Sociedade

OMS espera ter 2 bilhões de doses de vacina contra Covid-19 já no próximo ano

Expectativa da agência é que alguns ensaios sejam concluídos em 2021; imunização atenderá a “populações prioritárias”; mundo pode ter até três vacinas diferentes contra o coronavírus, mas estratégia de distribuição ainda não foi definida.

A expectativa da agência é que alguns ensaios sejam concluídos em 2021; imunização atenderá a “populações prioritárias”; mundo pode ter até três vacinas diferentes contra o coronavírus, mas estratégia de distribuição ainda não foi definida.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou esta quinta-feira que espera que cerca de 2 bilhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 estejam ao dispor até o final do próximo ano.

Será dada atenção a grupos de “populações prioritárias”, segundo a cientista-chefe da agência, Soumya Swaminathan. Em entrevista, em Genebra, ela afirmou, no entanto, que ainda não há vacina com eficácia comprovada.

Investimentos

Testes devem determinar se vacina é eficaz e segura, by Opas/ Joshua Cogan

A representante disse que a expetativa para 2021 é que haja “2 bilhões de doses de uma, duas ou três vacinas eficazes para serem distribuídas em todo o mundo”. A cientista disse que o grande condicionamento não é tanto o fato de não haver vacina, mas os investimentos em torno de US$ 2 bilhões até o final de 2021.

Quanto à capacidade de imunizar as populações prioritárias, ela destacou que os países-membros precisam concordar e chegar a um consenso sobre o tema.

Nesta quinta-feira, a OMS notificou 8.242.999 casos confirmados e 445.535 mortes pelo novo coronavírus.

Distribuição

A agência recomenda que em primeiro lugar sejam pessoas em risco, incluindo idosos e pacientes com doenças preexistentes, como diabetes ou doenças respiratórias, além de trabalhadores expostos ao vírus.

Swaminathan destacou que ainda não há uma estratégia para uma possível distribuição global das vacinas contra a Covid-19. Ela afirmou que a OMS vai propor essas soluções.

Hidroxicloroquina

No informe, a especialista disse estar definitivamente provado que a hidroxicloroquina, frequentemente usada para tratar a malária, não é eficaz para impedir a morte de pessoas com o novo coronavírus que estejam hospitalizadas.

Para Soumya Swaminathan, ainda pode haver um papel desse medicamento na prevenção da Covid-19, estando ainda em curso ensaios clínicos para testar a relevância da hidroxicloroquina.

 

Parceria – Téla Nón Rádio ONU 

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