Sociedade

Nova política farmacêutica para travar ruptura do stock de medicamentos

Está definida a política farmacêutica para os próximos 10 anos. Empresas farmacêuticas e diversos sectores sociais reuniram-se e decidiram pela criação de um centro de abastecimento de medicamentos, e instaram o governo através do Ministério da Saúde a aumentar a verba atribuída no Orçamento Geral do Estado para importação dos medicamentos.

Vânia Castro, licenciada em ciências farmacêuticas, enquanto oradora do evento, explicou como vai nascer a central de abastecimento. «O plano é transformar o actual Fundo Nacional de Medicamentos na Central de Abastecimento de Medicamentos. Posteriormente deve-se dar uma melhor estrutura a esta central, e construir pequenos centros a nível distrital», afirmou.

A importação de medicamentos acontece à conta gotas. A ruptura do stock é constante. A nova política nacional para os próximos 10 anos, exige que o Governo aumente o valor da verba para aquisição de medicamentos. «Vamos sensibilizar o ministério da saúde para junto ao Governo facilitar o reforço da rubrica para compra de medicamentos, e assim evitar esta ruptura do stock», assegurou a técnica do sector farmacêutico.

Ao mesmo tempo a política nacional para o sector farmacêutico, obriga que o Governo seleccione um ou dois laboratórios para aquisição de medicamentos ao invés de «se estar a comprar aos poucos», sublinhou Vânia Castro.

Por outro lado, a autoridade reguladora do sector farmacêutico, deve ser dinamizada para travar a venda ilegal de medicamentos nas ruas da capital. A nova política farmacêutica deve ser implementada no período compreendido entre 2019-2029.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Madredeus.igreja

    8 de Fevereiro de 2019 as 23:12

    É sempre bom, desde que não roubam medicamentos e mandam vender na praça ou feira, está bom

    Não é preciso sensibilizar o governo, basta mencionar o valor para o governo, cortar o que é atribuído ao parlamento.

    Os senhores deputados, não precisão ser aumentados, para o que fazem já basta.

    Eu estou desagradado com este governo.
    Se o país, tem grandes problemas para ser resolvido e não a dinheiro,
    Como pode haver dinheiro para os deputados?

    Isto é uma mancha desse governo

    Senhor JBJ
    Não há necessidade de um aumento de 20% para os deputados

    Que injustiça

    • apavorado

      11 de Fevereiro de 2019 as 9:33

      Eu subscrevo o que escreve o Sr. Madredeus.igreja, será uma aberração se o governo de JBJ cairá nessa vergonhosa armadilha, deputados que nada resolvem para bem desse povo martirizado, numa conjuntura atual, onde o cofre do estado nada tem, pensar em haver aumento para quê, esse aumento sim é para atender o salario mínimo desse povo que voto sacrificadamente, para colocar esse governo no poder. Portanto convenhamos, esperamos que JBJ mais o ministro das finanças sejam duros e implacáveis para bem deste mesmo povo que lhes pós no poder.

  2. Barão de Água Izé

    9 de Fevereiro de 2019 as 7:38

    Para quando liberalização total da importação de medicamentos pelos privados nas mesmas condições que o Estado. Continuar este Estado a ter o exclusivo na política de medicamentos, é ingênuo esperar melhorias efectivas. É como esperar que em STP não mais choverá.

  3. Manuel Lopes

    10 de Fevereiro de 2019 as 22:43

    Que escândalo e que vergonha este governo! Continuar a insistir no controlo da importação de medicamentos para que os seus membros envolvidos neste esquema milionário continuem a roubar!
    O governo tem é que liberalizar a importação de medicamentos e abrir concursos públicos, transparentes, de fornecimento de medicamentos, assim diminui a roubalheira e dá oportunidade que o mercado funcione para diminuir o preço final dos medicamentos.
    É penoso o abandono das farmácias oficiais em São Tomé. Os medicamentos básicos estão a preços exorbitantes ou não existem porque as farmácias seguramente compram-nos dos dirigentes do Governo, só encontramos rua ou nas farmácias dos governantes de serviço.
    O esquema da importação de medicamentos é das maiores fontes de corrupção e financiamento dos partido em São Tomé por isso os sucessivos governos insistem em mantê-lo em nome de políticas comunistas da treta.
    Mas quando é que São Tomé e Príncipe vai deixar de ter Governos corruptos?

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