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GIME – 1100 km de estradas reabilitadas e mantidas em STP 

tapagem buracoSão Tomé e Príncipe, conseguiu recuperar as suas vias e artérias de circulação nos últimos 9 anos. De sul ao norte do arquipélago, as estradas principais foram libertadas do matagal que avançava para o eixo da via, e comprometia a visibilidade dos automobilistas. Os sistemas de drenagem das vias também foram recuperados da selva e desentupidos.

O mesmo aconteceu com as estradas secundárias. As estradas picadas que formam uma extensa rede de ligação entre comunidades do interior e entre estas e a cidade, foram recuperadas em muitos casos da floresta que já tinha engolido tudo, tornando impossível o acesso a várias regiões do país.

São Tomé e Príncipe, tem hoje 1100 quilómetros de estradas transitáveis, que garantem a circulação de pessoas e bens, e impulsionam o desenvolvimento económico.

capinação1600 homens e mulheres, de todos os cantos do país estiveram envolvidos desde o ano 2005 nas tarefas do Grupo de Intervenção e Manutenção de Estradas, o GIME. «No início em 2005, a intervenção do GIME, limitava-se ao tratamento do sistema de drenagem, capinação das bermas das estradas, mas evoluiu com intervenções de grupos especializados, na construção de estradas em calçada, outros grupos de GIME especializaram-se na tapagem de buracos nas estradas asfaltadas, na construção de pequenas obras de arte como pontes, pontões e aquedutos», explica Tiziano Pisoni, o coordenador das operações do GIME.

Da capital às regiões mais recônditas das ilhas de São Tomé e Príncipe, a circulação automóvel, faz-se com maior segurança. Deixou de haver comunidades ou zonas de potencial agrícola inacessível. A força do GIME, criou recuperou a rede viária, que alimenta o desenvolvimento económico. «Muitas zonas estavam fora do sistema de rede transitável. Com a reabertura das estradas houve um retorno de muitos agricultores para as plantações de cacau, banana, etc, o que permitiu desenvolver de uma forma significativa muitas comunidades», assegurou o coordenador do projecto que desde o ano 2005 está sob tutela do instituto nacional de estradas.

ponteGIME nasceu no quadro do projecto da União Europeia de apoio ao sector rodoviário em São Tomé e Príncipe. Anualmente a União Europeia desbloqueia 1 milhão de dólares para garantir a manutenção e reabilitação das estradas. « A reabertura das estradas permitiram o acesso a muitas zonas florestais, e consequentemente o abate de árvores de forma descontrolada. Este é o aspecto negativo. Mas os aspectos económicos provocados com a reabertura das estradas são mais significativos que os aspectos negativos», pontuou Tiziano Pizoni.

O impacto económico das acções do Grupo de Interesse de Manutenção de Estradas, não se limita ao aumento do fluxo de circulação de pessoas e bens entre o campo e a cidade. O projecto que tem 9 anos, dá uma colaboração enorme na luta contra a pobreza em São Tomé e Príncipe.

estrada calcetada1600 homens e mulheres que garantem a manutenção das estradas, auferem salários que aumentam  o rendimento familiar. «Numa estimativa média de 5 pessoas por cada família podemos chegar a 8 mil pessoas que de uma forma ou outra tem algum rendimento a partir do trabalho do GIME», sublinhou o coordenador nacional.

Ao mesmo tempo que garantem a manutenção das estradas, os agentes do GIME, dedicam-se a outras actividades económicas. São pescadores, agricultores, vendedoras,  etc, etc.

GIME como projecto fulcral na luta contra a pobreza, foi reconhecido internacionalmente. No ano 2007, após avaliação a meio percurso do impacto do projecto, a União Europeia, não teve úvidas em considerar o GIME, como o melhor projecto da instituição na região da África Central. Não só por devolver a São Tomé e Príncipe as suas vias de circulação rodoviária, mas também por contribuir bastante no aumento do rendimento de milhares de famílias.

Abel Veiga

    9 comentários

9 comentários

  1. Eterno Madiba

    24 de Julho de 2014 as 13:03

    Projecto como os de GIME tiro chapéu.
    Boa continução. E que não desapareçam nunca. Antes pelo contrário. Que fortifiquem e ganhem a racionalidade económica.

    • Arnaldo (santola)

      24 de Julho de 2014 as 18:28

      Sem dúvida.

  2. arelitex

    25 de Julho de 2014 as 7:56

    o principal de qualquer projecto , nâo é só o fazer . mas sim o fazer e haver sempre um seguimento . neste caso é de louvar , porque está a ser um trabalho feito com cabeça ,e com a intenção muito positiva de fazerem nâo só uma coisa , mas várias . dentro do enquadramento do tipo de trabalho . aproveito também para dizer que é possível melhorar-mos em muita coisa , entre elas aumentar o espirito de trabalho dos Sâotomenses , que é muito baixo . basta serem orientados com objectivos para atingir mas com cabeça .

  3. RODRIGO CASSANDRA

    25 de Julho de 2014 as 8:00

    Este é entre outros projectos que deveriam ser orgulho do país,, eu particularmente sinto orgulho por ter sido o pioneiro desta iniciativa que merece os meus agradecimentos a UNIÃO EUROPEIA e a duas pessoas especiais senhor TIZIANO PIZONI e O senhor MAURICIO FILLIPE todos os resultados deste projecto são sem margens de duvidas a entrega e muito,, mas muito trabalho destas duas figuras.
    O meu orgulho é ainda maior pois mesmo aos fins de semana feriados,, de madrugada saia da minha casa para ir ao encontro dos cantoneiros para reabertura de estradas que já estavam completamente intrasintavéis,, o meu apelo é para o país ,, os governos assumirem este projecto que muito contribui para a redução da pobresa,, pois que, o financiamento da UNIÃO EUROPEIA não é eterna tem tempo e provavélmente vai deixar de financiar,, ou mesmo financiar apenas uma parte. ABRAÇOS

  4. arelitex

    25 de Julho de 2014 as 12:03

    este projecto é também uma chamada de atenção na positiva e de nos orgulhar-mos . a nossa maneira de ser de nos contentar-mos no nosso dia a dia com tudo , mesmo a sabermos que está errado ,também nâo é a melhor maneira de estar na vida . o povo têm que exigir daqueles que foram escolhidos para nos governar .porque um homem que nâo seja exigente e que nâo imponha a ele mesmo regras e objectivos , nâo têm futuro . é logo á partida um falhado . se quisermos temos capacidade de estarmos em todos os sectores que pertençam á nossa economia na primeira liga . nâo nos podemos contentar em estarmos em ligas inferiores .podemos vir a ser um exemplo para os outros países africanos . basta termos quem nos oriente e determinação .

  5. Indepedência

    28 de Julho de 2014 as 10:04

    Não é possível em pleno século 21 trabalhadores descalços em plena via.Obras públicas,Ministério do trabalho, fiscalização nota 00000000000000000000000000000000000000000000000000000000000 é uma vergonha.

  6. vio

    28 de Julho de 2014 as 13:09

    muito bem ,vamos longe assim n esperemos plos outros e
    querer e poder

  7. C

    29 de Julho de 2014 as 10:21

    Nos últimos 9 anos STP. só conseguiu reabilitar 2 estradas e mal reabilitadas na ilha do príncipe. Quem visita o Príncipe a primeira impressão que tem parece de ter la passado uma grande guerra.
    que lamentável!!!O orçamento Nacional nunca cobre os investimentos no Príncipe…

  8. Vargas Cardoso

    29 de Julho de 2014 as 14:45

    Tantos anos e só reabilitaram estes quilómetros?
    Existem muitas estradas em péssimas condições, e o pais gaba-se que anda a ganhar muito dinheiro com o petróleo.
    Já agora, a estreada que liga Boa-Morte Penha Garcia a Agua Porca quantos anos está a espera de ser arranja e alcatroada?
    Acabou o dinheiro, não sabem onde entrou o dinheiro que deveria acabar a estrada?
    Como é que ainda temos a lata de vir dizer ao público que o pais anda a arrecadar dinheiro com o petróleo, e continuamos a ter o país no estado que está?
    Tenhamos vergonha, vejam bem o que publicam.

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