficiários de habitações sociais que não honraram seus compromissos. Se ainda estivesse no poder, era de se esperar algo similar com as médias empresas abandonadas no sul de S. Tomé, cuja titularidade seria publicada da forma mais escandalosa.
    Esses “donos” desses autênticos matagais não investem neles, ñ proporcionam emprego aos locais e muitos até nem por aí passam. E podem crer que essa lista é extensa e muito requintada!
    É pena que muitos dos moradores locais tenham sido usados como testa-de-ferro neste Movimento da Sociedade Civil, sem dar por conta que sempre estiveram à margem da Sociedade Santomense, pois nunca foram tratados com a dignidade que merecem enquanto cidadãos nacionais.
    Mais uma vez pergunto: o alegado Movimento Cívico pretende mesmo travar a desflorestação na zona sul?
    Oxalá que as autoridades competentes saibam mediar esse “enorme” conflito de interesses!!!

  3. Paracetamol 500mg

    9 de Julho de 2013 as 9:09

    A sociedade civil, como ficarão os trabalhadores Santomenses, no que toca o pagamento dos salários?
    Neste sentido, o Governo deve exigir o deposito de uma caução a Sociedade civil para cobrir os salários dos operários, até o desfecho desse lamentável e prejudicial processo.

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