Sociedade

4,6 milhões de euros para reflorestar a ilha de São Tomé

Ilha conhecida como verde, São Tomé ganhou muitas clareiras nos últimos anos. O imparável abate de árvores para construção civil, dizimou a floresta de sombra que assegurava a produção de cacau, e já chegou ao coração do parque nacional, designado ôbô. Árvores centenárias que formam a floresta antes virgem estão a ser abatidas sem cessar.

A direcção da floresta estima que milhares de árvores são abatidas ilegalmente todos os meses na ilha de São Tomé. A agressão  contra a floresta da ilha de São Tomé põe em causa todo o ecossistema da ilha. Vários tipos de pássaros passaram a ser raros em São Tomé, e muitos que são endémicos estão em fase de extinção.

Para alterar o cenário degradante, e sem futuro, que contradiz a política reiteradas vezes de desenvolvimento sustentado, anunciada pelas autoridades nacionais, o Fundo Mundial do Ambiente entrou em acção.

Na quinta – feira o Fundo Mundial do Ambiente, em parceria com o PNUD e o Governo são-tomense, lançou o projecto de reflorestação da ilha de São Tomé.

4,6 milhões de euros vão ser aplicados durante 5 anos, para recuperar as florestas primárias e secundárias da ilha de São Tomé.

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que tutela o sector das florestas, é o parceiro directo do Fundo Mundial do Ambiente e do PNUD, na execução do projecto, que deverá recuperar o pulmão da ilha de São Tomé.

Abel Veiga

 

 

    6 comentários

6 comentários

  1. Miki

    3 de Agosto de 2018 as 7:52

    Quero apoiar esta iniciativa. Tambem quero que deixem de cortar arvores. Nao tem dinheiro? Va la emigrar mas nao destruiam as florestas, se nao, vao desaparecee toda ilha vom todo povo.

  2. Miki

    3 de Agosto de 2018 as 8:01

    Deus deu essa riqueza as ilhas STP mas homem vai destruir tudo por dinheiro. É normal, também aconteceu nas outras partes do mundo. O único é vque,vespera, STP são ilhas, sus habitantes nao podem escapar ao nenhum lado. Cuando acabar a destruir a floresta, cuando toda floresta desaparecer, então vão entender meua amigos o que vocês fizeram com as suas ilhas. Principe ai da tem esperança mas São Tomé está um desastre. Golosos.

  3. JOAO CARLOS

    3 de Agosto de 2018 as 10:06

    Enquanto tivermos governantes fracos, populistas, corruptos e mais preocupados em encher os seus bolsos, nada correrá bem….

  4. ONDE MESMO?

    3 de Agosto de 2018 as 15:50

    Vão gastar todo esse dinheiro na reflorestação da ilha de S. Tomé ou parte dos mesmo vai para os bolsos. A meu entender, e é um apelo que faço ao PNUD, uma parte desta verba deveria ser encaminhada para a construção de uma cadeia e meter lá todos os colaborantes na destruição da floresta. Não é só os serradores nem os compradores de madeira, mas sim todos, o ministro da agricultura, o director da floresta, o director do ambiente, os que permitiram a Agripalma derrubar árvores na zona tampão e parte do parque ôbô para o plantio de palmeiras cuja produção do óleo de palma não se enxerga nem com lupa. Assim sim estaria o PNUD a fazer um grande favor a S. Tomé e Príncipe. Cadeia com todos e só depois investir no dito reflorescente.

  5. Mé Zemé

    3 de Agosto de 2018 as 21:46

    Acho boa a iniciativa. Agora o governo devia incentivar a importação de madeira e os seus derivados com redução de taxas aduaneiras ou até mesmo isenção em certos casos. Pois a política que existe actualmente, desencoraja as pessoas em importar madeira, pois fica muito caro o desalfandegar. Assim sendo, deixo cá esse reparo para as nossas autoridades, se nós queremos proteger o nosso fraco ecossistema, para além de reflorestação, temos que arranjar outras soluções para ajudar. Quanto aos serradores de madeira, terão que arranjar outra profissão, pois se a madeira acabar no mato, não vão morrer a fome, assim sendo é melhor arranjar alternativas já, para que no futuro não morramos todos com o fim da nossa floresta.

  6. Jordan

    5 de Agosto de 2018 as 6:26

    Mas um dinheiro pra ser cumido, como sempre fizeram

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