Ontem, mais uma vez, trememos. Trememos não só de espanto, mas de profunda indignação. O advogado Dr. Miques João — um dos mais corajosos defensores da verdade no caso do massacre de 25 de novembro de 2022 — foi detido de forma que mais pareceu um espetáculo montado para intimidar, do que um ato de justiça. Com um aparato policial digno de uma operação contra o crime organizado, foi levado ao Ministério Público sob acusação de abuso sexual.
A gravidade da acusação exige, sim, apuramento rigoroso. Mas mais grave ainda é o desprezo pelo princípio da presunção da inocência e pelo respeito à dignidade humana. Que justiça é esta que julga antes de ouvir, que condena antes de investigar, que humilha antes de esclarecer? A justiça não pode ser refém do medo, nem instrumento de vingança institucional.

É impossível não revisitar a dor das nossas memórias recentes. Senti esta mesma indignação em 2017 quando o jurista e o professor Dr. Justino Veiga foi detido e brutalmente arrastado na Universidade Lusíada. Senti quando o atual Primeiro-Ministro, Dr. Américo Ramos, então assessor do Presidente Evaristo Carvalho, foi selvaticamente detido em 2019. E tremi — trememos todos — quando, em pleno século XXI, vimos cidadãos massacrados no quartel militar no dia 25 de novembro de 2022. Crimes esses que ainda hoje clamam por justiça.
Somos um povo que há 50 anos conquistou a sua independência, mas ainda não libertou a alma. Fomos escravizados por mãos estrangeiras, mas agora permitimos que mãos nacionais nos violentem a dignidade. Esta é a mais cruel ironia da nossa história. O colono mudou de rosto, mas continua entre nós — agora travestido de arrogância, de sede de poder, de manipulação das instituições e de desprezo pelo Estado de Direito.
A detenção do Dr. Miques João, com esta coreografia de humilhação pública, parece muito mais um aviso do que um ato de justiça. Aviso a quem ousa desafiar os donos do silêncio, a quem ousa pôr nome na impunidade, a quem ainda acredita que podemos ser melhores.
Mas nós não nos calamos. E não aceitaremos que a verdade seja sequestrada.
Como dizia Che Guevara: “Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”
Neste 50º aniversário da nossa independência, devemos lembrar-nos que a liberdade sem justiça é apenas uma ilusão. O que fizemos com os valores pelos quais os nossos avós lutaram? Em que momento trocámos a esperança coletiva pela servidão de consciências?
O povo são-tomense merece mais. Merece instituições fortes, uma justiça séria, e um país onde ninguém, por mais poderoso que seja, possa usar o Estado para calar a verdade.
STP, levanta-te. A nação mais ditosa da terra só será possível quando formos, todos, livres e iguais perante a lei.
Olinto Daio
08/05/2025
BÔDE
8 de Maio de 2025 at 15:34
Ninguém deve estar acima da lei.
Se há denuncia, a lei é clara, deve ser investigado, se houver factos comprovativos, já sabemos o que deve seguir, e nesta matéria, há sim que moralizar a sociedade, comunidade São-tomense e ninguém deve estar acima da lei.
Uma coisa é advogado Dr. Miques João, enquanto advogado no processo 25 Novembro
Outra coisa é o cidadão Mique João, em que recai a suspeita de violação de menor.
Aqui desculpem seja até o Presidente da Republica, Ministros, Deputados, cidadãos a justiça tem que funcionar
LULA
8 de Maio de 2025 at 15:51
Relativamente a 25 de Novembro;
Sendo de São Tomé e Príncipe, um estado de direito democrático, implica que as instituições, entidades do estado devem reger pelo principio, leis, de transparência, de rigor, de organização, da justiça, da segurança, protecção, direitos, deveres e garantias dos cidadãos, nomeadamente direito a vida.
As instituições como as Forças Armadas, a Marinha, a Polícia Nacional, a Policia de Investigação Criminal, tem como a missão ou pelo menos deveriam ter defender a pátria, a soberania, o território, o mar, os rios, o espaço aerodinâmico, as populações, a administração, quando em presença de subversões de ordem, constitucional, da ordem e segurança publica, protecção doa cidadãos, de revoltas, ataques internos/externos, invasão, crimes de guerra, ou guerra, se modo a manter a paz preservação da vida.
De recordar que houve troca de tiros, no quartel de mouro.
Nesta missão( quem jurou bandeira sabe bem disso)(quem jura a tomar pode administrativo, de poder sabe bem disso), em presença efectiva de ataques internos/externo pode deve agir, podendo resoltar nesta acção danos colaterais e perdas de vida, trata-se de defender pois a soberania, a paz a vida dos cidadãos, que jamais ninguém tenha duvida sobre isto no país.
Decorridos acontecimentos de 25 de novembro, de que todos sabemos, decorridos a investigação nacional e colaboração com a polícia, extraido o relatório, ou relatórios, ha que ter em atenção o seguinte;
Necessidades de investigação mais profunda sobre os conteudos telefonas, antes/depois do acontecimentos do 25 de Novembro, permissão de acesso aos dados nas companhias de telecomunicações-escutas, dos membros do governo anterior, MLSTP, MDFM, PCD, bem como ao anterior Presidente da Assembleia, dos participantes e mandamentes deste acto, desta acção, dedta revolta, desta intentona, pois que informação hoje se sabe, que derivado da venda de um terreno para construção de uma instância turística, …terreno este concedido a um grupo de cidadãos que outrora t8nham praticado o mesmo acto, sobre a nação, ….informação hoje se sabe que a intentona era de conhecimento de algumas figuras e membros do governo do MLSTP, MDFM, PCD, que nada comunicaram a departamento da segurança de estado, para a prevenção, antecipação da investigação, desmantelamente da acção.
Facto, desta acção, intentona, resultou a morte de quatro cidadãos, sob custódia da instituição militar, Forças Armadas, após a suas capturas e detenção, supostamente por cevícias e maus tratos, violência militar, sobre os capturados, apos a contenção da revolta, facto que merece a justiça, a responsabilidade, a responsabilização, houve também cevecias ao oficial dias naquele dia, assim como a participação de militares afectos a instituição Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, coma suposição de havido conhecimento dos membros do governo do MLSTP, MDFM, PCD, aproveitamento pessoal, político, partidarios, a podridão da influência política partidaria, com interesses pessoais, merec investigação profundo, ao mais alto nível da nação.
As forças Armadas de São Tomé e Príncipe tem um chefe e comandante Supremo
Deveria ser a instituição Forças Armadas Nacional a primeira a querer o esclarecimento total deste caso, o apuramento de responsabilidades, responsabilização, a justiça, pois que foi afetada, morreram cidadãos, após terem sido capturados, gouve conivência militar, interna, houve actos de barbárie e violência militar.
Pois que sendo São Tomé e Príncipe, um estado de direito democrático, implica que as instituições, entidades do estado devem reger pelo principio, leis, de transparência, de rigor, de organização, da justiça, da segurança, protecção, direitos, deveres e garantias dos cidadãos, nomeadamente direito a vida.
Se percebe deste modo, que temos instituições fracas, desde, a justiça, a educação, a saúde, a defesa, a agricultura, as infraestruturas, a segurança, a protecção, o desporto, a cultura, a economia, a economia azul, a economia circular, a administração pública, os grupos partidarios, a função familiar ou a família etc…a nível social, cultural, político, desportivo, económico e financeiro…
Reflexos desta realidade na instituição militar, Forças Armadas, Forças de segurança, temos tido ao lindo dos anos promoções, subida de patentes militares, sem que isso reflectisse, aumento de formação, qualificação, frequência de cursos de comandos, sem elevação competência , logo da responsabilidade, assim temos tenente, a coronel, coronel major, por ai em diante.
Outra da constatação tem haver coma falta de reformas, reformulação dos princípios e procedimentos institucional, avaliação dos serviços e instituições, avaliação de desempenho, avaliação profissional, formação contínua, a formação profissional,a formação superior, a qualificação, adaptação tecnológica, auditorias internas/externas, equipamentos infraestruturas, higiene e segurança e ambiente, politicas de promoção, politicas de rendimentos, estatísticas, etc…
No caso das instituições militares, para além das instrução militar, ministrada e acompanhada, pela cooperação Portuguesa, Brasileira e dos EUA, necessário se torna ter escola de formação superior militar, no país, Academia Militar, Cursos de Comandos, Estratégia Militar, infraestruturas Militares, engenheira militar, mecânica e transporte militar, a enfermagem, defesa militar, carta militar, defesa marítimo, ordenamento do território, legislação, direitos humanos, a modernização militar etc…assim como cursos tecnicos profissionais, para aqueles que ingressam na estrutura serviço militar, a saber, a carpintaria, a mecânica, montagem de estruturas, a electricidade, a computação, automação, novas tecnologias de comunicação e informação, a enfermagem, os primeiros socorros, o superte básico a avançado de vida, etc…também ministrado e acompanhado cooperação Portuguesa, Brasileira e dos EUA.
Assim também escola de formação superior de policias, Academia de Policias
Um deficit que a nossa sociedade, comunidade, instituições detém a formação, a organização, o trabalho, o rigor, a justiça, a seguranca, a transparência, a responsabilidade/responsabilização para a sustentabilidade, a começar pelas instituições políticos partidarias, partidos políticos, agentes políticos, as famílias, têm falta de formação para a cidadania, para a liderança, para a gestão financeira, contabilidade, a responsabilidade/responsabilização etc…que fazia a diferença nas instituições nacionais.
Necessidade de acabar com enriquecimentos ilícitos dentro do aparelho do estado, dentro da administração publica, adoção de uma cultura de trabalho, rigor, organização, transparência, responsabilidade/responsabilização.
Limitação de números de mandatos em que um pessoa, cidadãos podem candidatar a deputado de Assembleia da República, no mínimo de dois.
Necessidade de se acabar vcom p fenómeno
Banho nas campanhas
Diasporano CV
8 de Maio de 2025 at 23:29
Conclusivamente, o grande problema desse povo, dessa terra prometida, é o terceiro poder ou melhor, os senhores que , em nome da justiça promovem a injustiça, promovem sonegação de fatos, etc. Silva Cravide foi vítima do seu silencio , do seu conformismo. Espero que tenha aprendido que um dia feitiço volta contra o feiticeiro.
Não credito na justiça divina como muitos propalam. Acredito sim que um dia esse povo consiga levantar do sono em que se encontra ( o leve-leve) e começa a agir.
Onde está a Procuradoria com o caso de 25 de Novembro? O Sr presidente procura a todo custo, fugir do assunto.
Uma vergonha para a classe dos magistrados , isto é, se têm a decência para sentirem vergonha.
Franciscobarros
9 de Maio de 2025 at 15:20
Esse falso padre, quando andava atrás do Patricio Trovoada parecia diabo com fogo no rabo.Era um grande ditador no Ministério da Educação.So perseguia as pessoas. Até bofetada prometeu dar ao seu subordinado. Agora vem pregar em moralista.
Vai dar banho ao cão.