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Pescadores desaparecidos deixaram equipamentos de navegação marítima em casa

Os 6 pescadores da cidade de Neves no norte de São Tomé, que desapareceram no mar desde o último sábado, foram beneficiados com um kit de materiais de navegação marítima composto por Bússola, GPS, reflectores para radar, e bengalas luminosas.

Através do projecto de Mudanças Climáticas financiado pelo Banco Mundial, todas as comunidades piscatórias foram apetrechadas com materiais de orientação marítima.

No entanto, segundo a capitania dos portos, os 6 pescadores que desapareceram desde o último sábado, deixaram os materiais de navegação marítima em casa. Equipamentos caros, que o Estado são-tomense através do financiamento do Banco Mundial e no quadro do projecto de Mudanças Climáticas, entregou a todos os pescadores do país no sentido de evitar desaparecimentos no alto mar.

O Téla Nón apurou que para além de não utilizarem tais equipamentos, alguns pescadores prefere vende-los. As bengalas luminosas que deveriam ser utilizadas em situações de emergência no alto mar, como forma de solicitar socorro, acabam muitas vezes por serem objecto de brincadeiras nas praias do país durante a noite.

A capitania dos portos disse o Téla Nón, que neste momento o Estado são-tomense tem limitações para lançar uma operação de busca e salvamento. Primeiro porque não se tem a localização dos pescadores desaparecidos, por que não levaram os materiais de navegação, nomeadamente o reflector de radar.

Uma operação de busca no mar aberto é desvantajosa, pelo facto das embarcações da guarda costeira, não terem autonomia para vasculhar o espaço marítimo nacional durante várias horas. Explicou a capitania dos portos.

Nesta situação segundo a capitania dos portos, a utilização de meios aéreos para fazer o reconhecimento da zona económica exclusiva era mais indicado. No entanto o país não tem meios aéreos para fazer tal operação.

Só resta esperar… Na capitania dos portos o Téla Nón confirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros, já emitiu um alerta aos países vizinhos, com vista a apoiarem na busca e salvamento dos 6 pescadores, que há 7 dias não regressaram a casa.

Abel Veiga

 

    15 comentários

15 comentários

  1. Mé Zemé

    31 de Julho de 2014 as 15:57

    Ai meu Deus!!!Só com Cristo. Esse nosso baixo nível de escolaridade, analfabetismo, Ignorância e estupidez, nos leva a esses tristes cenários. Como é possível depois de tanto esforço do estado as pessoas continuar a brincar com coisa séria. É por isso e por outra que os brancos nos tratam mal, pois não é admissível ter as condições e não usufruir delas, é mesmo burrice e desleixo ao mais alto nível (ainda andamos na lista de povos bárbaros).

    • Lupuye

      31 de Julho de 2014 as 22:33

      Os brancos nadatem a ver com isso. Acredita-me que nas terras deles ha gente que tambem tem baixa educacao ou nenhuma educacao (sobretudo em Portugal).
      E verdade que a nossa gente anda a brincar com coisas serias e tambem e verdade que a ignorancia e o grau de analfabetismo em que muitos estao em STP tem a ver com o que se passa. Infelizmente essa gente nao entende a importancia desses equipamentos e muitos ainda nao vem a necessidade de os utilizar, para a desgraca deles e dos familiares. Esperemos que os outros aprendam uma licao com o que se passou com os seus amigos e compatriotas. TEMOS QUE EDUCAR A NOSSA GENTE, SO ASSIM PODEMOS EVITAR COISAS DO GENERO!

      • luisó

        1 de Agosto de 2014 as 11:41

        Porque que é que o outro falou em branco e tu disse logo Portugal?
        Só há branco em Portugal?

        • Arnaldo (santola)

          1 de Agosto de 2014 as 12:27

          Ele queria dizer na Europa.

        • lupuye

          1 de Agosto de 2014 as 23:32

          Espero que notaste que PORTUGAL esta entre parenteses. So me referi a esse pais porque e com ele que nos associamos e e de la que muitos “brancos” vem. E muitas vezes, permite-me sublinhar, sao eles, os portugueses, que nos tratam como se fossemos os ultimos habitantes desse planeta em que vivemos. Burros, analfabetos, ignorantes, estupidos, existem em toda a parte do mundo.
          A verdade e que se tivesses interpretado bem as minhas palavras nem estaria aqui a tentar explicar-me agora.

    • Barão de Água Izé

      2 de Agosto de 2014 as 1:40

      Racismo? Por amor de Deus

  2. Veloso

    31 de Julho de 2014 as 16:56

    Matematicamente é assim: 39 Anos de Independência + XV Governo x Corrupção = O País não tem meios aéreos para fazer tal operação, francamente. Que Deus ilumine o vosso caminho.

  3. paparazzi

    31 de Julho de 2014 as 18:35

    Assim e só chorar

  4. luisó

    31 de Julho de 2014 as 20:27

    Se não dão os materiais é uma pouca vergonha, deixam as pessoas abandonadas, etc, se dão os materiais deixam-nos em casa, ou vendem ou ainda brincam com eles.
    Desculpem, mas não consigo arranjar nenhum adjectivo para isto.
    Enfim…

  5. Maria silva

    1 de Agosto de 2014 as 0:10

    Toda esta estupides, burice, analfabetismos, esta taxa elevada de ignorância, falta de conhecimentos, pode se dizer que o cupado é proprio estado!
    Foi bom o governo ter oferecido o equipento ( foi optimo ) antes de oferecer oqui quer que seja, em primeiro lugar tem que oferecer Escola de modo a obter conhecimentos( como usar, a sua importancia ) o povo é tao burro que prefere fazer de brinquedo algo super importante, algo que pode- o salvar a propria vida!
    Gente burra é outra coisa!!!

  6. Thomás

    1 de Agosto de 2014 as 9:16

    Assim vamos nós.., depois dizem que somos um Estado Suberano.

  7. zito

    1 de Agosto de 2014 as 9:59

    Há um velho ditado que todos os marítimos devem saber: Avia-se na terra e depois é que se parte ao mar;e não tendo considerado este velho ditado, isto é pô-lo em prática,logo começa a triste história e o pior é com se diz que a culpa nunca morre solteira. Realmente agora o que resta é só esperar com lágrimas, nervos e muita fé e esperemos que tudo vai correr bem e servir de mais um exemplo para todos que lidam com o mar.

  8. Jorge Carvalho

    1 de Agosto de 2014 as 15:38

    Caros leitores,
    Antes de mais associo a minha preocupação aos demais que compartilham a dôr de todos aqueles que têm os seus ente queridos desaparecidos no mar. Rogamos a Deus que os mesmos sejam resgatados nas melhores condições de vida e saúde.
    Esta situação, lastimavelmente vem acontecendo por negligencia dos próprios pescadores que por uma questão de descuido, deixam ou danificam alguns equipamentos de orientação e segurança que deveriam ter a bordo das canoas. Mais isto não basta. Hoje os pescadores de algumas comunidades arriscam abrindo as aguas do mar até 50 milhas, o equivalente à 91 km (Só ida), confiando por vezes numa bussola a bordo e coragem.
    Informo que o aparelho de bussola não é o mais adequado para a navegação das canos de pesca artesanal em São Tomé e Príncipe, isso porque eles quando saem a pesca não vão com um destino certo. Isto quer dizer que, vão navegando a busca do cardume de peixe e quando terminam a pesca, muitas vezes não têm o ponto de referencia para marcarem o regresso a terra. Daí que torna muito perigoso o uso deste aparelho. O GPS sim é mais seguro e recomendado. Com o GPS, basta memorizar o ponto de partida, logo o aparelho orienta o pescador o caminho que deve seguir para chegar correctamente ao destino ou seja a praia de embarque. No quadro do projecto de Mudanças climáticas os GPS distribuídos, foram gravados o ponto de partida/praia de cada comunidade de pescadores formados. Informamos que este projecto não distribuí bussolas como foi citado.
    Aproveito para informar que segundo a nossa lei das pescas, a pesca artesanal só deve ser feita dentro de 12 milhas náuticas que é reservada a pesca artesanal. Recordo que, as embarcações da pesca artesanal de STP, não estão vocacionadas para saírem pra além das 12 milhas. Torna muito perigoso os pescadores saírem fora das 12 milhas mesmo com equipamentos de navegação, tendo em conta as características das embarcações, características dos motores, combustível e dos conhecimentos muito empíricos dos pescadores em navegação no alto mar.
    Jorge Carvalho
    Engº Pesca Industrial
    Mestre Actor Desenvolvimento Rural
    Presidente ONG MARAPA

  9. Ralph

    2 de Agosto de 2014 as 10:23

    Esta é uma situação muito triste e espero que os pescadores sejam resgatados em breve. Este é um acidente que poderia ter prevenido se os equipamentos de segurança foram usados. Para mim, o que é necessário é que o uso deles fique lei e que a polícia assegure que a lei seja cumprida. E as pessoas que não cumpram a lei devem ser punidas, por exemplo por multas, para dar a mensagem que as coisas têm de mudar. Quando isso decorre, o uso dos equipamentos vai aumentar. Até então, é mais fácil deixá-los em casa porque não há um incentivo para os usar.

  10. mandja

    3 de Agosto de 2014 as 0:10

    Algum ministro ou presidente e mesmo director, tem um parente, um familiar nesta” vaga” de pescadores desaparecidos?

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