Sociedade

Mudanças Climáticas : As cidades do futuro podem ser assim?  

Nações Unidas realizaram encontro para debater o papel que cidades flutuantes podem ter na resposta climática; existem projetos onde podem viver até 10 mil pessoas.

As Nações Unidas estão explorando como as cidades flutuantes podem ajudar na resposta global à mudança climática

A diretora executiva da ONU-Habitat, Maimunah Mohd Sharif, disse que “esta é uma ideia realmente nova, nova criatividade para resolver a crise urbana e olhar para soluções urbanas.”

Projetos

Projeto de cidade flutuante desenhado pela Oceanix, Captura vídeo Oceanix

Um dos projetos analisados é desenvolvido pelo Grupo Bjarke Ingels. O representante da empresa, Jeremy Siegel, disse que em uma das cidades projetadas podem viver até 10 mil pessoas.

A cidade é organizada numa série de seis vilas e cada uma delas é dividida em bairros. Cada bairro, tem cerca de dois hectares de terreno. Siegel diz que estes bairros “têm basicamente tudo o que se precisa para 300 pessoas viverem, trabalharem e se reunirem.”

Também existem “soluções para geração de energia, coleta de água e produção de alimentos que são integrados com cada um dos bairros.”

Mudanças

Os oceanos e mares cobrem dois terços do planeta e o mundo está passando por uma grande mudança demográfica. Até 2030, mais de 700 cidades terão populações acima de 1 milhão. Além disso, seis em cada 10 pessoas viverão em áreas urbanas.

Os planos de cidades flutuantes cobrem culturas e regiões diferentes em todo o mundo. O diretor executivo da Oceanicx, Marc Collins Chen, disse esperar ter “em breve, o mais rápido possível, um protótipo flutuando em algum lugar nas águas costeiras dentro da jurisdição de uma cidade-sede.”

Collins disse que o objetivo desse primeiro projeto é ter “algo que se possa realmente estudar.” Ele afirmou ter “a esperança que seja rápido.”

O chefe da ONU-Habitat afirmou que “não se trata de uma pequena cidade insular, mas uma grande cidade oceânica, o que significa que há muitas oportunidades.” Sharif diz que existe espaço para criar “inovações e novas formas de viver no futuro.”

Encontro

Em abril, a ONU-Habitat realizou na sede da ONU, em Nova Iorque, uma discussão sobre o tema com cerca de 70 arquitetos, designers, acadêmicos e empresários.

Na abertura do debate, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que o objetivo “é antecipar o futuro e reinventar as nossas cidades e a agenda urbana.”

O vencedor do prêmio Nobel Joseph Stiglitz disse que as vantagens vão além destas novas zonas urbanas. Ele disse que “alguns dos benefícios mais importantes não irão existir nas cidades urbana, mas sim em terra, quando se pensa na reciclagem de desperdício e água.”

Parceria – Téla Nón / Rádio ONU

    2 comentários

2 comentários

  1. Amigo do Mar

    2 de Junho de 2019 as 11:37

    Loucura do capitalismo selvagem.
    Assim podem deitar todos os excrementos, lixos tóxicos etc.diretamente no mar. Que loucura. Que selvajaria.
    O maior problema climático no nosso planeta reside na poluição dos nossos mares e oceanos, que servem de cemitério para os lixos de toda ordem (atómicos, tóxicos etc.) que os grandes e médios industriais produzem.
    Agora não chega a poluição na terra firme, resolve-se fazer os mesmos com os nossos mares. Não creio que terão muita sorte.
    O TSUNAMI não irá permitir. O próprio mar irá engolir quem o habitar. O mar é habitat dos peixes e outras espécies marinhas e não o habitat para o homem. Quem atrever-se será engolido.
    Quem avisa amigo é.

  2. Tristeza

    3 de Junho de 2019 as 10:07

    E essa cidade sera apenas para alguns selecionados ( quem tem poder financeiros). Que raio de projecto é esse? Em vez de criarem, enquanto é tempo, um projecto para salvar a nossa aldeia global que é a terra.
    Estamos perdidos e condenados……..

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