Sociedade

SATOCAO e Valrhona partilham o valor económico do cacau com os agricultores da roça Pinheira

A chocolateira francesa Valrhona é uma das principais compradoras do cacau de São Tomé através da empresa SATOCAO.  Satisfeita com a alta qualidade do cacau de São Tomé que tem dado rendimentos na produção do chocolate em França, a Valrhona decidiu em parceria com a SATOCAO partilhar o sucesso com os agricultores que produzem o cacau de São Tomé.

A roça Pinheira é uma das beneficiárias das acções de apoio social da Valrhona. Foi construído um centro de saúde para a comunidade. No valor de 51 mil euros, o centro de saúde atende cerca de 5 mil pessoas que habitam a Pinheira e os arredores.

O Ministro da Saúde Celso Matos, que inaugurou a infra-estrutura destacou o empenho do governo em levar assistência médica e medicamentosa às populações do meio rural. Uma estratégia do executivo que visa eliminar as desigualdades entre as populações do campo e da cidade.

O representante da empresa francesa Valrhona explicou que a parceria com a SATOCAO na compra do cacau de São Tomé já tem mais de 10 anos. Para além da construção do centro de saúde que custou 51 mil euros, a Valrhona já avançou com financiamento para a adopção de água potável à comunidade.

«Ainda para este ano, para além do centro de saúde, já pagamos o valor da obra para adopção de água potável à comunidade no valor de 16 mil euros», assegurou Cédric Robin.

O preço do cacau está em alta no mercado internacional, e o de São Tomé está certificado como sendo de alta qualidade. Os investidores somaram lucros e decidiram partilhar com os pequenos produtores santomenses.

«Já construímos latrinas na roça Laura, apoiamos a realização de um projecto de abastecimento de água as roças Ferreira Governo, Pedroma e Uba Budo, e aqui temos esse grande projecto de apoio a Saúde na roça Pinheira, porque a saúde é um dos direitos humanos mais importantes, assim como a educação», reforçou Cédric Robin.

Valrhona incentiva os produtores de cacau de São Tomé a preservar o ecossistema florestal que permite a produção de alta qualidade. Aliás, o sistema florestal de São Tomé, berço da produção do cacau, foi considerado pela FAO como um património natural.

«O nosso compromisso não é só de comprar o cacau de qualidade, mas também de ajudar o produtor a ter maior produtividade mantendo este sistema florestal típico de São Tomé que tem de ser preservado», concluiu o representante da Valrhona.

Cacau continua a ser a principal marca de São Tomé e Príncipe no mundo.

Abel Veiga 

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