Sociedade

Cobra Preta de São Tomé é uma espécie única no mundo

A Cobra Preta da Ilha de São Tomé, no Golfo da Guiné, tem sido historicamente considerada como pertencente à espécie Naja (Boulengerina) melanoleuca (Squamata: Elapidae). A sua presença na ilha é tradicionalmente explicada como fruto de um introdução por parte dos colonos Portugueses, para suposto controlo da população de roedores. Esta explicação é amplamente aceite pela autoridades locais, bem como pela agências de conservação internacionais. A identidade taxonómica desta serpente manteve-se aceite por todos os taxonomistas que lhe dedicaram estudos, à excepção de L. Capocaccia em 1961.

Os argumentos que sustentam a hipótese de introdução humana da espécie são consideravelmente fracos e são mesmo contraditos por dados históricos, morfológicos e moleculares. Para além disso, a história biogeográfica das ilhas oceânicas do Golfo da Guiné e descobertas recentes relativas à identidade taxonómica de outros grupos ali existentes, sugere que a Cobra-Preta representa de facto um linhagem distinta do grupo melanoleuca, endémica da ilha de São Tomé.

Neste artigo descrevemos a Cobra-Preta como uma espécie nova. A nova espécie distingue-se da N. (B.) melanoleuca, a sua espécie irmã, pelo seu padrão de coloração ventral e tipo de contacto entre as escamas sub-linguais. Visto que a CobraPreta de São Tomé é a única espécie venenosa que ocorre nas ilhas oceânicas do Golfo da Guiné, apresentamos também dados relativos à sua toxicologia, distribuição, ecologia, folclore e estatuto de conservação.

Leia o estudo na íntegra : Ceríaco et al. (2017) Naja

Foto da Cobra Preta em Santa Josefina / Tiziano Pisoni 

 

    2 comentários

2 comentários

  1. Cobra Negra

    7 de Junho de 2019 as 22:42

    Já sabemos que os Portugueses são responsáveis por todas as desgraças em São Tomé, agora também pelas cobras ??????

  2. Rapaz de reboque

    13 de Junho de 2019 as 13:15

    Pora os portugueses sao culpados de tudo? Entao foram os portugueses que distruiram o pais com a ma governação e com roubo e corrupção no pais depois da independência deixaram as roças estar como estão tenha vergonha deviam eram preservar o que os portugueses deixatam e construir mais para mostrar que somos superiores a eles nao é ver o nosso país da maneira que esta e vir para cá falar mal dos portugueses se fomos nós a destruir o país

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