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São Tomé e Príncipe já controla o comportamento do mar

São Tomé e Príncipe dispõe pela primeira vez de meios tecnológicos que produzem informações a todo o tempo sobre o comportamento do mar. A primeira estação marítima  de controlo das ondas e das correntes marítimas foi instalada na zona do aeroporto internacional.

Com financiamento do Banco Mundial no valor de 360 mil euros, o arquipélago está doravante em condições de prevenir catástrofes naturais provocadas pelas ondas do mar.

A estação de controlo das ondas e das correntes marítimas, está equipada com diversos sensores. Diariamente o serviço de meteorologia controla a altura do mar, a corrente e ondulação marítima, assim como a pressão e temperatura da água do mar.

Uma Infraestruturas que foi instalada com o financiamento do Banco Mundial, no quadro do projecto das Mudanças Climáticas.

Arlindo Carvalho, Director Geral do Ambiente, destacou o facto de pela primeira vez São Tomé e Príncipe ter a possibilidade de recolher informações sobre o comportamento do mar, que por sinal representa a sua maior extensão territorial. 60 vezes maior que o espaço terrestre. «É um sonho de longa data que está a ser concretizado. Durante todo tempo tivemos informações da terra e nada do mar», declarou.

O mar é espaço de intensa actividade económica, principalmente a pesca, e o país nunca antes tinha possibilidade de prever o seu comportamento. Agora tudo mudou. «Ela(a estação) dá-nos as alturas das ondas. Sabendo as alturas das ondas podemos prevenir qualquer problema junto das populações costeiras. Também temos a questão relacionada com a direcção e a velocidade da corrente marítima. Sabendo da velocidade da corrente, podemos facilmente identificar onde os pescadores estão perdidos, e facilitar os trabalhos de busca e salvamento», detalhou o Director Geral do Ambiente.

O Ministro das Finanças Américo Ramos representou o Governo na inauguração das duas estações e do centro de controlo, instalado no serviço de meteorologia. «Nos últimos tempos temos assistido muitas situações de desaparecimento de pescadores no mar e pelas informações obtidas essas estações permitirão que as equipas tenham orientações suficientes para ir a busca dos pescadores desaparecidos», destacou o ministro Américo Ramos

Os sensores instalados permitem também registar a temperatura da água do mar, a pressão atmosférica, e o nível de visibilidade no espaço marítimo.

Uma infra-estrutura que reforça a segurança na navegação marítima e aérea, e contribui para proteger as populações das zonas costeiras, em relação as situações de catástrofe que podem ser provocadas pela fúria do mar.

Abel Veiga

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