Um lote de medicamentos, consumíveis hospitalares, reagentes laboratoriais e peças sobressalentes para o aparelho de raio-X do Hospital Dr. Ayres de Menezes, foi entregue ao governo santomense no âmbito do projeto “Saúde para Todos”.
Financiado pela cooperação portuguesa e gerido pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, este donativo, no valor que ultrapassa os 300 mil euros, reforça o compromisso entre Portugal e São Tomé e Príncipe na área da saúde.
A entrega oficial foi feita pela ministra da Saúde de Portugal ao homólogo santomense.
“A questão dos medicamentos, consumíveis e reagentes representa um dos grandes desafios do nosso sistema de saúde”, afirmou Celso Matos, Ministro da Saúde de São Tomé e Príncipe.
“O nosso trabalho, apesar da vontade política dos países e dos governos, acontece no dia a dia, através dos profissionais, das pessoas e para as pessoas. E é isso que continuaremos a fazer nos próximos anos”, destacou Ana Paula Martins, Ministra da Saúde de Portugal.
Após a cerimónia, os dois governantes reuniram-se para avaliar a cooperação bilateral, com especial destaque para a evacuação de doentes santomenses para Portugal.
“A evacuação de pacientes requer uma avaliação mais rigorosa dos casos”, afirmou a governante portuguesa.
No âmbito do mesmo projeto, a telemedicina surge agora como uma das grandes apostas, permitindo o acesso a cuidados médicos especializados à distância e marcando, nas palavras dos responsáveis, “um novo tempo” para o sistema de saúde santomense.
“Isso remete-nos também à visita ao projeto de telemedicina realizada aqui. Não há dúvida de que estamos a entrar em um novo tempo“, ressaltou Ana Paula Martins.
Os ministros da Saúde de Angola e Moçambique, presentes em São Tomé para o sétimo encontro de titulares da saúde da CPLP, também visitaram o sistema de telemedicina instalado no hospital de referência nacional.
José Bouças
LÉGI
17 de Abril de 2025 at 21:37
““A questão dos medicamentos, consumíveis e reagentes representa um dos grandes desafios do nosso sistema de saúde”, afirmou Celso Matos, Ministro da Saúde de São Tomé e Príncipe.”
Mas uma razão para procurarmos atrair empresas de produção de medicamentos, para o nosso país, com parceiros como Portugal, a China, por via Forum Macau, Brasil, a União Africana, o Canadá, a Bélgica, com outros parceiros bilateral Africanos, como Moçambique, que jamais invalida que possamos continuar a ter necessidade de ajuda medicamentosa.
Por outro lado é necessário mudar de modelo de s financiamento da saúde em São Tomé e no Príncipe, somos um país de dupla insularidade com enormes carência, pobre, impossível continuar a ter sistema de saúde gratis, o resultado está a vista na qualidade de saúde prestado, os serviços e produtos de saúde têm um custo, logo temos de poder vir a adequar um valor pecuniário ainda que simbólico para os serviços prestados e produtos consumidos, que deverá servir para gerar poupanças para financiar a própria saúde.
Outro modelo que temos de mudar é a formação e cuidados de saúde do exterior, temos que ser capazes de criar valências cá dentro, formação superior na área da saúde, medicina, enfermagem, tecnicos de diagnóstico cá dentro, ao mesmo tempo que se deve organizar, ter rigor no nosso sistema de saúde e serviços, a boa gestão, equipamentos, tecnologias, especialistas e especialidades nos hospitais, nos centros de saúde, etc e é possivel.
Quanto a telemedicina ajuda, duplamente o nosso sistema de saude, quer na formação, que na retenção de quadros nacionais, dos doentes e prestacao de cuidados de aqui no país.