A crise no sistema de justiça de São Tomé e Príncipe agudiza-se de dia para dia, apesar dos vários programas de reforma do sector financiados pelas Nações Unidas.
Desde o ano 2009 que o sistema de justiça de santomense é alvo de consecutivos processos de reforma envolvendo milhões de dólares, mas o resultado tem sido a agudização da crise no sector.
O Juiz Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Manuel Silva Gomes Cravid reuniu-se na última semana com o primeiro-ministro Américo Ramos e a saída da reunião detalhou um conjunto de situações já rotineiras que segundo o Juiz Presidente, põem em causa a funcionalidade dos Tribunais.
Manuel Silva Gomes Cravid disse aos jornalistas que o Supremo Tribunal de Justiça, segundo ele o maior tribunal do país, deveria ter 8 juízes conselheiros, mas neste momento «só temos 4 juízes no supremo».
Um facto que pode justificar as pendências no Supremo Tribunal de Justiça, principalmente na categoria de tribunal administrativo.
No tribunal da primeira instância, a crise em recursos humanos parece ser maior. «Deveríamos ter 14 juízes no tribunal da primeira instância», referiu o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Em consequência da falta de juízes os processos pendentes avolumam-se no tribunal da primeira instância, e o povo cada vez mais não acredita num tribunal em que processos ficam 5,10, até 15 anos sem decisão ou julgamento.
Com o pilar central do Estado de Direito em crise, o juiz presidente Manuel Silva Cravid, revelou que a casa da justiça está a ficar sem funcionários. Os funcionários das secretarias dos Tribunais também estão em debandada. «Deixam os tribunais e procuram empregos nas outras instituições que oferecem melhor salário», pontuou.
Nas actuais condições e depois das cíclicas reformas operadas no sistema, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, considera que o poder judicial não pode satisfazer as necessidades do povo, como manda a lei.
~Preocupações que foram apresentadas ao Chefe do Governo. Segundo o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o primeiro-ministro Américo Ramos tem muita experiência na gestão das finanças públicas e dos recursos humanos. Manuel Silva Cravid manifestou-se confiante de que o actual primeiro-ministro vai ajudar a justiça a sair da crise crónica.
Abel Veiga
Norberto Pedra
17 de Fevereiro de 2025 at 0:44
Eu acredito na justiça quando o senhor tiver o mesmo tratamento que o Ailton Dias. Um grande corrupto maquiavélico e maior pedofilo do mundo não me transmite seriedade.
SB14
17 de Fevereiro de 2025 at 6:37
É estranho isso… Houve um concurso há bem pouco tempo que foram vencedores 8 cidadãos são-tomenses para serem empossados “Juízes”, mas ele não quis e hoje vem reclamar da falta de juízes, é preciso ter lata, mas pronto…
tunchadu
17 de Fevereiro de 2025 at 15:05
O pais esta a entrar numa outr fase, quando há relatos destes como vimos acima, sobre a pessoas do Presedente doSupremo tribunal de justiça, as instituições de direito, da justiça e segurança, a procuradoria geral da republica, a presidência da republica, devem estar atentas,…
O tempo é de responsabilidade, de responsabilização, ninguém pode ou deve estar acima da lei…