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ONUSIDA, a ASLM e os seus parceiros lançam iniciativa para melhorar o diagnóstico do VIH

MELBOURNE, Austrália, July 30, 2014/ — O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre VIH/SIDA (ONUSIDA) e a Sociedade Africana de Medicina Laboratorial (ASLM) (http://www.aslm.org)  juntaram-se a parceiros globais para lançar a Iniciativa de Acesso ao Diagnóstico que exige melhor capacidade ao nível dos laboratórios para garantir que todas as pessoas portadoras do VIH possam ser direcionadas para serviços de tratamento de VIH eficazes e de alta qualidade.

2014_homepage1Os parceiros da iniciativa incluem o ONUSIDA, a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Clinton Health Access Initiative (CHAI), a UNICEF, o Plano de Emergência do Presidente dos EUA para Combate à SIDA (PEPFAR) e a ASLM.

Os parceiros irão defender o aumento do financiamento e reduções dos preços, intensificar os esforços para garantir os serviços de diagnóstico da mais alta qualidade e estabelecer parcerias para mitigar as falhas de acesso ao diagnóstico.

“Dos 35 milhões de pessoas portadoras do VIH, cerca de 19 milhões ainda não sabem que estão infetadas com o vírus. Se não descobrirem, irão morrer”, afirmou Michel Sidibé, Diretor Executivo do ONUSIDA. “É por isso que temos de facilitar o acesso das pessoas ao teste do VIH, para que seja possível iniciar o tratamento vital quando é necessário.”

A Iniciativa de Acesso ao Diagnóstico esforça-se especialmente por garantir que, pelo menos, 90% de todas as pessoas portadoras do VIH tenham conhecimento do seu estado. Pretende também que todas as pessoas com acesso ao tratamento para o VIH tenham acesso imediato a exames que monitorizem os níveis do vírus no corpo.

Para que o tratamento seja totalmente eficaz, é essencial que todas as pessoas a receber tratamento para o VIH façam uma monitorização frequente da sua carga viral. Atualmente, são muito poucos os países com grande incidência de casos que oferecem exames de rotina para a monitorização da carga viral às pessoas que estão a receber tratamento para o VIH. Novas tecnologias de exame à carga viral, que estão a ser disponibilizadas nas primeiras consultas, prometem alargar o acesso a exames à carga viral. No entanto, terão de ser economicamente acessíveis, implementadas adequadamente e utilizadas com eficácia.

“Para conseguir controlar a epidemia do VIH/SIDA, é essencial que todas as pessoas tenham acesso a serviços laboratoriais de VIH de alta qualidade, tanto para um diagnóstico preciso como para a monitorização do tratamento. Dar capacidade a um país para realizar exames virológicos é da maior importância para a deteção precoce de falha virológica, resistência aos medicamentos e melhoria do impacto global dos programas de cuidado e tratamento do VIH desse país”, afirmou a Embaixadora Deborah Birx, Coordenadora Global da SIDA dos EUA. “A Iniciativa de Acesso ao Diagnóstico representa um passo importante na garantia de uma colaboração estreita entre todos os doadores e intervenientes para alargar o acesso e permitir um aumento estratégico dos serviços laboratoriais de VIH.”

Para garantir o diagnóstico precoce do VIH, é necessário simplificar os procedimentos laboratoriais e disponibilizar diversas ferramentas e estratégias de exames. Estes têm também de ser integrados nas campanhas de saúde dirigidas à comunidade que se concentram em várias doenças.

“É essencial que as pessoas saibam se estão ou não infetadas e que as pessoas que estão a receber tratamento saibam se os medicamentos estão a controlar o vírus”, acrescentou o Dr. Hiroki Nakatani, Diretor-Geral Assistente da OMS. “Dado que a tecnologia de diagnóstico muda com grande rapidez e que os nossos Estados Membros precisam de instruções sobre como a utilizar, a OMS irá desempenhar um papel essencial nesta iniciativa.”

O tratamento do VIH é eficaz na redução de doenças associadas ao VIH e de mortes associadas à SIDA. Ajuda também a prevenir novas infeções do VIH reduzindo acentuadamente a carga viral e diminuindo o risco de transmissão do VIH.

“A Iniciativa de Acesso ao Diagnóstico dá prioridade à importância do desenvolvimento de novas tecnologias para monitorização da carga viral e diagnóstico em crianças e que sejam acessíveis e utilizem eficazmente a capacidade laboratorial que temos atualmente”, afirmou o Dr. Tsehaynesh Messele, CEO da ASLM. “A utilização eficaz de tecnologias existentes e em desenvolvimento para a monitorização da carga viral e de diagnóstico em crianças exigirá uma capacidade laboratorial significativamente mais sólida, além de planeamento estratégico, para garantir que todas as tecnologias são utilizadas da melhor forma.”

Os parceiros da iniciativa irão defender um maior financiamento para os serviços laboratoriais e para o desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico. Irão também intensificar esforços para garantir que os serviços de diagnóstico são da mais alta qualidade e estabelecer parcerias bem coordenadas para mitigar as falhas de acesso ao diagnóstico.

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da Sociedade Africana de Medicina Laboratorial (ASLM).

Contacto para Comunicação Social: Corey White, Diretor de Comunicações Sénior cwhite@aslm.org

A Sociedade Africana de Medicina Laboratorial (ASLM) (http://www.aslm.org) é uma entidade profissional pan‐africana que trabalha na defesa do papel essencial e das necessidades de medicina e redes laboratoriais em África. 

SOURCE 

Sociedade Africana de Medicina Laboratorial (ASLM)

 

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