Sociedade

Nossa.com volta à carga pela CST, e propõe ao governo a abertura do concurso internacional

Nossa.com apresenta-se como sendo um veículo de investimento de capitais santomenses. Em Dezembro do ano passado, a Nossa.com, manifestou publicamente o interesse de adquirir 51% do capital social da Companhia Santomense de Telecomunicações, a CST, até agora detido pela empresa brasileira OI.

A Nossa.com apresentou proposta concreta ao Governo, que em nome do Estado santomense administra os outros 49% do capital social da CST.

Os promotores da Nossa.com, garantem que este veículo de investimento de capitais santomenses, «constituiu uma frente congregadora dos diversos interesses nacionais conjugados com os de um parceiro tecnológico internacional».

Sem resposta por parte do Governo, desde a submissão da sua proposta em Dezembro de 2020, a Nossa.com, diz num comunicado de imprensa que decidiu «remeter mais uma missiva ao Governo santomense para solicitar uma decisão governamental, reiterar a vontade de investir e sugerir o lançamento de um concurso público internacional para a selecção do melhor parceiro do Estado na CST».

Os promotores da iniciativa empresarial, explicam as razões que motivaram a nova missiva endereçada ao Governo de Jorge Bom Jesus.

Segundo o comunicado, em primeiro lugar, a Nossa.com, pretende com a nova missiva, «solicitar uma actualização do Estado global do dossier». Tudo porque segundo o grupo privado nacional, «Até ao momento a Nossa.com não obteve uma resposta ou manteve qualquer outra interacção formal sobre a sua proposta».

O segundo objectivo de mais esta missiva ao Governo, visa a abertura de um concurso público «que permita que todos os interessados possam apresentar os seus méritos, e concorrer em igualdade de circunstâncias».

A Nossa.com, diz acreditar que o Estado e a sociedade santomense serão mais bem servidos, «com as soluções resultantes de um processo desta natureza».

O terceiro objectivo forte da Nossa.com em remeter mais uma missiva ao governo, é justificado com a necessidade de «reafirmar a importância de que neste processo, além da transparência, sejam também respeitados os princípios de inclusão, visto que a proposta da Nossa.com, assenta na oportunidade que os santomenses possam, desde que dispondo dos necessários recursos, participar na transformação estratégica que a Nossa.com pretende empreender, financiando a sua investida accionista, através de um processo de subscrição pública, fazendo com que um activo empresarial tão importante como a CST, seja pela primeira vez na história colectiva, propriedade de investidores santomenses».

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Ana Sousa

    10 de Julho de 2021 as 14:51

    Deixa ver se entendi. Quem está a vender a sua parte na CST é a OI, que detém 51% das ações. E querem para o Governo fazer um concurso publico para venda das acções de um privado? Até onde a ganancia leva as pessoas. Se voces tivessem conseguido negociar diretamente com a OI e agora o Governo viesse dizer que tinha que fazer concurso publico, o que estriam a dizer a essa altura? Pois, pimenta no C… do outro é refresco.

  2. eu

    10 de Julho de 2021 as 17:06

    Meus Senhores o pais tem terrível. Vejam se investem na 4G ou 5G por favor.

  3. Granda Chatice

    11 de Julho de 2021 as 15:42

    Há forro com muito dinheiro…Ainda quem diga que STP não é terra de oportunidades

  4. Mepoçom

    12 de Julho de 2021 as 11:59

    Espero que não vai surgir outra história como ROSEMA (antiga CETO), que até hoje não se sabe quem é verdadeiro dono, toda história mal contada.

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