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Fim do mistério sobre a origem do gasóleo na zona de garimpo

«É claro que o sistema de armazenamento de combustível seria a primeira suspeita, mas pelo que já conseguimos apurar e trabalhar até agora alivia-nos de alguma maneira, porque não se trata realmente do grande reservatório de armazenamento do posto de distribuição de combustíveis», palavras do Ministro dos Recursos Naturais e Meio Ambiente Carlos Vila Nova, no dia 17 de Outubro, nas instalações da Central Térmica de Santo Amaro.

13 dias depois do Ministro dos Recursos Naturais e Meio Ambiente, Carlos Vila Nova, ter manifestado alívio pelo facto do gasóleo que inundou o bairro de Saton transformando-o numa zona de garimpo, não ter vazado da central térmica do contador, o Director Geral da EMAE, veio desmentir o ministro e o coordenador da central térmica.

O Coordenador da Central Térmica, garantiu no mesmo dia e ao lado do ministro que « temos inspeccionado as tubagens e não vemos nada. O nosso reservatório principal está sob uma estrutura de betão reforçado e não temos nenhum ponto de fuga de gasóleo». 

Afinal de contas, o gasóleo que destruiu todo o ecossistema daquela região, vazava da central térmica localizada a poucos metros do local. Mário de Sousa, Director Geral da EMAE, em declarações exclusivas a TVS, deu cara e pôs fim ao mistério. «A parte rejeitada vai para o reservatório. Aquilo foi filtrando, é o acumulado do residual durante 7 a 8 anos de trabalho daquela central, que desembocou nesta actividade. Vamos fazer um tanque maior para fazer a reserva», afirmou o Director Geral da EMAE.

Segundo o Director Geral Mário de Sousa, no processo de funcionamento os geradores eliminam parte do combustível.

A central eléctrica de Santo Amaro foi instalada no quadro da cooperação entre São Tomé e Príncipe e Taiwan, com 5 grupos de geradores. No quadro da política do actual governo com vista a aumentar a produção de energia com base em fontes poluentes ou fóssil, foram instalados mais 3 grupos de geradores no mesmo espaço. «O agravante da situação é que metemos mais uma central ao lado, e aumentou a capacidade residual e com maior velocidade. Por essa razão aquilo tinha que sair de algum lado. E saiu daquele lado. Mas estamos a tomar medidas correctivas para evitar que no futuro isso não aconteça», explicou o responsável máximo da empresa estatal de electricidade.

Desfeito o ministério, resta agora as autoridades são-tomenses, apurarem as responsabilidades em relação ao impacto ambiental provocado por milhares de litros de gasóleo, que inundaram o solo, e a água daquela região tendo dizimado várias espécies de seres vivos nomeadamente peixes de água doce.

Abel Veiga

 

 

    9 comentários

9 comentários

  1. WXYZ

    1 de Novembro de 2017 as 3:39

    Tentam explicar sem complicar mas acabam complicando ainda mais a situacao. Muita batota ali. Isso ainda continua a ser muito mal explicado. Esses dirigentes pensam que os santomenses sao todos parvos. Pois se o Sr. Director Geral da EMAE apanhasse um bom jornalista que nao estivesse ao servico do governo de certeza que o grande publico santomense teria estado melhor esclarecido. A parte rejeitada vai para o reservatório, segundo a explicacao dada. Agora pergunta se. Sera que esse reservatorio fica no subterraneo ao ponto de que durante 7 a 8 anos nao se detetar quaisque vestigios de gasoleo? Os dirigentes ja estao habituados a impunidade e assim vai se alargando cada vez mais o caminho da corrupcao

  2. pumbu

    1 de Novembro de 2017 as 10:00

    Tipos com grandes cargos!!! e para alem de nao terem competecias nem tem dignidade como pessoa humana. Os 3 interlocutores deviam deixar as pastas …

  3. Kkk

    1 de Novembro de 2017 as 11:31

    Há 7 anos? Pensei que fosse há 40 anos. Kkk

  4. Guida Gostosa

    1 de Novembro de 2017 as 13:14

    Pelos vistos o ministro que tutela a EMAE teve pressa de em “maquilhar” a situação para que o governo ficasse bem na fotografia. Só que agora acabou ele próprio por ficar mal na fotografia, porque antes de vir ao público dizer baboseiras, devia ter mandado abrir um inquérito sério para o apuramento do caso, ainda mais porque o mesmo ministro responde também pela área do ambiente.

    Mas como cada povo merece os governantes que tem, então vamos continuar com estes incompetentes a frente dos nossos destinos. O bom é que “tudo que tem um princípio, terá um fim”.

  5. Vungevc

    1 de Novembro de 2017 as 23:23

    Isso é sinal que não existe manutenção ou se existe ela não esteve a altura….E o povo é quem paga sempre com essa bicharada toda.
    O que esse gorverno tinha de fazer é substituir alguns que não estiveram a altura do seu cargo começando pelo Diretor Geral.
    Iss é ma gestão da coisa publica- se ha vitimas tem que haver culpado ou culpados.

  6. Martelo da Justiça

    1 de Novembro de 2017 as 23:28

    Já estávamos habituados com esse modo de atuação do Governo do ADI. Só os mais distraídos não se aperceberam. É tudo folclore, palhaçada e propaganda barata. A pressa de branquear os imensos erros que esse Governo tem cometido não ressoltou desta vez e constitui a maior vergonha cometida por um dirigente em São Tomé e Príncipe. Em qualquer Pais sério este Ministro teria que pedir a sua demissão ou seria pura e simplesmente demitido.
    A preocupação era apenas para dizer que tudo estava bem na EMAE ao ponte de o Ministro dizer que sentia-se aliviado porque o gasóleo não estava a ser vazado dos depósitos de combustível. Senhor Ministro, então a poluição do ambiente não lhe preocupa? Que tipo de dirigentes temos?
    O Ministro desautorizou o Diretor e preferiu ir diretamente ao técnico da Central sem se fazer acompanhar pelo Responsável máximo da Empresa. Se calhar o tal técnico tem maior confiança politica.
    Afinal, que tipo de competência técnica existe na EMAE? Um caso tão elementar, que estava a acontecer ha muitos meses, os referidos técnicos não conseguiram detetar? Uma vergonha! Se fizesse parte de esse conjunto de técnicos sentir-me-ia envergonhado. Todo isso porque deixou-se de avaliar o desempenho dos servidores da Função Publica e das Empresas Publicas como se faz em qualquer sector produtivo. Agora basta ter um diploma e ter confiança politica para ser automaticamente colocados na chefia em lugar de responsabilidade. Essa forma de atuação não favorece a eficácia de nenhum serviço. Isto reflete automaticamente no desenvolvimento do Pais. Um dirigente que não entende isso, é melhor fazer outra coisa porque não serve o Pais.
    Por outro lado, os nossos órgãos públicos de comunicação social não têm a capacidade de fazer um jornalismo de investigação, Se calhar têm e não o querem fazer para defender o tacho. Esta é uma atitude mercenária. Onde é que fica o orgulho de ser um bom profissional de comunicação social? É triste se constatar que seja a RTP Africa a denunciar este crime de contornos muito estranhos. Ainda bem que temos os Órgãos de comunicação social estrangeiros e privados.

  7. Ninguém

    2 de Novembro de 2017 as 4:50

    falsidade, falsidades, esta entrevista foi realizada por pessoas que não fizeram o trabalho de casa. a central funciona a 7, entro na sua plena produção em outubro de 2010, mas as fazes dos teste foram 2 meses antes, logo são 7 anos.
    o sistema de tratamento de gasóleo foi devidamente instalado, mas a falta de acompanhamento por parte de quem de direito.
    o sistema recolhe todo lixo residual e faz a sua devida separação, agua, óleo e gasóleo, na projeção do sistema apenas agua devia ser descarregado para o mato/vala/lixo.
    o tanque esta bem na superfície e a canalização no subsolo, mas com camaras de serviço.

  8. Martinho Tavares

    2 de Novembro de 2017 as 9:31

    Este dito ‘reservatório’ deverá ser um saco sem fundo ao pondo de ir recebendo o retorno ‘residual’ do gasóleo para toda eternidade, pois nunca se saturará… Devemos nós os leigos pensar assim? Ou a pretensão é mesmo nos brutalizar o pensamento ao ponto de acreditarmos que é assim? Sete ou oito anos e não houve tempo para pensar o que fazer e para onde vai,e como está a ser conservado e reutilizado o gasóleo “resíduo” de retorno? Se o retorno for de 10 litros por dia ao cabo de um amo 3.650 litros em sete nos seriam 25.550 litros. Quantos são realmente? Quantos existem no reservatório? Quantos foram reutilizados? Quantos litros foram envenenar os lençóis de água e o riacho local? Quantas toneladas poluíram os solos locais e arredam os agricultores locais do seu ganha-pão? São algumas questões jornalísticas que foram omitidas. E só espero que sejam por puro esquecimento e não um ato premeditado. Mais grave ainda se for por mero frete… E a culpa? Vai morrer soltei? E as vítimas ficar em prejuízo? Acredito piamente que alguém tarde ou cede terá que responder, ainda que não haja jornalista ousado que venha a questionar.

  9. Clemilson souza

    2 de Novembro de 2017 as 10:52

    Não entendi nada da reportagem ! Mas tinham que dar uma multa bem pesada para essa empresa para que não faça isso nunca .

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